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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14320
Tipo do documento: | Tese |
Título: | Doenças infecto-parasitárias e mudanças ambientais no Brasil: espacialização dos conhecimentos científicos produzidos pelos grupos de pesquisa do CNPQ entre 2000 e 2010 |
Autor: | Ramos, Rafaela Rodrigues ![]() |
Primeiro orientador: | Machado, Carlos José Saldanha |
Primeiro coorientador: | Bastos, Francisco Inácio Pinkusfeld Monteiro |
Primeiro membro da banca: | Freitas, Carlos Machado de |
Segundo membro da banca: | Silva, Catia Antonia da |
Terceiro membro da banca: | Carvalho, Marinilza Bruno de |
Quarto membro da banca: | Schütz, Gabriel Eduardo |
Resumo: | O Brasil se depara com quadros endêmicos de várias doenças, dentre elas as Leishmanioses e as Hantaviroses. As consequências desta realidade, sejam de ordem social como econômica, trazem grandes desafios para o campo científico, cujo propósito central, neste caso, é analisar e formular políticas públicas de prevenção, manejo e tratamento das doenças infecto-parasitárias, emergentes e reemergentes, cujo aumento da incidência está, em diversos contextos, associado a quadros de degradação ambiental. Neste cenário, verifica-se a necessidade de compreensão da dinâmica ecológica da emergência/reemergência de diferentes doenças infecto-parasitárias, o que implica incorporar a abordagem ecológica na resolução de problemas de saúde, que envolvam doenças resultantes das complexas inter-relações entre seres humanos, animais (não humanos) e ecossistemas. Uma questão complementar é saber quem produziu conhecimentos sobre doenças infecto-parasitárias no Brasil na primeira década do século XXI? Como os produtores desses conhecimentos estão distribuídos no território nacional? Em quais instituições esses atores têm produzido conhecimentos sobre doenças infecto-parasitárias? Qual é o volume de artigos científicos publicado? Há uma relação, identificável nos artigos científicos, entre a distribuição espacial das áreas geográficas estudadas pelos pesquisadores em doenças infecto-parasitárias e os biomas brasileiros? A perspectiva ecológica de abordar as inter-relações entre saúde e meio ambiente está presente nesta produção científica? Trata-se aqui de explorar a hipótese segundo a qual as políticas de CT&I em saúde ainda não conseguiram ampliar a distribuição espacial, no território nacional, de grupos de pesquisa, no esforço de reverter a concentração das pesquisas na região Sudeste. Através de uma metodologia quantitativa de análise e representação gráfica das informações disponíveis no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e no banco de dados Sistema Pesquisa Saúde do Ministério da Saúde entre 2000-2010, concluiu-se não haver uma correlação entre o número de grupos de pesquisa de uma determinada região ou estado e o volume de produção de conhecimento sobre determinadas doenças, porque esta produção não está, necessariamente, voltada para a compreensão de doenças infecto-parasitárias, no seu contexto geográfico e ambiental. |
Abstract: | Brazil has experienced the establishment of several endemic diseases, among them Leishmaniasis and diseases caused by Hantaviruses. These endemic diseases have broad social and economic implications, challenging the scientific community. Its key aim in this context is to analyze evidence and to propose public policies aiming to curb, manage and treat emergent/re-emergent infectious and parasitic diseases. High incidence rates of several endemic diseases tend to be closely associated with environmental degradation. In this scenario, it is pivotal to better understand the ecological dynamics of emergent/re-emergent infectious and parasitic diseases, fully incorporating the ecological approach in the management of such public health problems involving diseases, in the context of the complex inter-relations between humans, (non-human) animals and ecosystems. A complementary question is to know who produce knowledge on infectious and parasitic diseases in Brazil in the first decade of the current century? How the producers are distributed over the country? Which institutions congregate these researchers? How can we measure their scientific output? Is there a relationship, identifiable in scientific articles, between the geographical areas where research on such infectious diseases cluster and Brazilian biomes? Is the ecological perspective to address the inter-relationships between health and the environment present in this scientific production? We propose here to assess the hypothesis that ST&I health policies may have failed in their attempt to expand the spatial reach of research groups across the country, i.e. fostering scientific production beyond the Southeastern scientific hub. Profiting from quantitative analysis and graphic display, we assessed information available at the Diretório do Grupo de Pesquisas (Research Groups Directory and Database) from CNPq, as well as from Sistema Pesquisa Saúde ("System Health Research") do Ministério da Saúde (Health Ministry), in 2000-2010. No correlation was found between the number of research groups from a particular macro-region or state and the scientific output on specific diseases. This finding may be explained by the fact research has not been focused on understanding infectious and parasitic diseases in their geographic and environmental contexts. |
Palavras-chave: | Spatialization Ecology Policy of the Science and Technology Research Groups Espacialização Ecologia Política de Ciência e Tecnologia Grupos de Pesquisa Doenças parasitárias - Brasil Doenças transmissíveis - Brasil Brasil - Condições ambientais Pesquisa científica - Brasil Ciência e tecnologia - Brasil - Diretórios |
Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL |
Idioma: | por |
País: | BR |
Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
Sigla da instituição: | UERJ |
Departamento: | Multidisciplinar |
Programa: | Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente |
Citação: | RAMOS, Rafaela Rodrigues. Doenças infecto-parasitárias e mudanças ambientais no Brasil: espacialização dos conhecimentos científicos produzidos pelos grupos de pesquisa do CNPQ entre 2000 e 2010. 2016. 251 f. Tese (Doutorado em Meio Ambiente) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. |
Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14320 |
Data de defesa: | 22-Fev-2016 |
Aparece nas coleções: | Doutorado em Meio Ambiente |
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