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Tipo do documento: Dissertação
Título: Uma análise cartográfica do discurso na máquina prisional: pra quê e pra quem serve a prisão?
Título(s) alternativo(s): ¿Un análisis cartográfico del discurso en la máquina carcelaria: ¿para qué y a quién sirve la prisión?
Autor: Oliveira, Bárbara Christiane Campos 
Primeiro orientador: Rodrigues, Bruno Rêgo Deusdará
Primeiro membro da banca: Rocha, Décio Orlando Soares da
Segundo membro da banca: Menezes, Thatiana Muylaert Siqueira
Resumo: O objetivo principal desta pesquisa é interrogar o discurso da máquina prisional a partir de suas práticas cotidianas, que são atravessadas pela produção de mundo, com ênfase nas rotas de fuga encontradas na pesquisa cartográfica de uma policial penal e pesquisadora nos espaços prisionais do Estado do Rio de Janeiro. A partir disso, faz-se necessário compreender a construção desse espaço rizomático de pontas soltas que tocam de forma sensível tantas outras e que são atravessados pelas capilaridades de poder que se apresentam não só no espaço carcerário como fora dele. A escolha do córpus está associada à implicação da pesquisadora com o seu campo de pesquisa, uma vez que se trata de uma policial penal que pertence ao quadro de servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e já ocupou diversos espaços e posições dentro do sistema carcerário Fluminense. Neste sentindo, torna-se relevante tomar como ponto de chegada a proposta dos autores (Deusdará; Rocha, 2021), que situa a produção de um córpus entre o fazer e conhecer, as estratégias e os dispositivos que colocam em cena a tensão acerca da vinculação do pesquisador com a experiência à qual se dedica sua investigação.Além disso, os processos de subjetividade, que atravessam as múltiplas relações de poder na nossa sociedade, não estão dissociadas do corpo social, mas, ao contrário, são localizadas no funcionamento dos discursos que estão implicados nas análises institucionais. Segundo Foucault (2019), não há exercício do poder sem uma certa economia dos discursos de verdade que funcionam nesse poder, a partir e através dele. A partir disso, o trabalho tem, nas questões rizomáticas, pontas soltas que se afastam e vão sendo localizadas no fazer pesquisa, Deleuze e Guattari (1995). Dessa forma, é necessário compreender como esse poder se estabelece nas instituições e perpassa as extremidades, tornando-se seus efeitos de sentido na produção de necropolíticas, que se atualizam na produção de mundo. Assim, Mbembe (2018) afirma que os Estados Modernos se constituem do controle soberano sobre a mortalidade. Dessa forma, algumas reflexões precisam ser feitas no percurso desta pesquisa, com o intuito de responder à questão da existência de discursos que negam as práticas cotidianas de apagamento do sujeito desviante e sua exclusão do corpo social, de que forma ele tenta desconstruir o principal objetivo da máquina prisional e como esses discursos se atualizam nas práticas policiais penais? Nessa perspectiva, faz-se necessário interrogar tais discursos de verdade sobre a tentativa de reinserção social do sujeito preso. Como esses discursos se constituem? E que tipo de polícia penal se tem praticado? Sendo assim, retomo a noção de cartografia como formulada por Gilles Deleuze e Félix Guatari, também referenciados por Kastrup (2020), investigar um processo de produção, na tentativa de responder as inquietudes resultantes da tensão do processo de outramento no fazer pesquisa, ocupando duas posições enunciativas, em que a voz da pesquisadora se mistura à da profissional
Abstract: El principal objetivo de esta investigación es interrogar el discurso de la máquina carcelaria a partir de sus prácticas cotidianas, que son atravesadas por la producción de mundo, con énfasis en las rutas de fuga encontradas en la investigación cartográfica de una policía penal e investigadora en los espacios carcelarios del Estado de Río de Janeiro. A partir de esto, se hace necesario comprender la construcción de este espacio rizomático de puntas sueltas que tocan de modo sensible tantas otras y que son atravesados por las capilaridades de poder que se presentan no solo en el espacio carcelario como en sus afueras. La elección del corpus está asociada a la implicación de la investigadora con su campo de investigación, ya que se trata de una policía penal que pertenece al cuadro de servidores de la Secretaría de Estado de Administración Carcelaria del Estado de Río de Janeiro y que ocupó diversos espacios y posiciones dentro del sistema carcelario Fluminense. Así, se hace relevante la propuesta de los autores Deusdará y Rocha (2021), que sitúan la producción de un corpus entre el hacer y el conocer, las estrategias y dispositivos que ponen en escena la tensión acerca de la vinculación del investigador con la experiencia a que se dedica en su investigación. Además, los procesos de subjetividad, que atraviesan las múltiples relaciones de poder en nuestra sociedad no están disociados del cuerpo social, pero al revés, son localizadas en el funcionamiento de los discursos que están implicados en los análisis institucionales. Según Foucault (2019), no hay ejercicio de poder sin cierto ahorro de los discursos de verdad que funcionan en este poder, a partir y a través de él. A partir de eso, el trabajo tiene en las cuestiones rizomáticas, puntas sueltas que se alejan y se van localizando en el hacer de la investigación (Deleuze; Guattari, 1995). De este modo, es necesario comprender cómo ese poder es establecido en las instituciones y abarca las extremidades, tornándose sus efectos de sentido en la producción de necro políticas que se actualizan en la producción del mundo. Así, Mbembe (2018) afirma que los Estados Modernos se constituyen del control soberano sobre la mortalidad. De esta forma, algunas reflexiones necesitan ser hechas en el camino de esta investigación con el intuito de responder a la cuestión de la existencia de discursos que niegan las prácticas cotidianas de borradura del sujeto desviante a su exclusión del cuerpo social, de modo aintentardeconstruir el principal objetivo de la máquina carcelaria, y cómo esos discursos se actualizan en las prácticas policiales penales. En esta perspectiva, se hace necesario interrogar tales discursos de verdad sobre el intento de reinserción social del sujeto encarcelado. ¿Cómo se constituyen? ¿Qué tipo de policía penal se ha practicado? Así, retomo la noción de cartografía como formulada por GillesDeleuze y Félix Guattari (1995) igualmente referenciados por Kastrup (2020), para investigar un proceso de producción, con el intento de contestar a inquietudes resultantes de la tensión del proceso te otramiento en el hacerse investigación, ocupando dos posiciones enunciativas en que la voz de la investigadora se mezcla a de la profesional
Palavras-chave: cárcel
Prisão
Cartografia
Poder
Policía penal
Necropolítica
Análise do discurso
Agentes penitenciários
Poder (Ciências sociais)
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: OLIVEIRA, Bárbara Christiane Campos. Uma análise cartográfica do discurso na máquina prisional: pra quê e pra quem serve a prisão? 2023. 86 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20956
Data de defesa: 16-Jun-2023
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras

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