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Tipo do documento: Tese
Título: Apgar menor que 7 no 5º minuto de vida: de 1999 a 2019, o que mudou? Estudo populacional com base no sistema de informações de nascidos vivos
Título(s) alternativo(s): Apgar less than 7 in the 5th minute of life: from 1999 to 2019, what has changed? Population study based on the live birth information system
Autor: Magalhães, Alessandra Lourenço Caputo 
Primeiro orientador: Trajano, Alexandre José Baptista
Primeiro coorientador: Souza, Flavio Monteiro de
Primeiro membro da banca: Monteiro, Denise Leite Maia
Segundo membro da banca: Jesus, Guilherme Ribeiro Ramires de
Terceiro membro da banca: Pinto, Laura Zaiden e Ferreira
Quarto membro da banca: Pritsivelis, Cristos
Resumo: O Brasil convive com elevada taxa de mortalidade e morbidade perinatal. Ao contrário dos países desenvolvidos, no Brasil a maioria dos óbitos perinatais é determinada pelas condições da gestante, características da assistência ao parto e ao recém-nascido. Apesar da variação entre observadores na avaliação do escore de Apgar, ele permanece um indicador útil das condições gerais do recém-nascido. O objetivo deste estudo é descrever a taxa de índice de Apgar inferior a 7 no 5º minuto de vida nos anos de 2018 e 2019, comparando-a com a taxa de índice de Apgar inferior a 7 no 5º minuto de vida do ano de 1999, e descrever fatores de risco associados ao desfecho. Trata-se de estudo de corte transversal baseado na população de nascidos vivos do Brasil no ano de 1999 e no biênio 2018-2019. Foram avaliadas todas as declarações de nascidos vivos (DNV) obtidas a partir do banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). As frequências foram comparadas entre os grupos por meio do teste qui-quadrado de Pearson e foi realizada análise de regressão logística multivariada. Adotou-se nível de significância estatística de 0,05. Foram analisadas 9.050.521 DNVs em nossa pesquisa. Constatamos que 2,1% dos recém-nascidos tiveram Apgar de 5º minuto < 7 em 1999 em comparação com 0,9% em 2018-2019. A análise multivariada indicou que gemelidade e gravidez na adolescência deixaram de ser fatores de risco para Apgar de 5º minuto < 7. Dentre os fatores de risco, nota-se aumento da prematuridade, baixo peso ao nascer e anomalias congênitas. Observou-se melhoria de marcadores maternos, em especial aumento da idade materna, do nível de escolaridade e melhora da cobertura pré-natal em todas as regiões do país, mais notadamente nas regiões Norte e Nordeste. Tais achados demonstram que fatores sociais constituem elementos centrais na determinação dos padrões de morbidade e de mortalidade das sociedades e o comprometimento das condições de vida da população se reflete na prevalência de desfecho gestacional desfavorável.
Abstract: Brazil has a high rate of perinatal mortality and morbidity. Unlike developed countries, in Brazil most perinatal deaths are determined by conditions of the pregnant woman, characteristics of childbirth and newborn care. Despite interobserver variation in the assessment of the Apgar score, it remains a useful indicator of the newborn's overall condition. The objective of this study is to describe the rate of Apgar score lower than 7 in the 5th minute of life in the years 2018 and 2019, comparing it with the rate of Apgar score lower than 7 in the 5th minute of life in 1999, and describe risk factors associated with the outcome. This is a cross-sectional study based on the population of live births in Brazil in 1999 and in the 2018-2019 biennium. All live birth certificates (DNV) obtained from the Live Births System database were evaluated. Frequencies were compared between groups using Pearson's chi-square test and multivariate logistic regression analysis was performed. A statistical significance level of 0.05 was adopted. 9,050,521 DNVs were analyzed in our research. We found that 2.1% of newborns had a 5-minute Apgar < 7 in 1999 compared to 0.9% in 2018-2019. The multivariate analysis indicated that twins and teenage pregnancy are no longer risk factors for an Apgar score of 5 minutes < 7. Among the risk factors, there is an increase in prematurity, low birth weight and congenital anomalies. An improvement in maternal markers was observed, in particular an increase in maternal age, in the level of schooling and improvement in prenatal coverage in all regions of the country, most notably in the North and Northeast regions. These findings demonstrate that social factors are central elements in determining the patterns of morbidity and mortality in societies and that the impairment of the population's living conditions is reflected in the prevalence of unfavorable gestational outcomes.
Palavras-chave: Índice de Apgar
Atenção primária à saúde - Brasil
Disparidades em assistência à saúde
Asfixia neonatal
Apgar score
Primary Health care
Healthcare Disparities
Asphyxia neonatorum
Sistemas de Informação Hospitalar - Brasil
Recém-nascido
Nascido vivo - Taxas - Brasil
Sistema Único de Saúde - Brasil
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Citação: MAGALHÃES, Alessandra Lourenço Caputo. Apgar menor que 7 no 5º minuto de vida: de 1999 a 2019, o que mudou? Estudo populacional com base no sistema de informações de nascidos vivos. 2023. 88 f. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22699
Data de defesa: 9-Fev-2023
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciências Médicas

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