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Tipo do documento: Dissertação
Título: A Fera que bate à porta: Corte de espinhos e rosas em análises de reescritas de “A Bela e a Fera”
Título(s) alternativo(s): The Beast knocking at the door: a Court of thorns and roses in analysis of rewrites of “The Beauty and the Beast"
Autor: Marques, Igraínne de Brito 
Primeiro orientador: Perim, Regina Silva Michelli
Primeiro membro da banca: Pereira, Angélica de Oliveira Castilho
Segundo membro da banca: Barbosa, Marialva Carlos
Resumo: A concepção de contos de fadas, sob a ótica de que invariavelmente envolvem algum elemento maravilhoso, assim como defende o pesquisador Vladimir Propp (2001), apresenta características que se repetem em narrativas no século XXI. Tal permanência valida esses mesmos contos, dando a essas aventuras uma percepção de infinitude. Em outras palavras, as histórias que em origem eram oralizadas e posteriormente se firmaram como narrativas voltadas ao público infantil, na verdade, se instauraram de tal forma no imaginário que tomaram conta de culturas para além da primeira idade. Gaston Bachelard (1988), por exemplo, aborda a questão da imaginação inaugurada na infância como uma semente que floresce na fase adulta, propiciando um campo fértil para crenças e princípios futuros. No século XX, a apropriação midiática desse tipo de narrativa possibilitou a exploração de adaptações diretas, que seguiram sendo consumidas por crianças, mas também por adultos. Para além disso, o objetivo do estudo é defender que a repetição da exposição a tais narrativas – primeiro na infância e, posteriormente, na fase adulta – promove a permanência dessas histórias em mídias além das óbvias adaptações. Por meio de uma metodologia de pesquisa bibliográfica e análise qualitativa dos textos ficcionais, busca-se comprovar tal ideia, sob a hipótese de que a cultura ocidental, exposta a histórias de contos de fadas, passou a incorporar essas narrativas para além da infância, na contemporaneidade. Isso porque, como verificado em uma análise quantitativa e comparativa, a fase adulta, assim como a adolescência, revisita e torna a consumir as narrativas, inclusive produzindo-as e as reivindicando, como observa a professora Nelly Novaes Coelho (2012). A concepção do monomito, conceito elaborado por Jospeh Campbell (1949) ao abordar a jornada do herói, fundamenta essa abordagem. O conceito de mimesis, da mesma maneira, torna-se essencial ao estudo, a fim de embasar a ideia de permanência por meio de estudos artistotélicos e platônicos. Sarah J. Maas (2015), autora do século XXI, é, em resumo, o objeto de estudo desta pesquisa, pois confirma essa permanência em obras literárias de fantasia que revisitam os contos de fadas clássicos – no caso, em seu romance Corte de Espinhos e Rosas (2015), retomando “A Bela e a Fera”, de Madame de Beaumont (1756) e de Madame de Villeneuve (1740). O estudo torna-se relevante por contribuir com as pesquisas envoltas no universo da Teoria da Literatura e dos contos de fadas, assim como dos debates e diálogos acerca da literatura infantojuvenil. Espera-se colaborar para uma reflexão a respeito das congruências entre os contos da tradição e a literatura contemporânea
Abstract: The conception of fairy tales, from the perspective that they invariably involve some marvelous element, as argued by researcher Vladimir Propp (2001), presents characteristics that continue to appear in narratives of the 21st century. This persistence validates these same tales, giving these adventures a sense of infinity. In other words, stories that were originally oral and later became narratives aimed at children have, in fact, become so deeply ingrained in the imagination that they have permeated cultures beyond early childhood. Gaston Bachelard (1988), for instance, discusses the role of imagination introduced in childhood as a seed that flourishes in adulthood, providing fertile ground for future beliefs and principles. In the 20th century, the media's appropriation of this type of narrative enabled the exploration of direct adaptations, which continued to be consumed by children but also by adults. Beyond that, the objective of this study is to argue that repeated exposure to such narratives—first in childhood and later in adulthood—ensures the persistence of these stories in media beyond the obvious adaptations. Through bibliographic research methodology and qualitative analysis of fictional texts, this study seeks to prove this idea, based on the hypothesis that Western culture, exposed to fairy tales, has incorporated these narratives beyond childhood into contemporary times. This is supported by quantitative and comparative analysis, which indicates that adulthood, like adolescence, revisits and continues to consume these narratives—not only engaging with them but also producing and reclaiming them, as observed by professor Nelly Novaes Coelho (2012). The conception of the monomyth, a concept developed by Joseph Campbell (1949) in his discussion of the hero’s journey, underpins this approach. Similarly, the concept of mimesis becomes essential to the study, providing a foundation for the idea of narrative permanence through Aristotelian and Platonic studies. Sarah J. Maas (2015), a 21st-century author, is, in summary, the object of study in this research, as she confirms this persistence in literary works of fantasy that revisit classic fairy tales—specifically, in her novel A Court of Thorns and Roses (2015), which reinterprets “The Beauty and the Beast”, as written by Madame de Beaumont (1756) and Madame de Villeneuve (1740). This study is relevant as it contributes to research surrounding the field of Literary Theory and fairy tales, as well as discussions and dialogues regarding children and young adult's literature. The aim is to foster reflection on the congruencies between traditional tales and contemporary literature
Palavras-chave: Contos de fadas
A Bela e a Fera
Literatura comparada
Monomito
Corte de espinhos e rosas
Mito na literatura
Leprince de Beaumont, Jeanne-Marie, 1711-1780. La Belle et la Bête
Villeneuve, Gabrielle-Suzanne Barbot Gallon, dame de, ca. 1695-ca. 1755. La Belle et la Bête
Maas, Sarah J., 1986-. Corte de espinhos e rosas
Fairy tales
Beauty and the Beast
Comparative literature
Monomyth
A court of thorns and roses
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: MARQUES, Igraínne de Brito. A Fera que bate à porta: Corte de espinhos e rosas em análises de reescritas de “A Bela e a Fera”. 2025. 127 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23967
Data de defesa: 18-Mar-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras



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