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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22143| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Jogando o empregado contra o patrão: a Hegemonia Esguiana e a Defesa do Capital Multinacional e Associado no Superior Tribunal Militar (1974-1979) |
| Título(s) alternativo(s): | Playing the employee against the boss: Esguiana Hegemony and the Defense of Multinational and Associated Capital in the Superior Military Court (1974-1979) |
| Autor: | Nascimento, João Vitor Hugo Menezes do ![]() |
| Primeiro orientador: | Pinto, Carlos Eduardo Pinto de |
| Primeiro membro da banca: | Lemos, Renato Luís do Couto Neto e |
| Segundo membro da banca: | Araujo, Rafael Pinheiro de |
| Resumo: | O objetivo principal desta pesquisa é problematizar algumas noções utilizadas durante os julgamentos de presos políticos no Superior Tribunal Militar (STM) entre 1974 e 1979, que foram tidas como um mero dado por boa parte da historiografia. A partir da percepção e estudo de alguns termos e conceitos utilizados pelos ministros como “guerra revolucionária” e palavras que remetem à luta de classes, podemos perceber que o léxico utilizado pelos juízes é contrário à harmonização do conflito social construído por eles. Os áudios dos julgamentos, sobretudo o de Rosalice Fernandes, militante do MDB e atuante em meio aos operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), nos permite perceber que os ministros, de forma ativa ou indiferente, atuaram a fim de dar suporte à perpetuação dos interesses do capital multinacional e associado. Os juízes do STM foram os agentes e o produto da hegemonia esguiana, que compreendia um conjunto de diversas determinações mutáveis e contraditórias ao longo do tempo e serviam como base teórica e prática aos discursos dos mesmos durante as sessões de julgamento. De forma análoga, os ministros eram também agentes dessa hegemonia e cada um deles carregava diferentes influências que se coadunavam nas decisões pronunciadas nos julgamentos. Assim, essas diretrizes eram o resultado de uma formulação de diversas temporalidades, passando desde a formação da ESG, no fim dos anos 1940, até elaborações mais antigas, como as relativas à raça, gênero e classe, por exemplo, elaboradas desde muito tempo, mas sempre sujeito a mudanças dinâmicas ao longo do tempo. Por fim, essas formas desembocaram na defesa do capital multinacional e associado, articulada a partir de diversas estratégias, tal como a proposta de uma transição política que modificava o Regime político, mas mantinha a mesma estrutura socioeconômica. |
| Abstract: | The main objective of this research is to problematize some notions used during the trials of political prisoners at the Superior Military Court (STM) between 1974 and 1979 that were taken as given by much of the historiography. From the perception and study of some terms and concepts used by ministers such as “revolutionary war” and words that refer to class struggle, we can see that the lexicon used by judges is contrary to the harmonization of the social conflict they constructed. The audios of the trials, especially that of Rosalice Fernandes, MDB activist, working among the workers of Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) allow us to understand that the ministers actively or indifferently acted in order to support the perpetuation of the interests of capital multinational and associated. The STM judges were the product of Esguiano hegemony, which comprised a set of diverse, changeable and contradictory determinations over time, which served as a theoretical and practical basis for their speeches during the trial sessions. Similarly, the ministers were also agents of this hegemony and each of the ministers carried different influences that were consistent with the decisions pronounced in the trials. Thus, these guidelines resulted from a formulation of different temporalities, going from the formation of the ESG in the late 1940s to older elaborations such as those relating to race, gender, and class, for example, elaborated a long time ago but always subject to dynamic changes. over time. Finally, these forms led to the defense of multinational and associated capital, articulated through different strategies such as the proposal for a political transition that modified the political regime but maintained the same socio-economic structure. |
| Palavras-chave: | Superior Tribunal Militar Capital multinacional e associado Hegemonia esguiana Superior Military Court Multinational and associated capital Esguian hegemony |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em História |
| Citação: | NASCIMENTO, J.V.H.M. Jogando o empregado contra o patrão: a Hegemonia Esguiana e a Defesa do Capital Multinacional e Associado no Superior Tribunal Militar (1974-1979). 2023. 210 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22143 |
| Data de defesa: | 15-Dez-2023 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em História |
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| Dissertação - João Vitor Hugo Menezes do Nascimento - 2023 - Completa.pdf | 1,48 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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