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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24447| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Os “sabotadores” da nação: o genocídio curdo no Iraque como processo cultural e uma crítica aos mecanismos internacionais de prevenção e repressão |
| Título(s) alternativo(s): | The nation's “saboteurs”: the Kurdish genocide in Iraq as a cultural process and a critique to the international mechanisms of prevention and repression Los “saboteadores” de la nación: el genocidio kurdo en Irak como proceso cultural y una crítica a los mecanismos internacionales de prevención y sanción |
| Autor: | Santana, Gustavo Alves ![]() |
| Primeiro orientador: | Suppo, Hugo Rogelio |
| Primeiro membro da banca: | Tabak, Jana |
| Segundo membro da banca: | Lessa, Mônica Leite |
| Terceiro membro da banca: | Nogueira, Joao Franklin Abelardo Pontes |
| Quarto membro da banca: | Loureiro, Heitor de Andrade Carvalho |
| Resumo: | O genocídio curdo no Iraque durante o regime de Saddam Hussein representa um caso paradigmático de como a violência nacionalista pode se manifestar como genocídio, não exclusivamente por meio do extermínio físico, mas também através da destruição cultural. Nesta tese, examino criticamente os mecanismos internacionais de prevenção e punição do genocídio, argumentando que suas limitações conceituais e operacionais contribuíram para a ausência de reconhecimento do genocídio curdo. Minha pesquisa se baseia em um referencial teórico construtivista, integrando a teoria prática e o relacionismo para analisar o nacionalismo como um conjunto de práticas sociais, e não como uma identidade estática. Metodologicamente, utilizo análise histórica qualitativa, recorrendo a fontes de arquivos, documentos oficiais do governo iraquiano e de instituições internacionais, além de entrevistas com sobreviventes, especialistas e atores-chave envolvidos na documentação do genocídio. Adicionalmente, incorporo a pesquisa narrativa para analisar os testemunhos de sobreviventes, enfatizando as experiências vividas por aqueles que foram diretamente afetados pelas atrocidades. O argumento central desta tese é que o genocídio contra os curdos foi, além de um ato de violência física em massa, um processo inserido no projeto nacionalista do Partido Baath, que buscava homogeneizar o Iraque por meio da aniquilação da identidade cultural curda. Essa abordagem amplia as concepções tradicionais de genocídio ao destacar a interconexão entre destruição física e cultural, desafiando os limites restritos da Convenção da ONU para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio de 1948. Além disso, demonstro como a falta de reconhecimento internacional do genocídio curdo não é apenas uma omissão política, mas um problema estrutural dentro da governança global da prevenção de atrocidades em massa. Esta pesquisa oferece três principais contribuições. No plano teórico, promove uma “virada prática” nos estudos sobre nacionalismo e genocídio, ao integrar nacionalismo e violência através do prisma das práticas sociais, inserindo-se no debate dos chamados “novos construtivismos em Relações Internacionais”. No campo metodológico, combina análise histórica e pesquisa narrativa para proporcionar uma compreensão mais aprofundada do impacto do genocídio, utilizando fontes primárias inéditas. Empiricamente, apresenta uma reavaliação crítica da resposta internacional ao genocídio curdo, expondo as limitações dos marcos legais e políticos existentes. Por fim, esta tese argumenta pela necessidade de uma reinterpretação do genocídio como um processo que transcende o extermínio físico, defendendo uma definição mais ampla e inclusiva, que reconheça o apagamento cultural como um componente inseparável da violência genocida. |
| Abstract: | The Kurdish genocide in Iraq during Saddam Hussein’s regime stands as a paradigmatic case of how nationalist violence can manifest as genocide, not exclusively through physical extermination but also through cultural destruction. In this dissertation, I critically examine the international mechanisms for genocide prevention and punishment, arguing that their conceptual and operational limitations have contributed to the lack of recognition of the Kurdish genocide. My research is grounded in a constructivist theoretical framework, integrating practice theory and relationalism to analyze nationalism as a set of social practices rather than a static identity. Methodologically, I employ historical qualitative analysis, drawing on archival sources, official documents from the Iraqi government and international institutions, and interviews with survivors, experts, and key actors involved in the documentation of the genocide. Additionally, I incorporate narrative inquiry to analyze survivor testimonies, emphasizing the lived experiences of those affected by the atrocities. The central argument of this dissertation is that the genocide against the Kurds was, beyond an act of mass physical violence, a process embedded in the Baath nationalist project, which sought to homogenize Iraq through the obliteration of Kurdish cultural identity. This approach expands traditional understandings of genocide by highlighting the interplay between physical and cultural destruction, challenging the narrow scope of the 1948 UN Genocide Convention. Furthermore, I demonstrate how the lack of international recognition of the Kurdish genocide is not simply a political oversight but a structural issue within the global governance of mass atrocity prevention. This research makes three key contributions. Theoretically, it advances a “practical turn” in nationalism and genocide studies by integrating nationalism and violence through the lens of social practices, i.e the so-called “new constructivisms in International Relations”. Methodologically, it brings together historical analysis and narrative inquiry to provide a more nuanced understanding of the genocide’s impact, through primary sources that have not yet been analyzed. Empirically, it offers a critical reassessment of the international response to the Kurdish genocide, exposing the limitations of existing legal and political frameworks. Ultimately, this dissertation argues for a reexamination of genocide as a process that transcends physical extermination, calling for a broader and more inclusive definition that accounts for cultural erasure as an inseparable element of genocidal violence. El genocidio kurdo en Irak durante el régimen de Saddam Hussein representa un caso paradigmático de cómo la violencia nacionalista puede manifestarse como genocidio, no exclusivamente a través del exterminio físico, sino también mediante la destrucción cultural. En esta tesis, examino críticamente los mecanismos internacionales de prevención y sanción del genocidio, argumentando que sus limitaciones conceptuales y operativas han contribuido a la falta de reconocimiento del genocidio kurdo. Mi investigación se basa en un marco teórico constructivista, integrando la teoría práctica y el relacionismo para analizar el nacionalismo como un conjunto de prácticas sociales, y no como una identidad estática. Metodológicamente, empleo un análisis histórico cualitativo, recurriendo a fuentes de archivo, documentos oficiales del gobierno iraquí y de instituciones internacionales, además de entrevistas con sobrevivientes, especialistas y actores clave involucrados en la documentación del genocidio. Adicionalmente, incorporo la investigación narrativa para analizar los testimonios de los sobrevivientes, enfatizando las experiencias vividas por aquellos que fueron directamente afectados por las atrocidades. El argumento central de esta tesis es que el genocidio contra los kurdos fue, además de un acto de violencia física en masa, un proceso inserto en el proyecto nacionalista del Partido Baath, que buscaba homogeneizar Irak mediante la aniquilación de la identidad cultural kurda. Este enfoque amplía las concepciones tradicionales de genocidio al destacar la interconexión entre la destrucción física y cultural, desafiando los límites restrictivos de la Convención de la ONU para la Prevención y Sanción del Delito de Genocidio de 1948. Además, demuestro cómo la falta de reconocimiento internacional del genocidio kurdo no es solo una omisión política, sino un problema estructural dentro de la gobernanza global para la prevención de atrocidades masivas. Esta investigación ofrece tres contribuciones principales. En el plano teórico, promueve un “giro práctico” en los estudios sobre nacionalismo y genocidio, al integrar nacionalismo y violencia a través del prisma de las prácticas sociales, insertándose en el debate de los llamados “nuevos constructivismos en Relaciones Internacionales”. En el ámbito metodológico, combina el análisis histórico con la investigación narrativa para proporcionar una comprensión más profunda del impacto del genocidio, utilizando fuentes primarias inéditas. Empíricamente, presenta una reevaluación crítica de la respuesta internacional al genocidio kurdo, exponiendo las limitaciones de los marcos legales y políticos existentes. Finalmente, esta tesis sostiene la necesidad de reinterpretar el genocidio como un proceso que trasciende el exterminio físico, defendiendo una definición más amplia e inclusiva, que reconozca el borrado cultural como un componente inseparable de la violencia genocida. |
| Palavras-chave: | Genocídio Nacionalismo Iraque Curdos Genocide Nationalism Iraq Kurds Irak Kurdos |
| Área(s) do CNPq: | OUTROS::RELACOES INTERNACIONAIS CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL::RELACOES I?INTERNACIONAIS, BILATERAIS E MULTILATERAIS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais |
| Citação: | SANTANA, Gustavo Alves. Os “sabotadores” da nação: o genocídio curdo no Iraque como processo cultural e uma crítica aos mecanismos internacionais de prevenção e repressão. 2025. 317 f. Tese (Doutorado em Relações Internacionais) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24447 |
| Data de defesa: | 26-Mar-2025 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Relações Internacionais |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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