Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24590
Tipo do documento: Dissertação
Título: Impacto de polimorfismos genéticos e resposta ao tratamento com natalizumabe em pacientes com esclerose múltipla
Título(s) alternativo(s): Impact of genetic polymorphisms and response to natalizumab treatment in patients with multiple sclerosis
Autor: Cardoso, Rafaella de Carvalho 
Primeiro orientador: Fontes-Dantas, Fabrícia Lima
Primeiro membro da banca: Queiroz Neto, Moacir Fernandes de
Segundo membro da banca: Ognibene, Dayane Teixeira
Terceiro membro da banca: Lopes, Fernanda Cristina Rueda
Resumo: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central, de etiologia multifatorial, na qual fatores genéticos e ambientais influenciam tanto o risco de desenvolvimento quanto a resposta ao tratamento. O natalizumabe (NTZ), um anticorpo monoclonal anti-integrina α4β1, representa uma importante opção terapêutica para pacientes com a forma remitente-recorrente da doença, embora a resposta clínica varie amplamente entre os indivíduos. Neste contexto, a farmacogenética surge como ferramenta promissora para a personalização do tratamento, permitindo identificar biomarcadores preditivos de resposta terapêutica. Este estudo teve como objetivo principal investigar a associação entre polimorfismos genéticos nos genes FCGR2A, FCGR3A e VDR e a resposta clínica ao NTZ em pacientes com Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente (EMRR). Foram incluídos 116 pacientes tratados com NTZ em dois centros de referência, classificados em respondedores (n=103) e não respondedores (n=13), com base na taxa anualizada de recaída (TAR) e na progressão de incapacidade medida pelo Escala de Status de Deficiência Expandida (EDSS). A genotipagem foi realizada por PCR em tempo real utilizando sondas TaqMan®, e a quantificação plasmática de citocinas inflamatórias (IFN-γ, IL-4, IL-6 e IL-18) foi conduzida por ensaio de imunofluorescência multiplex (xMAP®), para avaliação de perfil imunológico. Foram observadas associações significativas entre a resposta ao NTZ e os polimorfismos FCGR2A rs1801274 e FCGR3A rs396991, sendo os genótipos AG e CA (respectivamente) mais frequentes entre os respondedores, enquanto GG (FCGR2A) e AA (FCGR3A) predominaram nos não respondedores. Quanto ao gene VDR, o genótipo CC do rs7975232 foi mais prevalente entre os não respondedores, ao passo que o genótipo AA do rs731236 foi exclusivo dos respondedores. O polimorfismo rs11568820 apresentou associação significativa com a resposta terapêutica, independentemente do genótipo, ao contrário de rs4516035, que não demonstrou relevância estatística. Apesar da ausência de correlação entre os polimorfismos do VDR e as concentrações plasmáticas de citocinas, os dados sugerem que variantes nesse gene podem modular a resposta imune de forma indireta, influenciando a eficácia do tratamento. Nossos dados indicam que os polimorfismos FCGR2A rs1801274 e FCGR3A rs396991 apresentam potencial como biomarcadores farmacogenéticos de resposta ao NTZ em pacientes com esclerose múltipla. Embora variantes no gene VDR demonstrem associações preliminares, estudos funcionais adicionais são necessários para elucidar seus mecanismos. Estes desfechos destacam a relevância da farmacogenética na medicina personalizada e contribuem para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas individualizadas na esclerose múltipla.
Abstract: Multiple sclerosis (MS) is a chronic inflammatory disease of the central nervous system, with multifactorial etiology, in which genetic and environmental factors influence both the risk of development and the response to treatment. Natalizumab (NTZ), an anti-α4β1 integrin monoclonal antibody, represents an important therapeutic option for patients with the relapsing-remitting form of the disease, although the clinical response varies widely between individuals. In this context, pharmacogenetics emerges as a promising tool for personalizing treatment, allowing the identification of biomarkers predictive of therapeutic response. The main objective of this study was to investigate the association between genetic polymorphisms in the FCGR2A, FCGR3A and VDR genes and the clinical response to NTZ in patients with Relapsing-Remitting Multiple Sclerosis (RRMS). A total of 116 patients treated with NTZ at two referral centers were included and classified as responders (n=103) and non-responders (n=13) based on the annualized relapse rate (ART) and disability progression measured by the Expanded Disability Status Scale (EDSS). Genotyping was performed by real-time PCR using TaqMan® probes, and plasma quantification of inflammatory cytokines (IFN-γ, IL-4, IL-6, and IL-18) was conducted by multiplex immunofluorescence assay (xMAP®) to assess the immunological profile. Significant associations were observed between response to NTZ and the FCGR2A rs1801274 and FCGR3A rs396991 polymorphisms, with the AG and CA genotypes (respectively) being more frequent among responders, while GG (FCGR2A) and AA (FCGR3A) predominated in non-responders. Regarding the VDR gene, the CC genotype of rs7975232 was more prevalent among non-responders, whereas the AA genotype of rs731236 was exclusive to responders. The rs11568820 polymorphism showed a significant association with therapeutic response, regardless of genotype, unlike rs4516035, which did not demonstrate statistical significance. Despite the lack of correlation between VDR polymorphisms and plasma cytokine concentrations, the data suggest that variants in this gene may modulate the immune response indirectly, influencing treatment efficacy. Our data indicate that the FCGR2A rs1801274 and FCGR3A rs396991 polymorphisms have potential as pharmacogenetic biomarkers of response to NTZ in patients with multiple sclerosis. Although variants in the VDR gene demonstrate preliminary associations, additional functional studies are needed to elucidate their mechanisms. These outcomes highlight the relevance of pharmacogenetics in personalized medicine and contribute to the development of individualized therapeutic strategies in multiple sclerosis.
Palavras-chave: Farmacogenética – Métodos
SNPs
FCGR2A
FCGR3A
VDR
Falha terapêutica
Pharmacogenetics
Therapeutic failure
Natalizumab – Uso terapêutico
Polimorfismo genético – Efeitos dos fármacos
Área(s) do CNPq: CIENCIAS BIOLOGICAS::GENETICA::GENETICA HUMANA E MEDICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental
Citação: CARDOSO, Rafaella de Carvalho. Impacto de polimorfismos genéticos e resposta ao tratamento com natalizumabe em pacientes com esclerose múltipla. 2025. 93 f. Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia Clínica e Experimental) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24590
Data de defesa: 17-Jul-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Fisiopatologia Clínica e Experimental



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.