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Tipo do documento: Dissertação
Título: Feminismo interseccional em Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie
Título(s) alternativo(s): Intersectional feminism a in Americanah, by Chimamanda Ngozi Adichie
Autor: Cordeiro, Mayara Resende Rosa 
Primeiro orientador: Torres, Maximiliano Gomes
Primeiro membro da banca: Cavalcanti, Ildney de Fátima Souza
Segundo membro da banca: Braga, Cláudio Roberto Vieira
Resumo: Esta dissertação baseia-se no estudo da obra ficcional Americanah, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, com a qual é possível acompanhar a trajetória da personagem Ifemelu como imigrante, mulher e negra nos Estados Unidos, no fim da década dos anos noventa, século XX. Apesar de ser uma narrativa contemporânea, o tema da imigração, vivido pelos personagens está relacionado a lutas históricas, como a discriminação da mulher, o racismo, e a xenofobia. A análise perpassa os assuntos citados através de uma perspectiva interseccional em consonância aos feminismo(s) sendo a trajetória da personagem, suas atitudes, pensamentos e comportamentos as múltiplas possibilidades dessa leitura. Serão aprofundadas as vertentes do feminismo negro e o feminismo decolonial, ambos envoltos na interseccionalidade, considerando as opressões que a personagem protagonista vivencia nos Estados Unidos. A classe social, o fato de ser africana, mesmo aos olhos de outros imigrantes, bem como a cor de sua pele, determina os espaços aos quais lhe são livres, os olhares e possibilidades permitidos no novo país. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo aprofundar as reflexões que a narrativa nos possibilita de forma conjunta aos textos teóricos, com os quais pretende-se chegar a conclusões de que tais temas e situações são vivenciados diariamente na humanidade e na atualidade apesar de não serem novos. Ifemelu, assim como tantas outras mulheres, subverte os padrões hegemônicos preestabelecidos pelo gênero e raça, olhando criticamente as situações que vivencia, as quais compartilha no blog que cria sobre questões raciais. No decorrer da narrativa, sua identidade passa por inúmeras mudanças. Americanah nos mostra contrastes entre a Nigéria, tão pouco estudada pela literatura no Brasil e os Estados Unidos. Analisar a obra sob uma perspectiva decolonial nos leva a repensar as epistemologias e a hegemonia de conceitos e conhecimentos eurocêntrica, inclusive no movimento feminista acerca das demandas e especificidades das mulheres africanas e negras.
Abstract: This dissertation is based on the study of the fictional work Americanah, by Nigerian author Chimamanda Ngozi Adichie, with which it is possible to follow Ifemelu's trajectory as an immigrant, woman and black in the United States, at the end of the decade of the nineties, 20th century. Despite being a contemporary narrative, the theme of immigration experienced by the characters is related to historical struggles, such as discrimination against women, racism, and xenophobia. The analysis goes through the issues mentioned through an intersectional perspective in line with feminism(s), being the character's trajectory, her attitudes, thoughts and behaviors the multiple possibilities of this reading. The aspects of black feminism and decolonial feminism, both involved in intersectionality, will be studied in depth, considering the oppressions that the main character experiences in the United States. Her social class, the fact that she is African, even in the eyes of other immigrants, as well as the color of her skin, determine the spaces to which she is free, the looks and possibilities allowed in the new country. Thus, this work aims to deepen the reflections that the narrative makes possible in conjunction with theoretical texts, with which we intend to reach conclusions that such issues and situations are experienced daily in humanity and today, despite not being new. Ifemelu, like many other women, subverts the hegemonic standards pre-established by gender and race, looking critically at the situations she experiences, which she shares in the blog she creates about racial issues. Throughout the narrative, her identity goes through numerous changes. Americanah shows us contrasts between Nigeria, so little studied by Brazilian literature, and the United States. Analyzing the work from a decolonial perspective leads us to rethink the epistemologies and the hegemony of concepts and Eurocentric knowledge, including in the feminist movement about the demands and specificities of African and black women.
Palavras-chave: Feminismo Negro
Decolonialidade
Imigração
Racismo
Black Feminism
Decoloniality
Immigration
Racism
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística
Citação: CORDEIRO, Mayara Resende Rosa. Feminismo interseccional em Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. 2022. 91 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2022.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24392
Data de defesa: 18-Fev-2022
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística

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