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Tipo do documento: Tese
Título: Validação do escore prognóstico “Pediatric Risk of Mortality IV” em unidades de terapia intensiva pediátricas brasileiras
Título(s) alternativo(s): Validation of the “Pediatric Risk of Mortality IV” prognostic score in Brazilian pediatric intensive care units
Autor: Santos, Gustavo Rodrigues dos 
Primeiro orientador: Lopes, Claudia de Souza
Primeiro coorientador: Barbosa, Maria Clara Magalhães
Primeiro membro da banca: Moraes, Claudia Leite de
Segundo membro da banca: Leite, Tatiana Henriques
Terceiro membro da banca: Miliauskas, Claudia Reis
Quarto membro da banca: Tonial, Cristian Tedesco
Resumo: Esta tese avalia o desempenho do escore “Pediatric Risk of Mortality IV” (PRISM IV) em uma coorte de pacientes provenientes de UTI pediátricas brasileiras. Para a avaliação do desempenho do escore foram utilizados três métodos: (i) a taxa de mortalidade padronizada (TMP), (ii) a discriminação do escore através da análise da área abaixo da curva ROC (AUROC) e (iii) a calibração do escore, utilizando o cinturão de calibração, sendo o primeiro estudo brasileiro a utilizar esta técnica para avaliar este escore. O primeiro artigo teve como objetivo avaliar o desempenho do escore PRISM IV na coorte de pacientes internados nas 36 Unidades de Terapia Intensiva Pediátricas (UTIP) participantes. Os resultados revelaram que a mortalidade hospitalar observada (2,1%) foi maior que a prevista (1,56%), com uma taxa de mortalidade padronizada (TMP) de 1,32 (IC 95% 1,16-1,50). O PRISM IV demonstrou boa discriminação (AUROC 0,86 [IC 95% 0,83-0,89]), distinguindo bem entre sobreviventes e não sobreviventes, mas calibração ruim. O escore subestimou a mortalidade em uma ampla faixa de risco previsto, entre 2% e 61%, embora tenha apresentado boa calibração nos extremos de risco (<2% e >61%). Como o início do estudo coincidiu com o início da Pandemia de COVID-19 no Brasil, subdividimos as análises nos períodos pré e pós-vacinação, para avaliar como diferenças na distribuição de casos na população de estudo entre os dois períodos afetaria o desempenho do PRISM IV. Em ambos os períodos as análises também indicaram boa discriminação (pré-vacinação: AUROC 0,84 [IC 95% CI 0.80-0.88]; pós-vacinação: AUROC 0,90 [IC 95% CI 0,86-0,94]), mas subestimação da mortalidade em ampla faixa de risco intermediário (pré-vacinação: faixa de 2 a 98%; pós-vacinação: faixa de 3 a 46%). O segundo manuscrito revela uma análise do desempenho em grupos categorizados por tipo de gestão (pública ou privada), população atendida (exclusivamente pediátrica ou mista [neonatal e pediátrica]) e tipo de assistência (com ou sem vínculo a programas de pós-graduação). As análises indicaram boa discriminação em todos os grupos, mas calibração ruim na maioria deles. O tipo de gestão das UTIP foi o fator que mais influenciou o desempenho do escore. As UTIP públicas demonstraram uma TMP mais elevada e pior calibração do PRISM IV, subestimando a mortalidade em uma ampla faixa de risco. Em contraste, as UTIP privadas apresentaram boa calibração em quase todas as faixas de mortalidade predita, superestimando a mortalidade na faixa de risco < 9%, que corresponde a maior parte da população de UTIP. Variações no perfil dos pacientes (como estado de saúde basal e comorbidades) e a fatores estruturais e organizacionais das unidades são possíveis fatores relacionados às diferenças de desempenho observadas e merecem investigação aprofundada em pesquisas futuras. O estudo ressalta a importância de se avaliar os ajustes necessários no PRISM IV para adequá-lo à população brasileira, paralelamente a investimentos em saúde pública pediátrica geral e intensiva no sentido de reduzir as desigualdades e obter um bom desempenho do escore, traduzindo uma boa qualidade da assistência prestada, em todas as UTIP brasileiras.
Abstract: This thesis evaluates the performance of the Pediatric Risk of Mortality IV (PRISM IV) score in a cohort of patients admitted to Brazilian pediatric intensive care units (PICUs). Three methods were used to evaluate the performance of the score: (i) the standardized mortality ratio (SMR), (ii) the discrimination of the score through the analysis of the area under the ROC curve (AUROC) and (iii) the calibration of the score using the calibration belt, being the first Brazilian study to use this technique to evaluate this score. The first article aimed to evaluate the performance of the PRISM IV score in the cohort of patients admitted to the 36 participating PICUs. The results revealed that the observed hospital mortality (2.1%) was higher than the predicted one (1.56%), with a SMR of 1.32 (95% CI 1.16 - 1.50). PRISM IV demonstrated good discrimination (AUROC 0.86 [95% CI 0.83-0.89]), distinguishing well between survivors and non-survivors, but poor calibration poor. The score underestimated mortality in a wide range of predicted risk, between 2% and 61%, although it showed good calibration at the extremes of risk (<2% and >61%). Since the start of the study coincided with the onset of the COVID-19 pandemic in Brazil, we subdivided the analyses into the pre- and post-vaccine periods, to assess how differences in the distribution of cases in the study population between the two periods would affect the performance of PRISM IV. In both periods, the analyses also indicated good discrimination (pre-vaccine: AUROC 0.84 [95% CI 0.80-0.88]; post-vaccine: AUROC 0.90 [95% CI 0.86-0.94]), but underestimation of mortality in a wide range of intermediate risk (pre-vaccine: range 2-98%; post-vaccine: range 3-46%). The second manuscript presents a performance analysis in subgroups categorized by type of management (public or private), population served (exclusively pediatric or neonatal and pediatric), and type of care (with or without affiliation to postgraduate programs). The analyses indicated good discrimination in all groups, but poor calibration in most of them. The type of PICU management was the factor that most influenced the performance of the score. Public PICUs demonstrated higher SMR and worse PRISM IV calibration, underestimating mortality in a wide risk range. In contrast, private PICUs showed good calibration in almost all predicted mortality ranges, overestimating mortality in the risk range < 9%, which corresponds to the majority of the PICU population. Variations in patient profiles (such as baseline health status and comorbidities) and structural and organizational factors of the units are possible factors related to the observed differences in PRIM IV performance and deserve in-depth investigation in future research. The study highlights the importance to evaluate the necessary adjustments to PRISM IV to adapt it to the Brazilian population, in parallel with investments in general and intensive pediatric public health, in order to reduce inequalities and achieve good score performance, translating good quality of care provided in all Brazilian PICUs.
Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica
Índice de gravidade da doença
Mortalidade hospitalar
Prognóstico
Estudos de validação como assunto
Crianças
Escores prognósticos
Mortalidade
Prognostic score
Pediatric Risk of Mortality IV
Mortality
Pediatric intensive care units
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro
Programa: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Citação: SANTOS, Gustavo Rodrigues dos. Validação do escore prognóstico “Pediatric Risk of Mortality IV” em unidades de terapia intensiva pediátricas brasileiras. 2025. 115 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24564
Data de defesa: 23-Jun-2025
Aparece nas coleções:Doutorado em Saúde Coletiva



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