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Tipo do documento: Dissertação
Título: Avaliação do tempo entre diagnóstico e primeiro tratamento para o câncer de ovário no Brasil e suas regiões
Título(s) alternativo(s): Assessment of time to treatment for ovarian cancer in Brazil and its regions
Autor: Menezes, Patrícia Moreira dos Santos 
Primeiro orientador: Silva, Gulnar Azevedo e
Primeiro membro da banca: Leite, Tatiana Henriques
Segundo membro da banca: Rodrigues, Cláudia Soares
Terceiro membro da banca: Ribeiro, Caroline Madalena
Resumo: O câncer de ovário é o sétimo câncer mais comum, o de maior letalidade dos cânceres ginecológicos e a nona causa de morte, por câncer, representando 4,4% das mortes femininas em todo o mundo. A doença em estágio inicial geralmente é assintomática, fazendo com que, na maioria dos casos, seja diagnosticada em estágio avançado, piorando seu prognóstico. Conforme a Lei 12.732/2012, o paciente com neoplasia maligna tem direito a ser submetido ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico. Com o objetivo de avaliar o cumprimento dos prazos, realizou-se um estudo com dados secundários do Painel Oncologia, por meio de uma análise de série temporal, avaliando o percentual de casos tratados com mais de sessenta dias, bem como possíveis fatores associados ao atraso no tratamento em mulheres com câncer de ovário, no Brasil, e grandes regiões, entre os anos de 2013 e 2022. Foi observado estabilidade no tempo de tratamento nos primeiros anos e uma queda significativa nos casos com mais de 60 (sessenta) dias a partir do ano 2017, com variação percentual anual (VPA) de 18,8% para todo Brasil e destaque para as regiões Norte (VPA de 23,2%), Sudeste e Centro-Oeste (VPA de 20,0%). Quanto aos possíveis fatores associados, foram analisados, por regressão logística uni e multivariada, região de residência, faixa-etária, modalidade terapêutica e estadiamento. As variáveis região de residência e modalidade terapêutica apresentaram as maiores chances de atraso, tendo a região Norte um risco de 2,4 maior que a região Sul e a quimioterapia, como primeiro tratamento, um risco de 33,4 vezes maior de atraso do que a cirurgia. Conclui-se, portanto, que a partir de 2017 mais pacientes foram tratadas dentro do prazo estipulado pela Lei 12.732/2012, com diferenças regionais, havendo um maior risco de atraso para as regiões Norte e Nordeste, e menor risco para pacientes tratadas inicialmente por cirurgia. A continuidade do monitoramento faz-se necessária para que cada vez mais haja menos desigualdade regional e disponibilidade, a tempo, de qualquer tratamento que se faça necessário.
Abstract: Ovarian cancer is the seventh most common cancer, the most lethal among gynecological cancers and the nineth leading cause of death, by cancer, accounting for 4.4% of female deaths worldwide. Early-stage disease is usually asymptomatic, so in most cases it is diagnosed at an advanced stage, worsening its prognosis. According to Brazilian Law 12.732/2012, patients with malignant neoplasms have the right to undergo the first treatment in the Unified Health System (SUS), within 60 (sixty) days from the day the diagnosis is made in a pathology report. In order to evaluate compliance with legal deadlines, a study was carried out with secondary data from the Oncology Panel, through a time series analysis, evaluating the percentage of cases treated with more than sixty days, as well as possible factors associated with delayed treatment in women with ovarian cancer in Brazil, and major regions, in the period from 2013 to 2022. Stability was observed in the duration of treatment in the first years and a significant drop in cases with more than 60 (sixty) days from 2017 onwards, with an annual percentage variation (APC) of 18.8% for the whole of Brazil and a highlight for the North (APC of 23.2%), Southeast and Midwest (APC of 20.0%). Regarding the possible associated factors, the region of residence, age group, type of treatment and staging were analyzed by univariate and multivariate logistic regression. The variables region of residence and type of treatment showed the highest chances of delay, with the North region having a risk of 2.4 times higher than the South region, and chemotherapy, as the first treatment, a 33.4 times higher risk of delay than surgery. Therefore, it is concluded that from 2017 onwards more patients were treated within the deadline stipulated by Law 12.732/2012, with regional differences, with a higher risk of delay for the North and Northeast regions, and a lower risk for patients initially treated by surgery. Continuity of monitoring is necessary so that there is more regional equity and availability, in time, of any type of treatment that is necessary.
Palavras-chave: Ovarian cancer
Time to treatmen
Delays on time to treatment
Treatment Types
Staging
Regions in Brazil
Neoplasias ovarianas - Diagnóstico
Acesso aos serviços de saúde
Aplicação da lei
Tempo para o tratamento - Legislação e jurisprudência
Diagnóstico
Sistema Único de Saúde
Ovários - Tumores
Câncer de ovário
Tempo de tratamento
Atraso
Modalidade terapêutica
Estadiamento
Região de Residência
Painel oncologia
Brazilian Oncology Panel
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro
Programa: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Citação: MENEZES, Patrícia Moreira dos Santos. Avaliação do tempo entre diagnóstico e primeiro tratamento para o câncer de ovário no Brasil e suas regiões. 2023. 70 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/21957
Data de defesa: 1-Nov-2023
Aparece nas coleções:Mestrado em Saúde Coletiva



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