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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10237| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Complexo. Experiência, formação e comunicação na favela |
| Título(s) alternativo(s): | Complex. Experience, formation and comunication on favela |
| Autor: | Moura, Ricardo José de ![]() |
| Primeiro orientador: | Costa, Mauro José Sá Rego |
| Primeiro membro da banca: | Rocha, Mauricio de Albuquerque |
| Segundo membro da banca: | Oneto, Paulo Guilherme Domenech |
| Resumo: | Este trabalho partiu de uma experiência vivida na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, no município de Duque de Caxias, cidade do Rio de Janeiro, por ocasião do Seminário de Periferia Sustentável 2008 realizado pela turma de pós-graduação em mestrado de Educação, Cultura e Comunicação nas Periferias Urbanas. A ideia do evento foi de trocar experiências com culturas de múltiplas naturezas que surgem das camadas periféricas. Em meio à apresentação de um grupo teatral, no pátio da faculdade, crianças do Projeto Alegria resolveram interagir com os personagens da performance ali apresentada. Totalmente desinibidas, atentas e criativas, as crianças inventaram as "regras do jogo" naquele momento. A trupe teatral deu asas à imaginação daquelas crianças que sem ninguém pedir interferiram na peça mudando radicalmente sua trajetória. As crianças se tornaram protagonistas do espetáculo, uma espécie de público-autor. Mas um fato chamou atenção. Dos três professores que acompanhavam a turma e o desempenho do grupo de teatro, dois deles foram taxativos quase concomitantemente: "senta ali menino! Isso é pelo que você fez na sala de aula". O terceiro professor observava a atitude de seus colegas sem a menor intenção de intervir. Um fato no mínimo curioso, já que estávamos todos dentro de uma Faculdade de Educação - não é de se espantar que tais castigos aconteçam nos espaços onde se presume educar, pois este modelo pretende capturar e administrar os afetos, logo viver à espreita da punição. Tal situação me fez recordar e trazer à luz a questão Educação para quê? E de imediato lançar mão de outra questão: que tipo de ser humano a escola quer formar ou tem formado? Essas questões parecem pertinentes na medida em que temos na educação as bases para uma sociedade melhor, mais justa e mais humana. Surge então, na esteira destes problemas outras questões, a saber: a interdição da experiência e o fenômeno do ressentimento - que acabam por negar a vida, conforme em Nietzsche. Nesse sentido, o mote é exatamente discutir questões que se avolumam diante da interdição da experiência e que encontram na formação tradicional seus limites, de modo que a concepção política pedagógica do sistema educacional vigente soa ainda como na ciência régia. Isto coloca-nos de frente a uma questão fundamental: que tipo de ser humano a escola tem formado? Logo, então, surge a pergunta: educação para quê? A partir dessas e outras questões que procuraremos discutir o caráter da formação, da experiência e comunicação na periferia. É preciso com urgência, criticar e resistir a estes mecanismos pedagogizantes e dar lugar a processos de experimentação, manifestações da vida noutras maneiras, como na música dionisíaca, um canto à vida . |
| Abstract: | This paper was launched by an experience the author went through at the Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, located in the city of Duque de Caxias, in Rio de Janeiro state, in the Seminário Periferia Sustentável 2008 organized by the graduated group in Masters of Educação, Cultura e Comunicação nas Periferias Urbanas. The idea behind the event was exchange previous experiences of participants with culture in different senses. During a theater presentation, in the College s yard, kids who were participants of the projetct Projeto Alegria decided interact with the characters of the performance. Totally uninhibited, attentive and creative, kids create the game rules in that moment. The theatrical troupe gave free rein to the imagination of those kids who interfered in the presentation and changed radically its trajectory. They became protagonists of the show, a kind of spectator-author. But, a thing has drown the attention of people, two of three professors who was watching and evaluating the performance were categorical in affirm almost together: sit the guys! This is because what you did in the classroom . The third professor observed the attitude of his colleagues without any intention of stop them. A fact, at least very curious, because we were inside a Education College We shouldn t be scared about these punishments happen in spaces where we expect the act of teach, once this model intend to catch e manage the affects, then living in a expectation of punishment. This situation make me remember e bring to the light the question: Education for what? . And, immediately make another one: what kind of human being school want to form ou have formed? This questions seems pertinents as we have in education the base for a better society, more equal and human. So, in between all of this it emerges: the interdiction of experience and the phenomenon of resentment what takes us for then denying of life, as Nietzsche once said. In this way, the motto of this text is discuss the issues that swell against the interdiction of experience and find in the tradition formation its limitations, so the political pedagogic framing in the educational system seems the same of the one of regal science. This put us before a fundamental question: what kind of human being school has formed? Then, rise the asking: education for what? From these and other issues we are going to discuss the role of formation, experience and communication in periphery. It is urgent criticizing e resisting to this pedagogizing mechanisms and open space to processes of experimentations, life manifestations in other ways, as the dionisical music, a song for life . |
| Palavras-chave: | Experience formation communication Experiência Formação Comunicação Favela Pratica de ensino Professores |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO |
| Idioma: | por |
| País: | BR |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação da Baixada Fluminense |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação |
| Citação: | MOURA, Ricardo José de. Complexo. Experiência, formação e comunicação na favela. 2010. 106 f. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2010. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10237 |
| Data de defesa: | 13-Ago-2010 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação |
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