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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19405| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Butler por um feminismo em fluxo: uma leitura de mediações entre sujeitas diversas e alianças plurais |
| Título(s) alternativo(s): | Butler for a feminism in flow: a reading between diverse subjects and plural existences |
| Autor: | Antunes, Amanda Dias ![]() |
| Primeiro orientador: | Mendes, Alexandre Fabiano |
| Primeiro membro da banca: | Assy, Bethânia de Albuquerque |
| Segundo membro da banca: | Hogemann, Edna Raquel Rodrigues Santos |
| Resumo: | O presente trabalho se propõe a analisar parte da obra de Judith Butler para realizar mediações possíveis com a teoria crítica e a prática feminista. Nesse sentido, começa-se explorando as noções de Butler sobre performatividade para debater o gênero e pensar a figura da sujeita mulher no feminismo diante de uma crítica à suposta estabilidade dessa sujeita. A aposta em uma sujeita estável do feminismo e acirramento da luta em torno de uma pauta identitária fechada provoca diversos apagamentos e reproduz violências que incialmente se propunha a combater. Considerando a perspectiva da interseccionalidade, Butler é sensível à necessidade de atentar para as diferentes condições de precariedade que agem sobre cada indivíduo, marcando-o de forma única. É utilizado aqui o vocabulário da autora que trata da precariedade e das condições precárias que atuam sobre os corpos e os localizam em uma zona de maior ou menor possibilidade de vida. Nesse sentido, utiliza-se, ainda, a noção de segmentação de vidas entre mais ou menos enlutáveis, sendo reconhecido que o marcador gênero acarreta um enlutamento menor, demarcando a desvalorização do inteligível como dentro do espectro da mulheridade perante a sociedade. Nesse ponto, vale destacar a teorização de Butler junto ao conceito de necropolítica, de modo a avaliar o estabelecimento de parâmetros que comportam a submissão da vida pela morte de forma pretensamente legítima, tanto pela instrumentalização da vida, como pela aniquilação de corpos que mais do que deixados revéis à morte, têm a morte como resultado pretendido. Reconhecendo a necropolítica como a política destinada àquelas populações que entendemos não abarcadas em uma ética de coabitação aplicável entre os que se reconhecem como iguais, Butler explora a ficção da convivência social calcada no contrato social amplamente volitivo, em que se reafirma constantemente o desejo de habitar em sociedade. A necropolítica comprova que a igualdade não se dá na prática, pois nem todos estão dentro do plano de aplicação de uma ética da convivência, sendo a estes diferenciados, aplicável as políticas de morte, sendo privados do valor do enlutamento transformador. Para desafiar tal segmentação, Butler apresenta sua aposta na formação de alianças em prol de coligações não simplistas, compromissadas com a constante negociação e revisão das demandas sociais e civis. Especificamente quanto ao feminismo, já tendo sido abordada a crítica ao movimento feminista que tem como meio de luta pautas identitárias em nome de uma figura de sujeita mulher estável, Butler propõe a abertura do movimento para incluir existências plurais que perpassam o espectro da mulheridade de forma sensível às demandas da interseccionalidade. Essa coligação complexa seria especialmente manifestada em momentos de assembleia, promovendo fraturas na esfera do aparecimento e, assim, criando novas formas de inteligibilidade por meio de uma performatividade coletiva. A autora trabalha, especificamente quanto ao feminismo, o exemplo concreto das Marchas das Vadias, que será tomado no presente trabalho como âmbito de debate prático apto a aprofundar e explorar as propostas de Butler para uma política coligacional compromissada com a realização de uma democracia radical. |
| Abstract: | The present work proposes to analyze part of Judith Butler's work in order to carry out possible mediations with critical theory and feminist practice. In this sense, it begins by exploring Butler's notions of performativity to debate gender and think the figure of the subject woman in feminism in the face of a critique of the supposed stability of this subject. The bet on a stable subject of feminism and the intensification of the struggle around a closed identity causes several erasures and reproduces violences that initially intended to combat. Considering the perspective of intersectionality, Butler is sensitive to the need to pay attention to the different conditions of precariousness that act on each individual, marking them in a unique way. The author's vocabulary is used here, which deals with the precariousness and precarity that act on bodies and locate them in an area of greater or lesser possibility of life. In this sense, the notion of segmentation of lives between more or less bereaved is also used, recognizing that the gender marker causes a less bereaved person, demarcating the devaluation of the intelligible as within the spectrum of womanhood in society. At this point, it is worth highlighting Butler's theorization with the concept of necropolitics, in order to assess the establishment of parameters that support the allegedly legitimate submission of life to death, both through the instrumentalization of life and the annihilation of bodies that, more than that left to death, have death as a intended result. Recognizing necropolitics as the policy aimed at those populations that are not included in an ethics of cohabitation applicable among those who recognize themselves as equals, Butler explores the fiction of social coexistence grounded in the largely volitional social contract, in which the desire to inhabit is constantly reaffirmed. in society. Necropolitics proves that equality does not occur in practice, as not everyone is within the scope of application of an ethics of coexistence, being differentiated to these, applicable to death policies, being deprived of the value of transforming grief. To challenge such segmentation, Butler presents his bet on the formation of alliances in favor of non-simplistic coalitions, committed to the constant negotiation and review of social and civil demands. Specifically regarding feminism, having already addressed the criticism of the feminist movement that has ellected identity agendas in the name of a figure of a stable woman subject, Butler proposes the opening of the movement to include plural existences that permeate the spectrum of womanhood in different ways, sensitive to the demands of intersectionality. This complex coalition would be especially manifested in moments of assembly, promoting fractures in the sphere of appearance and, thus, creating new forms of intelligibility through a collective performativity. The author works, specifically in terms of feminism, with the concrete example of the Slut Walks, which will be taken in the present work as an area of practical debate able to deepen and explore Butler's proposals for a coalitional policy committed to the realization of a radical democracy. |
| Palavras-chave: | Alliances Feminism Gender Performativity Precariousness Alianças Feminismo Gênero Performatividade Precariedade |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Direito |
| Citação: | ANTUNES, Amanda Dias. Butler por um feminismo em fluxo: uma leitura de mediações entre sujeitas diversas e alianças plurais. 2020. 84 f. Dissertação (Mestrado em Direito) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020 |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19405 |
| Data de defesa: | 30-Mai-2020 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Direito |
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