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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24354| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Da escravidão à liberdade: refiguração e sobrevida de Chica da Silva na literatura brasileira |
| Título(s) alternativo(s): | From slavery to freedom: refiguration and survival of Chica da Silva in Brazilian literature |
| Autor: | Moreth, Darville Lizis Souza ![]() |
| Primeiro orientador: | Souza, Nabil Araújo de |
| Primeiro membro da banca: | Viana, Iamara da Silva |
| Segundo membro da banca: | Canarinos, Ana Karla Carvalho |
| Terceiro membro da banca: | Mello, Juçara da Silva Barbosa de |
| Quarto membro da banca: | Silva, Thayane Verçosa da |
| Resumo: | Poucas personagens na história foram tão cantadas em prosa e em verso quanto Chica da Silva. Narrada pela primeira vez na década de 1860, por Joaquim Felício dos Santos, nas Memórias do Distrito Diamantino do Serro do Frio, de lá para cá, ela, a Chica, foram muitas. Transformadas, destruídas, celebradas, lamentadas, demonizadas, santificadas. Dentre as várias imagens de Chica, uma prepondera: a de mito nacional, ela foi durante muito tempo o retrato do “ser mulata”. Chica é uma maneira de se dizer, de se entender o Brasil, de se compreender como a nossa nacionalidade foi (e é) forjada, através do racismo da supremacia patriarcal branca. A literatura é o campo profícuo dos discursos sobre ela. Um campo conflituoso: Chica da Silva é um território em disputa. Ao longo dos séculos, os seus significados para o Brasil nos dizem tanto sobre ela, mas, com maior intensidade sobre nós e de como se constituíram as imagens sobre as mulheres negras ao longo do tempo, sobre a escravidão e as maneiras pelas quais, brasileiros e brasileiras, (re)significamos o cativeiro e os lugares dos corpos negros. Chica traduz a imagem que o Brasil (um certo Brasil!) tem de si. A veracidade das imagens construídas sobre a trajetória de Chica da Silva me importa menos do que os meandros da arquitetura delas. Para tanto, cada pedaço do grande mosaico de Chica importa. Os pedaços (ou tijolos, como preferirem) formam, ao fim, várias imagens de Chica da Silva que, postas lado a lado, criam um grande mosaico, dela, das mulheres negras (escravizadas/libertas/livres), da gente, do Brasil. O mosaico é resultado da violência do Eu em relação ao Outro/à Outra. As minhas análises estão lastreadas em autoras e em autores que pensaram o imaginário, as representações da mulher negra. A teoria delas e deles me ajudaram a construir uma metodologia que pudesse abarcar a pluralidade das imagens de Chica da Silva no tempo das obras. Confesso que as minhas escolhas dos arquivos analisados seguiram uma vontade de conhecer o insondável, que tentei levar a cabo. Passeio, desta forma, entre romances, poemas, contos, memórias, cordéis, letras de músicas (que também são poemas), ou seja, tudo que toca e é tocado pela narrativa, para desfiar, linha a linha, palavra a palavra, as refigurações e as sobrevidas de Francisca da Silva. Ainda que as minhas escolhas estejam organizadas cronologicamente, isto não significa, porém, que pretendo tecer um princípio e um fim, indo do polo negativo ao positivo. Escrever sobre Chica da Silva não é apenas “escrever sobre Chica da Silva”. Ela é um caudal de outras questões muito caras à nacionalidade (não entendida aqui como algo estático!), às questões raciais e à violência sobre os corpos das mulheres negras, de forma que, a minha pesquisa busca acompanhar o passo a passo da formação imaginária de Francisca da Silva de Oliveira, a Chica da Silva |
| Abstract: | Only a few characters in history have flirted with both poetry and prose like Chica da Silva. She was described for the first time in the decade of 1860 by Joaquim Felício dos Santos, in Memórias do Distrito Diamantino do Serro do Frio, and as of that time, she, Chica, has been many characters in one. Transformed, destroyed, celebrated, regreted, demonized, sanctified. Among several images of Chica, one prevails: the image of a national myth, she was for a long time the portrait of “a black being”. Chica is a way of saying and understanding Brazil, of comprehending how our nationality was (and still is) forged by means of the racism of the white patriarchal supremacy. Literature is a fruitful field concerning several of the speeches on her. A field in conflict: Chica da Silva is a territory under dispute. Over the centuries, all of her images and their meanings to Brazil tell us so much about her, but, especially and more intensely about ourselves and about how the images of all black women were built over the years and the different ways by means of which Brazilians, women and men, give a new sense to slavery and to the places of black bodies. Chica personifies to some extent the image Brazil has internalized of itself. If the images portraying Chica’s life are true or untrue are less important to me than its architectural construction. For this purpose, each piece of this Chica’s big mosaic matters. The pieces (or bricks, if you prefer) are components, in the end, of several images of Chica da Silva that side by side create a big mosaic of her, of black women (enslaved/freed/free), of us, of Brazil. The mosaic reflects the violence of Me in relation to the others - male/female. My perceptions are based upon the authors – men ou women – who structured the imagery, the representations of black women. Their theories helped me build a methodology that could embrace all the diversities of Chica’s images in the course of their works. I must confess the files I chose and analysed had much to do with a wish to know the unsearchable I tried to carry out. In this way, I make use of novels, poems, tales, memories, chapbook literature, lyrics (which are poems) and, in other words, everything that touches or is touched by the narrative to develop line after line, word for word the different ways of refigurations and survivals of Francisca da Silva. Even if my choices are chronologically organized it doesn’t mean, however, that I intend to forge a beginning and an end from a negative to a positive pole. Writing about Chica da Silva is not just ‘writing about Chica da Silva’. She is a flow of other questions very dear to nationality (not perceived necessarily as something static!), to racial issues and violence against the bodies of black women. Thus my research tries to follow step by step the imaginary formation of Francisca da Silva de Oliveira known as Chica da Silva |
| Palavras-chave: | Chica da Silva Imaginário Escravidão Mulheres negras Refiguração Sobrevida Silva, Chica da, m. 1796 - Literatura brasileira – História e crítica Negras na literatura Escravidão na literatura Imaginary Slavery Black women Refiguration Survival |
| Área(s) do CNPq: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Letras |
| Citação: | MORETH, Darville Lizis Souza. Da escravidão à liberdade: refiguração e sobrevida de Chica da Silva na literatura brasileira. 2025. 713 f. Tese (Doutorado em Letras) – Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24354 |
| Data de defesa: | 30-Jun-2025 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Letras |
Arquivos associados a este item:
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| Tese - Darville Lizis Souza Moreth - 2025 - Completa.pdf | 15,45 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
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