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Tipo do documento: Dissertação
Título: Avaliação da eqüidade no uso de serviços de saúde de uma população brasileira em idade laboral: o Estudo Pró-Saúde
Autor: Pavão, Ana Luiza Braz 
Primeiro orientador: Coeli, Cláudia Medina
Resumo: Os estudos de eqüidade no uso de serviços de saúde fornecem subsídios para a formulação de políticas, que irão se refletir na manutenção da saúde dos indivíduos. Na população brasileira, foi observada desigualdade social no uso em favor dos indivíduos de maior renda e escolaridade, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Estudos deste tipo em populações economicamente ativas são escassos, apesar de serem as que mais produzem para o país. Objetivo: Avaliar a eqüidade no uso de serviços de saúde, segundo escolaridade, em uma população em idade laboral, que referiu restrição das atividades habituais. Métodos: Estudo transversal a partir de dados de uma coorte prospectiva, iniciada em 1999, de funcionários de uma universidade pública brasileira, o Estudo Pró-Saúde. Foram avaliados 767 indivíduos que referiram restrição das atividades habituais por motivo de saúde nos quinze dias anteriores à segunda entrevista, realizada em 2001. O uso de serviços foi avaliado pela proxy busca por assistência de saúde e tipo de serviço buscado. A presença de variações adicionais na morbidade foi verificada pelos motivos que causaram a restrição e pelo tempo de restrição, considerado marcador de gravidade da necessidade. A variável social empregada foi a escolaridade. As análises foram estratificadas por sexo e ajustadas por idade. Resultados: Após o ajuste por idade, as proporções do uso de serviços foram, em percentuais, de 81,1 (IC 95%: 68,9-89,3) e 70,8 (IC 95%: 60,6-79,3), para o menor e maior estrato de escolaridade, respectivamente, em homens e de 83,0 (IC 95%: 71,9-90,3) e 69,5 (IC 95%: 63,2-75,2), para o menor e maior estrato de escolaridade, respectivamente, em mulheres. Quanto maior a escolaridade, maior foi a freqüência do uso de consultórios médicos e menor a freqüência do uso de hospitais. Em relação às causas da restrição, foi observado um aumento no relato dos motivos dos sistemas nervoso e respiratório e uma diminuição no dos sistemas músculo-esquelético e circulatório, com o aumento da escolaridade. O tempo de restrição apresentou associação inversa com a escolaridade. Discussão: Foi verificado um padrão de desigualdade social no uso de serviços de saúde em favor dos indivíduos de menor escolaridade, o qual foi inverso ao observado na população brasileira, mesmo após o controle por necessidade. Por esta razão, acredita-se que apenas as diferenças remanescentes na morbidade dos indivíduos não sejam suficientes para explicar o achado. Os fatores ocupacionais, como a necessidade de atestado médico entre os indivíduos de menor escolaridade, devem exercer maior influência no uso de serviços de saúde nesta população específica.
Abstract: Studies of equity in health services use are important tools in helping the development of policies to ultimately maintain and improve people's health. ln brazilian population, social inequality in health services use in favor of individuais with major income and educational leveis was observed, on the basis of data from the National Research for Sample of Domiciles (PNAD). These type of studies in economically active populations are scarce, although they account for a great part of the national production. Objective: To evaluate equity in use of health care services, according to educational levels, in a population of workers who referred restriction of daily activities. Met/,ods: Cross-sectional study, using data from a prospective cohort, initiated in 1999, of civil servants at a brazilian public university in Rio de Janeiro, the Pro-Saude Study. Participants were 767 individuais who referred restriction of daily activities because of health problems in the 15 days preceding the second interview at 2001. Use was evaluated using a proxy variable defined by the decision of searching a health service and the type of health service searched. Additional variations in morbidity were verified by the reasons that caused the restriction and the restriction time, which was considered in this study a severity marker for need. The social indicator chosen was educational level. Analyses were stratified by sex and adjusted by age. Results: After the adjustment for age, the percentage ratios ofhealth services use were 81,1 (CI 95%: 68,9-89,3) and 70,8 (CI 95%: 60,6-79,3) for the lowest and highest educational levels in men, and were 83,0 (CI 95%: 71,9-90,3) and 69,5 (CI 95%: 63,2-75,2) for the lowest and highest educational leveis in women, respectively. The frequency of doctor's office use increased and the frequency of hospital use decreased with the increase in education. ln relation to restriction causes, it was observed an increase in frequency of neurological and respiratory reasons, and a reduction of muscle-skeletal and cardiological system reasons, with the increase in educational leveis. Restriction time presented inverse association with educational levels. Discussion: A standard of social inequality in health services use in favor of individuais with minor educational leveis, which was inverse to the observed in brazilian population, even after controlling for need variables, was verified. For this reason, the remaining differences in morbidity do not appear enough to explain this finding. The presence of some occupational factors, as the need for doctor's statement among individuais with minor educational levels, must exert greater influence in this specific population ofworkers.
Palavras-chave: Serviços de saúde
Trabalhadores - Condições sociais
Eqüidade
Uso
Serviços de saúde
Escolaridade
Variáveis sociais
Equity
Use
Health Services
Education
Social variables
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social
Programa: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Citação: PAVÃO, Ana Luiza Braz. Avaliação da eqüidade no uso de serviços de saúde de uma população brasileira em idade laboral: o Estudo Pró-Saúde. 2008. 70 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24635
Data de defesa: 3-Jun-2008
Aparece nas coleções:Mestrado em Saúde Coletiva

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