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Tipo do documento: Tese
Título: Era uma vez outra vez: ecos do passado na literatura infantil e juvenil contemporânea
Título(s) alternativo(s): Once upon a time once again: echoes of the past in contemporary children's and young adult literature
Autor: Alencar, Flávia Côrtes de 
Primeiro orientador: Perim, Regina Silva Michelli
Primeiro membro da banca: Riche, Rosa Cuba
Segundo membro da banca: Feres, Beatriz dos Santos
Terceiro membro da banca: Câmara, Tânia Maria Nunes de Lima
Quarto membro da banca: Dias, Ana Crelia Penha
Resumo: A origem dos contos de fadas data de tempos muito antigos, das rodas de conversas dos camponeses em torno das fogueiras e, embora eles não fossem destinados à infância, foram de vital importância na construção de uma literatura propriamente infantil. Sua relevância é tamanha que escritores de todo o mundo constantemente retomam essas narrativas. Esta pesquisa se debruçou sobre a permanência do tema em obras de alguns autores brasileiros contemporâneos que ainda hoje voltam aos contos de fadas para escrever suas próprias histórias, seja revitalizando, resgatando, retomando, desconstruindo, seja apenas se inspirando nelas de alguma forma, a fim de construir novas narrativas. Como corpus ficcional foram trabalhados os textos: Cachinhos prateados (2018), de Leo Cunha; Os manuscritos encantados da Senhora Trampolim (2019), de Rosana Rios; O lobo Mingau (2019), de Alessandra Roscoe e É porco? (2021), de Alexandre de Castro Gomes. Foram analisadas também obras das aqui chamadas três grandes damas da literatura infantil e juvenil brasileira: Fada Cisco Quase Nada (2008) e Uxa, ora fada, ora bruxa (2012), de Sylvia Orthof; A bolsa amarela (1981) e A casa da madrinha (2012), de Lygia Bojunga e A moça tecelã (2003) e “Sete anos e mais sete” (2016), de Marina Colasanti – repertório imprescindível para o entendimento da literatura infantil e juvenil brasileira contemporânea. Partindo do conceito de Todorov (2004) de que os contos de fadas estão inseridos no gênero maravilhoso, foi feito um estudo das características do gênero, para se fazer um cotejamento com as produções brasileiras contemporâneas destinadas, principalmente, à infância. A fim de cumprir tal objetivo, além de selecionar livros que abrangessem o tema proposto, foi feito um resgate dos contos da tradição, tendo por base os textos dos escritores Charles Perrault e dos irmãos Grimm, principais fundadores do gênero maravilhoso na literatura infantil. Intentou-se verificar a importância do maravilhoso e sua manutenção em histórias que atualizam o gênero sob novas perspectivas na construção textual. A fundamentação teórica apoiou-se nos estudos de Jacques Le Goff, Tzvetan Todorov, Karin Volobuef, Regina Michelli, Nelly Novaes Coelho, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, Maria Cristina Martins, Robert Darnton, Bruno Bettelheim, dentre outros
Abstract: The origin of fairy tales dates back to ancient times, to peasants' conversations around campfires. Although they were not intended for children, they were of vital importance in the construction of a properly children's literature. Their relevance is such that writers from all over the world constantly revisit these narratives. This research focused on the permanence of the theme in the works of some contemporary Brazilian authors who still return to fairy tales today to write their own stories, whether revitalizing, rescuing, resuming, deconstructing, or simply drawing inspiration from them in some way, in order to construct new narratives. The following texts were used as fictional corpus: Cachinhos de prata (2018), by Leo Cunha; Os manuscritos encantados da Senhora Trampolim (2019), by Rosana Rios; O lobo Mingau (2019), by Alessandra Roscoe; and É porco? (2021), by Alexandre de Castro Gomes. Works by the so-called three great ladies of Brazilian children's and young adult literature were also analyzed: Fada Cisco Quase Nada (2008) and Uxa, ora fada, ora bruxa (2012), by Sylvia Orthof; A bolsa amarela (1981) and A casa da madrinha (2012), by Lygia Bojunga; and A moça tecelã (2003) and “Sete anos e mais sete” (2016), by Marina Colasanti – an essential repertoire for understanding Brazilian children's and young adult literature. Based on Todorov's (2004) concept that fairy tales are part of the marvelous genre, a study of the genre's characteristics was conducted to compare them with contemporary Brazilian productions aimed primarily at children. In order to achieve this objective, in addition to selecting books that covered the proposed theme, a review of traditional tales was carried out, based on the texts of writers Charles Perrault and the Brothers Grimm, the main founders of the marvelous genre in children's literature. The aim was to verify the importance of the marvelous and its maintenance in stories that update the genre from new perspectives in textual construction. The theoretical basis was based on studies by Jacques Le Goff, Tzvetan Todorov, Karin Volobuef, Regina Michelli, Nelly Novaes Coelho, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, Maria Cristina Martins, Robert Darnton, Bruno Bettelheim, among others
Palavras-chave: Contos de fadas
Maravilhoso
Literatura infantil e juvenil
Autores brasileiros contemporâneos
Literatura infantojuvenil brasileira – História e crítica
O Maravilhoso na literatura
Escritores brasileiros
Fairy tales
Marvelous
Children's and young adult literature
Contemporary Brazilian authors
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: ALENCAR, Flávia Côrtes de. Era uma vez outra vez: ecos do passado na literatura infantil e juvenil contemporânea. 2024. 151 f. Tese (Doutorado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24185
Data de defesa: 16-Dez-2024
Aparece nas coleções:Doutorado em Letras



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