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Tipo do documento: Tese
Título: Paradiplomacia e mudanças climáticas: a contestação dos entes subnacionais nos EUA e no Brasil durante governos nacionais negacionistas
Título(s) alternativo(s): Paradiplomacy and climate change: the contestation of subnational entities the USA and in Brazil during denialist national governments
Autor: Lima, Maria Isabel Santos 
Primeiro orientador: Milani, Carlos Roberto Sanches
Primeiro membro da banca: Quadros, Diogo Ives de
Segundo membro da banca: Pinheiro, Leticia de Abreu
Terceiro membro da banca: Mateo, Luiza Rodrigues
Quarto membro da banca: Villarreal Villamar, María del Carmen
Resumo: A presente pesquisa parte da compreensão da política externa como política pública (portanto, permeada por conflitos) e visa a analisar comparativamente a atuação paradiplomática de governos subnacionais em matéria de mudanças climáticas no Brasil e nos Estados Unidos, contrastando com a ação diplomática que ocorria na esfera federal. O problema de pesquisa da tese é forjado no encontro entre dois casos de política externa negacionista das mudanças climáticas e a busca por protagonismo de entidades subnacionais comprometidas com o enfrentamento do aquecimento global por meio de cooperações internacionais. Desse modo, a tese busca entender as motivações dos governos subnacionais e suas causas, questionando se existiu uma contestação por parte desses atores da posição adotada na esfera federal e, ademais, se houve um padrão uniforme de contestação dessas entidades subnacionais, se houve variações e, em caso positivo de variações, quais são os fatores político-institucionais capazes de explicá-las. Metodologicamente, foram analisados oito casos em que governos subnacionais mantiveram uma atuação paradiplomática no campo climático: quatro casos de coalizões governamentais – duas nos Estados Unidos (U.S. Climate Alliance e America is all in) e duas do Brasil (Governadores pelo Clima e Aliança pela Ação Climática Brasil) –, dois casos de governos estaduais – Califórnia, EUA e Espírito Santo, Brasil – e dois casos de governos municipais – Chicago, EUA e Niterói, Brasil. O recorte temporal da tese diz respeito aos dois governos nacionais com posicionamentos negacionistas em matéria de clima – Jair Bolsonaro (2019-2022) no Brasil e Donald Trump (2017-2021) nos Estados Unidos. Para a realização dessa análise, foram utilizadas como fontes pesquisas bibliográficas previamente publicadas, documentos oficiais disponibilizados pelas instâncias em foco e entrevistas semiestruturadas de atores-chave. A hipótese que se pretende comprovar é a de que, no contexto dos casos estudados, devido à ação negacionista dos governos no âmbito nacional, alguns governos subnacionais mobilizaram, em reação, mecanismos paradiplomáticos a fim de continuarem atuando ativamente nessa agenda internacional, colocando-se deliberadamente como atores de contestação com o objetivo de mitigar a política de obstrução promovida na esfera federal. Ao fim da pesquisa, concluiu-se que os atores em questão buscaram se posicionar como agentes de contestação, adotando uma paradiplomacia com esse propósito. No entanto, além de resistir às ações federais, eles também visavam outros objetivos, como ganhar relevância no cenário nacional e internacional, promover o desenvolvimento local e captar financiamentos externos.
Abstract: This research is built on the understanding of foreign policy as public policy, with the aim of comparatively analyzing the paradiplomatic action of subnational governments in the field of climate change in Brazil and in the United States, contrasting it with the diplomatic action at the federal level. The argumentative tension of the thesis is forged in the encounter between two cases of foreign policy that adopted a discourse based on climate denial and the search for protagonism by subnational entities. Thus, the thesis seeks to understand the motivations of subnational governments and their causes. It also questions whether there was a challenge by these actors to the position adopted at federal level, whether there was a uniform pattern of action by these subnational entities or whether there were variations. And, in the case of variations, what factors could explain them? Methodologically, eight cases were analyzed in which subnational governments maintained a paradiplomatic action in the climate field: four involved government coalitions – two in the United States (U.S. Climate Alliance and America is all in) and two in Brazil (Governadores pelo Clima and Aliança pela Ação Climática Brasil) – two state governments – California, USA and Espírito Santo, Brazil – and two municipal governments – Chicago, USA and Niterói, Brazil. The period of the research concern two federal governments with positions based on climate denial – Jair Bolsonaro (2019-2022) in Brazil and Donald Trump (2017-2021) in the United States. To conduct this analysis, we used previously published bibliographical research, official documents made available by the analytical bodies and semi-structured interviews with key players. The hypothesis to be tested is that, in the context of the cases studied, despite the negative action of governments at the national level, some subnational governments mobilized paradiplomatic mechanisms to continue acting actively in this international agenda as actors of contestation with the aim of mitigating the policy of obstruction promoted at the federal level (USA and Brazil). The research showed that the actors sought to position themselves as agents of contestation, adopting paradiplomacy for this purpose. However, beyond resisting federal actions, they also pursued other goals, such as gaining prominence on the national and international stage, promoting local development, and securing external funding.
Palavras-chave: Foreign policy
Paradiplomacy
Climate change
Climate denial
Contestation
Brazil
United States of America
Paradiplomacia
Estados Unidos
Brasil
Mudanças climáticas
Política internacional
Gestão ambiental
Políticas públicas
Política externa
Negacionismo climático
Contestação
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::COMPORTAMENTO POLITICO
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e Políticos
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciência Política
Citação: LIMA, Maria Isabel Santos. Paradiplomacia e mudanças climáticas: a contestação dos entes subnacionais nos EUA e no Brasil durante governos nacionais negacionistas. Orientador: Carlos Roberto Sanches Milani. 2025. 307 f. Tese (Doutorado em Ciência Política) – Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24403
Data de defesa: 25-Abr-2025
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciência Política



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