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Tipo do documento: Dissertação
Título: Formações inovadoras com des- no X/Twitter: descrição e análise pela Morfologia Cognitiva
Título(s) alternativo(s): Formations innovantes avec 'des-' sur X/Twitter: description et analyse par la morphologie cognitive
Autor: Oliveira, Raphael Alves de 
Primeiro orientador: Velozo, Naira de Almeida
Primeiro membro da banca: Simões Neto, Natival Almeida
Segundo membro da banca: Ferreira, Julia Scamparini
Terceiro membro da banca: Silva, João Carlos Tavares da
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar e descrever as operações cognitivas acionadas por novas criações lexicais com des-+ base verbal no infinitivo a partir de análise e descrição do comportamento semântico desse prefixo em novas palavras, tendo como foco as formações de base verbal no infinitivo em textos veiculados à plataforma X/Twitter, como desabraçar, desver, dessorrir entre outros. As diferentes pesquisas, no âmbito da morfologia derivacional (Silva; Mioto, 2009, Medeiros, 2010; Rio-Torto, 2019), que analisam o prefixo, estabelecem critérios que, em princípio, serviriam como filtros para más formações, classificando essas palavras como agramaticais/inaceitáveis. Para Silva e Mioto (2009), o prefixo des- não se pode combinar com verbos que não marquem processos ou que marquem processos irreversíveis, entendendo como agramaticais exemplos como: desmorrer, deschegar, deslavar, desdesejar entre outros. Medeiros (2010), por sua vez, afirma que o prefixo des- não denota reversão de processo, mas sim negação ou inversão de um estado decorrente de um processo, portanto, espera-se não encontrar construções com esse prefixo em nomes de eventos como trabalho, dança e pulo, por entender que esses nomes denotam funções incompatíveis com as propriedades de seleção semântica do prefixo des-. Já Rio-Torto (2019) argumenta que esse prefixo repele verbos que denotem i) situações estativas (estar, existir), ii) processos (chover, correr, dormir, nadar, nevar, saltar), iii) eventos pontuais (matar, morrer) e iv) valor extrativo circunfixados em es- (desesbravejar, desesverdear). No entanto, em redes sociais e na língua em uso, de modo geral, é comum se encontrarem todas essas formações consideradas agramaticais por Silva e Mioto (2009), Medeiros (2010) e Rio-Torto (2019). Considerando o córpus formado por 97 tuítes contextualizados, retirados manualmente do X/Twitter através da #des- e des- na seção de busca dessa rede social ou a partir da leitura de discussões em geral na mesma rede, sem utilização da ferramenta de busca, espero evidenciar o sentido prototípico ativado pela construção des-+base verbal no infinitivo. Para esse percurso analítico, utilizo como suporte teórico-metodológico, os pressupostos da Linguística Cognitiva (LC), mais especificamente, do modelo de Morfologia Cognitiva (MC) postulado por Hamawand (2011). Este modelo argumenta que as construções morfológicas devem ser explicadas por meio das operações cognitivas: categorização, configuração e conceitualização. Portanto, considerando que a MC envolve o exame das relações semânticas entre as subpartes na formação de uma palavra (Hamawand, 2011), nossa intenção é aplicar essa estrutura analítica em nossa pesquisa e, por meio de uma análise comparativa, avaliar suas limitações, adequações à análise pretendida, além de delinear possíveis expansões dessa abordagem
Abstract: L'objectif de ce travail est d'étudier et de décrire les opérations cognitives déclenchées par de nouvelles créations lexicales avec la base verbale des-+ à l'infinitif en analysant et en décrivant le comportement sémantique de ce préfixe dans de nouveaux mots, en se concentrant sur les formations de bases verbales à l'infinitif dans des textes publiés sur la plateforme X/Twitter, tels que desabraçar, desver, desorrir et d'autres. Les différentes recherches dans le domaine de la morphologie dérivationnelle (Silva ; Mioto, 2009, Medeiros, 2010 ; Rio-Torto, 2019), qui analysent le préfixe, établissent des critères qui, en principe, serviraient de filtres pour les mauvaises formations, classant ces mots comme agrammaticaux/inacceptables. Pour Silva et Mioto (2009), le préfixe « des- » ne peut pas se combiner avec des verbes qui ne marquent pas de processus ou qui marquent des processus irréversibles, considérant comme agrammaticaux des exemples tels que: «desmorrer», «deschegar », « deslavar », « desdesejar », entre autres. Medeiros (2010), pour sa part, affirme que le préfixe « des- » ne signifie pas la réversion d'un processus, mais plutôt la négation ou l'inversion d'un état découlant d'un processus. Par conséquent, on ne s'attend pas à trouver des constructions avec ce préfixe dans des noms d'événements tels que le travail, la danse et le saut, car ils désignent des fonctions incompatibles avec les propriétés de sélection sémantique du préfixe « des- ». Quant à Rio-Torto (2019), elle argumente que ce préfixe rejette les verbes qui dénotent i) des situations statiques (ser, existir), ii) des processus (chover,correr, dormir,nadar, nevar, saltar), iii) des événements ponctuels (matar,morrer) et iv) des valeurs extractives circonfixées en « es- » (desesbravejar, desesverdear). Cependant, sur les réseaux sociaux et dans la langue en usage, il est courant de trouver toutes ces formations considérées comme agrammaticales par Silva et Mioto (2009), Medeiros (2010) et Rio-Torto (2019). En considérant le corpus composé de 97 tweets contextualisées, extraites manuellement de X/Twitter via le hashtag #des- et des- dans la section de recherche de ce réseau social, ou à partir de la lecture de discussions en général sur ce même réseau sans utiliser l'outil de recherche, j'espère mettre en évidence le sens prototype activé par la construction « des- » + base verbale à l'infinitif. Pour ce parcours analytique, j'utilise comme support théorique et méthodologique les présupposés de la Linguistique Cognitive (LC), plus spécifiquement le modèle de la Morfologia Cognitiva (MC) postulé par Hamawand (2011). Ce modèle soutient que les constructions morphologiques doivent être expliquées par le biais des opérations cognitives : catégorisation, configuration et conceptualisation. Ainsi, considérant que la MC implique l'examen des relations sémantiques entre les sous-parties dans la formation d'un mot (Hamawand, 2011), notre intention est d'appliquer cette structure analytique à notre recherche et, par le biais d'une analyse comparative, d'évaluer ses limites, son adéquation à l'analyse envisagée, ainsi que de tracer d'éventuelles extensions de cette approche
Palavras-chave: Préfixe des-
Morphologie cognitive
Formations innovantes
Categorization
Configuration
Interprétation
Prefixo des-
Morfologia cognitiva
Formações inovadoras
Categorização
Configuração
Interpretação
Língua portuguesa - Morfologia
Linguística aplicada
Língua portuguesa – Verbos
Twittter (Rede social on-line)
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: OLIVEIRA, Raphael Alves de. Formações inovadoras com des- no X/Twitter: descrição e análise pela morfologia cognitiva. 2023. 114 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20916
Data de defesa: 20-Dez-2023
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras

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