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Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17679
Tipo do documento: Tese
Título: Variação entre né e não é, entende e entendeu na fala de idosos de distintos mundos socioculturais: um estudo comparativo em Livramento (MT) e Rio de Janeiro (RJ)
Título(s) alternativo(s): Variation between “right this”, “is not it”, “you see”, “did you understand” in the speech of elderly people from different socio-cultural worlds: a comparative study in Livramento (MT) and Rio de Janeiro (RJ)
Autor: Barros, Leila Figueiredo de 
Primeiro orientador: Abreu, Maria Teresa Tedesco Vilardo
Primeiro membro da banca: Pereira, Maria Teresa Gonçalves
Segundo membro da banca: Dominguez, Michelle Gomes Alonso
Terceiro membro da banca: Große, Sybille
Quarto membro da banca: Dias, Nilza Barrozo
Resumo: Nesta pesquisa, buscamos analisar, à luz da Sociolinguística Variacionista, a variação entre “né”, “não é”, “entende”,“entendeu” na fala de idosos de distintos mundos socioculturais, considerando condicionamentos linguísticos e extralinguísticos com base nos dados extraídos de entrevistas realizadas com idosos a partir dos 60 anos, pertencentes aos municípios de Livramento (MT), alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do municipio do Rio de Janeiro (RJ). Para tanto, testamos cinco grupos de fatores linguísticos, quais sejam: posição na cláusula, tempo verbal do verbo principal, modo verbal do verbo principal, tipo semântico do verbo principal, sequência textual; três grupos extralinguísticos, quais sejam: sexo/gênero, grau de escolaridade e região geográfica. Nosso corpus é composto por vinte e quatro entrevistas, sendo doze do município de Livramento e doze do município do Rio de Janeiro. Foram encontrados 1684 ocorrências dos marcadores discursivos “né”, “não é”, “entende”, “entendeu”, dos quais, 1,1% ocorrências de “entende?”, 8.1% situações de “entendeu?”;1,5% de “não é?” e 89.3% ocorrências do marcador “né?”. Nossos dados foram submetidos ao programa computacional estatístico Goldvarb, que gerou os pesos relativos que serviram de alicerce para a descrição e para a análise proposta dos dados. O programa apontou que os fatores extralinguísticos sobressaíram-se sobre os linguísticos. Os pesos relativos, indicam que o informantes do Ensino Fundamental tem maior apropriação da partícula “né?” e os do Ensino médio utilizam com maior frequência o marcador “não é”, demonstrando que o uso de não é ocorre com falantes de maior nível de escolarização. O “né” se mostrou mais inovador por conta do processo de discursivização. O fator extralinguístico região geográfica foi o grupo que se mostrou mais relevante. O Rio de Janeiro mais conservador porque se manteve mais restrito as variações concernentes à língua. Em contrapartida, Livramento mostrou-se mais aberto as transformações, sendo mais inovador no que diz respeito a modalidade oral da língua. Os marcadores “né?” e “não é?” se revelaram mais inovadores e os “ entendeu” e “entende” mais conservadores. A relação do idoso com seu meio social traçou marcantemente a presença dos fatores externos (sexo, escolaridade, região geográfica). Os fatores linguísticos internos (elementos gramaticais) não demonstraram diferenças consideráveis. A marca da subjetividade, ou seja, as questões emocionais prevaleceram em todas as entrevistas dos informantes, independentemente de estarem no interior de Mato Grosso ou na capital do Rio de Janeiro. Todos os idosos procuraram interagir dentro do seu espaço social e cultural. Os resultados evidenciaram que as narrativas dos idosos revelam a velhice como uma etapa envolvente da vida e, ao mesmo tempo, imperfeita, como todas as outras. Nossa pesquisa nos permitiu formular a ideia de que o pensamento, a língua e a fala se associam, se completam e se fundem, num complexo e intenso movimento linguístico, como são nossas próprias emoções humanas
Abstract: In this research, we seek to analyze, under light of Variationist Sociolinguistics, the variation between “right this?”, “is not it?”, “You see?”, “Did you understand?” in the speech of elderly people from different socio-cultural worlds, considering linguistic and extralinguistic conditions based on the extracted data interviews conducted with elderly people from the age of 60 in the counties of Livramento (MT), students of Youth and Adult Education (EJA) and Rio de Janeiro (RJ). For this purpose, we tested five groups of linguistic factors (position in the clause, verb tense of the main verb, verbal mode of the main verb, semantic type of the main verb, textual sequence), and three extra-linguistic groups (sex/gender, education level, geographic region). Our corpus was collected from twenty-four interviews, twelve from Livramento and twelve from the counties of Rio de Janeiro. In the twenty-four interviews collected, we found 1684 data distributed in the use of discourse markers “right this?”, “is not it?”, “You see?”, “Did you understand?”, of which, 1.1% occurrences of “right this?”, 8.1% situations of “Did you understand?”, data that correspond to a percentage of 1.5% of “is not it?” and 89.3% occurrences referring to the marker "right this?". Our data were submitted to the Goldvarb statistical computer program, which generated the relative weights that served as a foundation for our description and data analysis. The program pointed out that extralinguistic factors stood out over linguistic ones. The relative weights showed that Elementary Education has a greater appropriation of the “right this?” and high school had more relevance with the marker "is not", demonstrating that its use occurs with speakers with a higher level of education. The “right this?” proved to be more innovative due to the discursivization process. The geographic region was the group that was most relevant, Rio de Janeiro was more conservative and Livramento was more innovative with regard to the oral modality of the language. Bearing in mind that the elderly in Livramento were more open to language changes and Rio de Janeiro was more conservative because the variations concerning the language remained more restricted. The marker "right this?" and “Is not it?" proved to be more innovative and “You see?” and “Did you understand?” more conservative. The relationship of the elderly with their social environment strongly traced the presence of external factors (sex, education, geographic region). The internal linguistic factors (grammatical elements) did not show considerable differences; the impress of subjectivity, that is, emotional issues prevailed in all informants' interviews, regardless of whether they were in the interior of Mato Grosso or in the capital of Rio de Janeiro, all the elderly sought to interact within their social and cultural space. The results showed that the elderly's narratives reveal old age as an involving stage of life and, at the same time, imperfect, like all the others. Our research allowed us to formulate the idea that thought, language and speech are associated, complemented and merged, in a complex and intense linguistic movement, as are our own human emotions
Palavras-chave: Sociolinguística
Marcadores
Livramento
Rio
Idosos
Eja
Oralidade
Idosos - Linguagem
Jovens - Linguagem
Sociolinguistics
Bookmarks
Elderly
Orality
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: BARROS, Leila Figueiredo. Variação entre né e não é, entende e entendeu na fala de idosos de distintos mundos socioculturais: um estudo comparativo em Livramento (MT) e Rio de Janeiro (RJ). 2020. 222 f. Tese (Doutorado em Letras) - Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17679
Data de defesa: 25-Jun-2020
Aparece nas coleções:Doutorado em Letras

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