| Compartilhamento |
|
Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24618| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | O mal-estar na cultura tem diagnóstico? Uma leitura psicanalítica da epidemia neoliberal de autismo |
| Título(s) alternativo(s): | Does cultural malaise have a diagnosis? A psychoanalytic investigation of the neoliberal autism epidemic |
| Autor: | Sobreira, Carolina Bragança ![]() |
| Primeiro orientador: | Seixas, Cristiane Marques |
| Primeiro membro da banca: | Frare, Ana Paola |
| Segundo membro da banca: | Brunhari, Marcos Vinícius |
| Resumo: | A contemporaneidade é marcada pela hegemonia da racionalidade neoliberal. No bojo disso, há um incentivo progressivo a saberes (que muitas vezes ganham o selo de científicos) que encerram sujeitos em diagnósticos e prescrições estandartizadas de tratamento. É nesse contexto que se situa o que vem sendo apontado como uma epidemia de autismo, referente a uma multiplicação sem precedentes de atribuições do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Disparado por um caso clínico, o presente trabalho busca investigar, pela perspectiva da psicanálise, o mal-estar na cultura neoliberal, a partir de uma tentativa de localização do que está em jogo no fenômeno da epidemia de diagnósticos de (espectro do) autismo. Para isso, a proposta é entrelaçar os elementos que aparecem no caso trazido com o que Freud e Lacan teorizaram acerca do mal-estar na cultura e do Supereu – instância psíquica, considerada por Freud como fundamental na interface entre sujeito e cultura. Desse percurso teórico, vale destacar que a universalização do sujeito “sabido” da ciência, tão presente na atualidade, sufoca aquilo que é o que define o sujeito do inconsciente: sua singularidade, seu caráter evanescente e inexoravelmente faltoso. Esse trajeto conduz à questão da segregação operada pela ciência em seu casamento com o Discurso do Capitalista. Em 1967, Lacan (1967/2003) aponta para o remanejamento dos grupos sociais que a ciência vem operando em nome de universalização que ela introduz; de um saber totalizante que diz (que sabe!) sobre os sujeitos. Seria, então, a “epidemia de autismo” um efeito de segregação? Após essa reflexão, outro caso é exposto no intuito de ilustrar o modo como a ética da psicanálise pode fazer frente ao empuxo de desenlace social e de gozo autista operado pelo Discurso do Capitalista. Tal vinheta clínica serve para o desfecho deste trabalho, uma vez que mostra como a operação do Discurso do Analista incidiu sobre um sujeito que recebera o diagnóstico de autismo, produzindo efeitos subversivos tanto para a sua história, quanto para a cultura. |
| Abstract: | Contemporary times are marked by the hegemony of neoliberal rationality. In the midst of this, there is a progressive incentive to knowledge (which often earns the scientific seal) that encloses subjects in diagnoses and standardized treatment prescriptions. In this context, an autism epidemic is observed, as a reference to an unprecedented multiplication of attributions for the diagnosis of Autism Spectrum Disorder. Triggered by a clinical case, this work seeks to investigate, from the perspective of psychoanalysis, the malaise in neoliberal culture, based on an attempt to locate what is at stake in the phenomenon of the epidemic of (spectrum of) autism diagnoses. To achieve this, the proposal is to intertwine the elements that appear in the case presented with what Freud and Lacan theorized about malaise in culture and the Superego – a psychic instance, considered by Freud as fundamental in the interface between subject and culture. From this theoretical path, it is worth noting that the universalization of the “known” subject of science, extremely present nowadays, suffocates what defines the subject of the unconscious: its singularity, its evanescent, and inexorably lacking character. This path leads to the issue of segregation operated by science in its marriage with the Capitalist Discourse. In 1967, Lacan (1967/2003) points to the reorganization of social groups that science has been operating in the name of universalization that it introduces; of a totalizing knowledge that says (what it knows!) about the subjects. Could the “autism epidemic” be an effect of segregation? After this reflection, another case is exposed with the aim of illustrating how the ethics of psychoanalysis can face the thrust of social outcome and autistic enjoyment operated by the Capitalist Discourse. This clinical vignette serves as the outcome of this work, as it shows how the operation of the Analyst’s Discourse affected a subject who had been diagnosed with autism, producing subversive effects both on their history and culture. |
| Palavras-chave: | Psicanálise Supereu Neoliberalismo Autismo Psychoanalysis Superego Neoliberalism Autism |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Psicanálise |
| Citação: | SOBREIRA, Carolina Bragança. O mal-estar na cultura tem diagnóstico? Uma leitura psicanalítica da epidemia neoliberal de autismo. 2024. 134 f. Dissertação (Mestrado em Psicanálise) - Instituto de Psicologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24618 |
| Data de defesa: | 20-Jun-2024 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Psicanálise |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Dissertação - Carolina Bragança Sobreira - 2024 - Completa.pdf | 1,3 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
| Termo - Carolina Bragança Sobreira - 2024.pdf | 326,47 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| CRN - Carolina Bragança Sobreira - 2024.pdf | 178,02 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.

