Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24555
Tipo do documento: Tese
Título: Formação de pesquisadores de experiência do usuário (UX): recomendações para a consolidação de competências e práticas profissionais
Título(s) alternativo(s): Professional training of user experience (UX) researchers: recommendations for consolidating competencies and professional practices
Autor: Almeida, Bruna Milam 
Primeiro orientador: Freitas, Sydney Fernandes de
Primeiro coorientador: Santos, Fernanda Mendes de Vuono
Primeiro membro da banca: Monat, André Soares
Segundo membro da banca: Niemeyer, Lucy Carlinda da Rocha de
Terceiro membro da banca: Schnaider, Sílvia Helena De Carvalho
Quarto membro da banca: Mariño, Suzi Maria Carvalho
Resumo: Nos últimos cinco anos, com o avanço da tecnologia da informação e o crescimento da oferta de produtos digitais, houve um aumento da demanda por profissionais de experiência do usuário (UX). Acompanhando tal crescimento, surgiram diversas funções, dentre as quais destaca-se o pesquisador de UX (ou UX researcher). Por se tratar de uma função recente, não há um padrão quanto à educação base desses profissionais, tanto no Brasil quanto em contexto internacional. A formação profissional desses pesquisadores se dá de maneira acrítica, através de livros, artigos não acadêmicos, cursos livres de curta duração, bootcamps, workshops ou diretamente através da prática profissional. Considerando que competências profissionais podem ser desenvolvidas através de educação formal, educação continuada, experiência social e experiência profissional, esta tese buscou responder a seguinte questão de pesquisa: como deve ser a formação e consolidação do pesquisador de UX? Por meio de pesquisa de campo baseada no contexto brasileiro, este estudo teve como objetivo elaborar recomendações para a formação de pesquisadores de UX. Para compor a fundamentação teórica, foram realizadas cinco revisões sistemáticas da literatura (RSL) em diferentes bases – periódicos selecionados, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, congressos nacionais, Scopus e ACM Digital Library –, complementadas com levantamento assistemático da literatura. Com o objetivo de extrair as competências necessárias para a atuação dos pesquisadores de UX, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com 21 pesquisadores brasileiros de UX – dentre palestrantes de conferência de pesquisa de UX e autores de livros de UX – e com oito professores de cursos livres de pesquisa de UX no Brasil – selecionados a partir de busca na base Google. Além disso, com o objetivo de identificar as fases de projeto em que as pesquisas de UX acontecem e onde estão alocados esses profissionais, foram realizadas análises documentais de portfólios de dez pesquisadores de UX, dentre os pesquisadores entrevistados. Por fim, visando descrever cargas horárias, modalidades de ensino e identificar os conhecimentos oferecidos, foram conduzidas análises documentais de currículos disponíveis na internet de três tipos de cursos: 25 cursos livres brasileiros de pesquisa de UX, 23 cursos de pós-graduação lato sensu de design de UX no Brasil, e um curso de bacharelado estadunidense em User Experience Research. Como resultado, foram elaboradas recomendações para a formação de pesquisadores de UX, organizadas em três categorias: educação formal, conhecimentos necessários e perfis de pesquisadores de UX. Através da pesquisa foi possível concluir que a formação atual dos pesquisadores de UX deixa algumas lacunas em relação às expectativas e demandas das empresas que os contratam, dentre elas: (i) déficit de competências relacionadas à análise de dados de pesquisa, como interpretação e cruzamento de dados, e sua posterior síntese; (ii) carência de diferentes perfis de pesquisadores de UX, especialmente quanto a natureza de pesquisa – qualitativa ou quantitativa –; e (iii) déficit de conhecimento de negócios e da competência ligada a execução da estratégia de UX.
Abstract: In the last five years, with the advancement of information technology and the growth of the digital product market, there has been an increase in demand for user experience (UX) professionals. Accompanying this growth, various roles have emerged, among which the UX researcher stands out. As this is a recent role, there is no standard regarding the foundational education of these professionals, both in Brazil and in an international context. The professional training of these researchers occurs in a non-critical manner, through books, non-academic articles, short-term courses, bootcamps, workshops, or directly through professional practice. Considering that professional competencies can be developed through formal education, continuing education, social experience, and professional experience, this thesis aimed to answer the following research question: how should the training and consolidation of the UX researcher be? Through field research based on the Brazilian context, this study aimed to develop recommendations for the training of UX researchers. To compose the theoretical foundation, five systematic literature reviews (SLR) were conducted in different databases – selected journals, Digital Library of Theses and Dissertations, national conferences, Scopus, and ACM Digital Library – complemented by an unsystematic literature survey. To extract the necessary competencies for the work of UX researchers, semi-structured interviews were conducted with 21 Brazilian UX researchers – including conference speakers and authors of UX books – and with eight instructors of free UX research courses in Brazil – selected from a search in the Google database. Additionally, to identify the project phases in which UX research occurs and where these professionals are allocated, documentary analyses of the portfolios of ten UX researchers among those interviewed were conducted. Finally, to describe workload, teaching modalities, and identify the knowledge offered, documentary analyses of curricula available on the internet from three types of courses were conducted: 25 Brazilian courses in UX research, 23 lato sensu postgraduate courses in UX design in Brazil, and one undergraduate course in User Experience Research in the United States. As a result, recommendations for the training of UX researchers were developed, organized into three categories: formal education, necessary knowledge, and profiles of UX researchers. Through the research, it was possible to conclude that the current training of UX researchers leaves some gaps in relation to the expectations and demands of the companies that hire them, including: (i) a deficit of competencies related to research data analysis, such as interpretation and cross-referencing of data, and subsequent synthesis; (ii) a lack of different profiles of UX researchers, especially regarding the nature of research – qualitative or quantitative; and (iii) a deficit of business knowledge and the competency related to the execution of UX strategy.
Palavras-chave: Pesquisa de experiência do usuário
Formação profissional
Educação formal
Conhecimentos
Perfil profissional
Pesquisa qualitativa
User experience research
Professional training
Formal education
Knowledge
Professional profile
Qualitative research
Área(s) do CNPq: CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DESENHO INDUSTRIAL
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Tecnologia e Ciências::Escola Superior de Desenho Industrial
Programa: Programa de Pós-Graduação em Design
Citação: ALMEIDA, Bruna Milam. Formação de pesquisadores de experiência do usuário (UX): recomendações para a consolidação de competências e práticas profissionais. 2025. 222 f. Tese (Doutorado em Design) - Escola Superior de Desenho Industrial , Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24555
Data de defesa: 5-Jun-2025
Aparece nas coleções:Doutorado em Design



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.