Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24275
Tipo do documento: Dissertação
Título: Validação da escala Telestroke Mimic Score em uma coorte brasileira
Título(s) alternativo(s): Validation of Telestroke Mimic Score in a Brazilian cohort
Autor: Carvalho Júnior, Valério Silva de 
Primeiro orientador: Silva, Lincoln Faria da
Primeiro coorientador: Sousa, Carlos Augusto Moreira de
Primeiro membro da banca: Aranha, Renata Nunes
Segundo membro da banca: Silva, Cosme Marcelo Furtado Passos da
Resumo: O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil. Seu manejo adequado, incluindo a indicação de trombólise venosa ou trombectomia mecânica, depende do diagnóstico rápido e preciso para obter resultados efetivos. A telemedicina tem se destacado como uma estratégia eficaz para ampliar o acesso à avaliação neurológica especializada. No entanto, um dos desafios desse modelo de atendimento é a diferenciação entre AVCI e outras condições agudas que o mimetizam, conhecidas como stroke mimics. A Telestroke Mimic Score (TM-Score) foi desenvolvida para auxiliar nesse diagnóstico diferencial em teleatendimentos. Este estudo teve como objetivo validar a TM-Score em uma coorte brasileira atendida por telemedicina, avaliando sua aplicabilidade e propriedades diagnósticas. Foi realizada uma análise retrospectiva de pacientes adultos atendidos entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 por uma rede de teleneurologia no Rio de Janeiro. Os critérios de inclusão abrangeram pacientes com suspeita inicial de AVCI ou ataque isquêmico transitório — diagnósticos coletivamente chamados de doença cerebrovascular isquêmica (DCVI) — levantada pelo médico da emergência remota. A TM-Score demonstrou bom desempenho na distinção entre AVCI e stroke mimis, com uma área sob a curva ROC (AUC) de 0,755 (IC 95%: 0,718–0,791), semelhante aos estudos originais e validações em outras populações. O valor médio da pontuação foi 20,72 no grupo com DCVI e 14,36 no grupo stroke mimic (RC= 1,18, IC 95% 1,14 – 1,22; p<0,001). Algumas variáveis apresentaram distribuição distinta em relação às coortes estrangeiras, sugerindo a necessidade de ajustes nos coeficientes da escala para melhor adequação ao contexto brasileiro. Pontuações na escala < 10 ou > 25 mostraram alta correlação com stroke mimics e DCVI respectivamente. Observamos que a taxa de stroke mimics (29,7%) foi superior à descrita em estudos prévios, o que pode estar relacionado a diferenças nos protocolos de triagem e na epidemiologia dos pacientes atendidos. Convulsão foi o stroke mimic mais comum. Os achados reforçam a utilidade da TM-Score como ferramenta de apoio à decisão clínica em telemedicina, especialmente em serviços que atendem emergências sem a presença de neurologistas. Sua implementação pode otimizar o fluxo de pacientes, reduzir tratamentos desnecessários para stroke mimics e melhorar a precisão diagnóstica. Estudos futuros devem explorar possíveis adaptações da escala para a população.
Abstract: Acute ischemic stroke (AIS) is one of the leading causes of morbidity and mortality in Brazil. Its proper management, including the indication for intravenous thrombolysis or mechanical thrombectomy, depends on rapid and accurate diagnosis to achieve effective outcomes. Telemedicine has emerged as an efficient strategy to expand access to specialized neurological evaluation. However, a key challenge in this model of care is distinguishing AIS from other acute conditions that mimic it, known as stroke mimics. The Telestroke Mimic Score (TM-Score) was developed to assist in this differential diagnosis in telemedicine consultations. This study aimed to validate the TM-Score in a Brazilian cohort assessed via telemedicine, evaluating its applicability and diagnostic properties. A retrospective analysis was conducted on adult patients treated between January 2019 and December 2022 by a teleneurology network in Rio de Janeiro. Inclusion criteria encompassed patients with an initial suspicion of AIS or transient ischemic attack — diagnoses collectively referred to as ischemic cerebrovascular disease (ICVD) — raised by an emergency physician in a remote setting. The TM-Score demonstrated good performance in distinguishing AIS from SM, with an area under the ROC curve (AUC) of 0.755 (95% CI: 0.718–0.791), similar to original studies and validations in other populations. The mean score was 20.72 in the ICVD group and 14.36 in the stroke mimic group (OR = 1.18, 95% CI: 1.14 – 1.22; p < 0.001). Some variables showed different distributions compared to foreign cohorts, suggesting the need for adjustments to the score's coefficients for better adaptation to the Brazilian context. Scores <10 and >25 showed a high correlation with stroke mimics and ICVD, respectively. The stroke mimic rate (29.7%) was higher than previously reported, which may be related to differences in screening protocols and patient epidemiology. Seizures were the most common stroke mimic. These findings reinforce the TM-Score’s usefulness as a clinical decision-support tool in telemedicine, especially in emergency services without neurologists. Its implementation could streamline patient management, reduce unnecessary treatments for stroke mimics, and improve diagnostic accuracy. Future studies should explore possible adaptations of the score for the population.
Palavras-chave: Acidente vascular cerebral
Telemedicina
Diagnóstico diferencial
Mimetizadores de AVC
Brasil
Stroke
Telemedicine
Differential diagnosis
Stroke mimics
Brazil
AVC Isquêmico
Tomada de Decisão Clínica – Métodos
Estudos de Coortes
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::NEUROLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Telemedicina e Telessaúde
Citação: CARVALHO JÚNIOR, V. S. Validação da escala Telestroke Mimic Score em uma coorte brasileira. 2025. 86 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Telemedicina e Telessaúde) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24275
Data de defesa: 2-Abr-2025
Aparece nas coleções:Mestrado Profissional em Telemedicina e Telessaúde



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.