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Tipo do documento: Dissertação
Título: Teletrabalho: do sonho ao caos - vivências de pais e mães na pandemia
Título(s) alternativo(s): Telework: from dream to chaos – experiences of fathers and mothers in the pandemic
Autor: Bukowitz, Jeane Filgueiras Aledi 
Primeiro orientador: Silva, Luciana Mourão Cerqueira e
Primeiro membro da banca: Leme, Vanessa Barbosa Romera
Segundo membro da banca: Bentivi, Daiane Rose Cunha
Resumo: A pandemia da covid-19 levou à implantação repentina do home-office. Para muitas pessoas, foi difícil conciliar o trabalho com a vida pessoal. Durante a crise sanitária, pais e mães tiveram que assumir o cuidado integral das crianças, incluindo o acompanhamento no ensino remoto. Pesquisas diversas foram realizadas sobre este tema, mas aqui foi dada ênfase a famílias com crianças na primeira infância (até seis anos), que demandam mais cuidados e atenção. A sobrecarga de trabalho doméstico, aliada ao contexto pandêmico (medo de contágio, isolamento social e disseminação da doença), afetou a saúde mental dos indivíduos. Nesse contexto, a presente dissertação teve por objetivo investigar e discutir o impacto do home-office na conciliação trabalho-família e na saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras com filhos na primeira infância durante o período pandêmico. Para atingir esse objetivo, foram realizados dois estudos. O primeiro foi um survey com 234 profissionais em home-office, sendo 158 (67,5%) mães. A coleta de dados foi on-line, tendo sido utilizadas quatro escalas com evidências prévias de validade, a saber: Escala de Percepção Atual de Desenvolvimento Profissional, Escala de Habilidades para o Teletrabalho em Casa, Escala de Interferência do Trabalho na Família e de Interferência da Família no trabalho e Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse. Foram utilizados testes t de Student para amostras independentes nas comparações das médias para identificar possíveis diferenças de gênero nos escores das escalas, com cálculo do tamanho do efeito pelo d de Cohen. Os resultados apontam para diferença significativa entre pais e mães de crianças de até seis anos, em termos de depressão, estresse, conflito trabalho-família e família-trabalho, com escores desfavoráveis às mulheres e tamanhos de efeito dignos de nota. Em compensação, os homens apresentaram indicadores mais positivos para a percepção de desenvolvimento profissional e de habilidades para o teletrabalho no período pandêmico. Para o segundo estudo, optamos por entrevistas semiestruturadas, cujo roteiro passou por prévia análise de juízes e com observância às diretrizes do protocolo COREQ. Foram realizadas entrevistas com 12 participantes, seis pais e seis mães, que atuavam em trabalho presencial em tempo integral e tiveram a primeira experiência com teletrabalho durante a pandemia, enquanto o/a parceiro/a se manteve em trabalho presencial. O tamanho da amostra foi definido pelo critério de saturação. As entrevistas ocorreram em plataforma digital, com gravação e posterior transcrição. Os resultados emergiram de uma análise de conteúdo categorial. Os resultados remetem para a maior sobrecarga doméstica no cotidiano das mulheres, para o aumento do conflito trabalho-família e para impactos na saúde física e mental de pais e mães de crianças na primeira infância durante a pandemia, com efeitos ainda mais danosos para as mulheres. Os resultados obtidos em ambos os estudos foram discutidos da literatura sobre teletrabalho na pandemia, conciliação trabalho-família e estereótipos de gênero. A contribuição do estudo é importante para o delineamento de políticas organizacionais e estratégias de gestão de pessoas que considerem a importância das mulheres no mundo do trabalho e contemplem o equilíbrio entre vida familiar e profissional.
Abstract: The covid-19 pandemic led to the sudden implementation of the home office. For many people, it was difficult to balance work and personal life. During the health crisis, fathers and mothers had to assume the full care of their children, including monitoring remote teaching. Several studies have been carried out on this subject, however, here emphasis has been placed on families with children in early childhood (up to six years of age), who require more care and attention. The overload of domestic work combined with the pandemic context (fear of contagion, social isolation, and spread of the disease) affected the mental health of individuals. In this context, the present dissertation aimed to investigate and discuss the impact of the home office on the work-family balance and on the mental health of male and female workers with children in early childhood during the pandemic period. To achieve this, two studies were carried out. The first was a survey with 234 professionals working from home, 158 (67.5%) of whom were mothers. Data collection was performed online, using four scales with prior evidence of validity, namely: the Current Perception of Professional Development Scale, the Skills for Telework at Home Scale, the Scale of Interference of Work in the Family and Interference of the Family in the Work, and the Depression, Anxiety and Stress Scale. Student’s t-test for independent samples was used to compare means to identify possible gender differences in scale scores, with effect size calculations made considering Cohen’s d. The results indicate a significant difference between fathers and mothers of children up to six years of age, in terms of depression, stress, and work-family family-work conflict, with unfavorable scores for women and noteworthy effect sizes. Conversely, men presented more positive indicators for the perception of professional development and telework skills during the pandemic. For the second study, we opted for semi-structured interviews, with the script previously analyzed by judges and in compliance with the COREQ protocol guidelines. The interviews were conducted with 12 participants, six fathers and six mothers, who worked full-time in person and had their first experience with telework during the pandemic, while their partner continued working in person. The sample size was defined by the saturation criterion. The interviews took place digitally, with recording and subsequent transcription. The results emerged from categorical content analysis. The results indicate a greater domestic overload in women’s daily lives, showing increased work-family conflict and impacts on the physical and mental health of fathers and mothers of children in early childhood during the pandemic, with more harmful effects for women. The results obtained in both studies are discussed from the literature on telecommuting in the pandemic, work-family balance, and gender stereotypes. The study's contribution is significant for designing organizational policies and people management strategies that recognize the importance of women in the workplace and strive to achieve a balance between their personal and professional lives.
Palavras-chave: Conflito trabalho-família
Gênero
Pandemia
Teletrabalho
Saúde mental
Work-family conflict
Gender
Pandemic
Telework
Mental health
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
Citação: BUKOWITZ, Jeane Filgueiras Aledi. Teletrabalho: do sonho ao caos – vivências de pais e mães na pandemia. 2023. 80 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) – Instituto de Psicologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20515
Data de defesa: 5-Mai-2023
Aparece nas coleções:Mestrado em Psicologia Social

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