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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24670| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Verdade e Loucura nos primeiros escritos de Michel Foucault |
| Título(s) alternativo(s): | Truth and madness in Michel Foucault’s early writings |
| Autor: | Pegden, Raphael Thomas Ferreira Mendes ![]() |
| Primeiro orientador: | Portocarrero, Vera Maria |
| Primeiro membro da banca: | Ferreira, Arthur Arruda Leal |
| Segundo membro da banca: | Haddock-Lobo, Rafael |
| Resumo: | Pretendemos refletir brevemente sobre as relações traçadas entre verdade, loucura e psicologia a partir da obra de Michel Foucault, especificamente os textos da década de 1950 até História da Loucura de 1961. Acreditamos que o pensamento de Foucault, a partir da década de 1960, elabora uma crítica à noção tradicional de sujeito, compreendido como fundamento do conhecimento. Contudo, nos textos pouco conhecidos de 1954, Introdução(In:Binswanger) e Maladie Mentale et personnalité, podemos testemunhar tentativas de fundamentação da psicologia através daquilo que pretendemos elucidar como o esboço de uma antropologia fundamental (elaboração de uma “ciência do homem” no seu sentido filosófico mais extenso) de inspiração fenomenológica e marxista. Já nos textos que se encaminham para o pensamento arqueológico do início da década de 1960, como sua tese secundária de doutoramente publicada sob o título de Gênese e estrutura da Antropologia de Kant, surge um distanciamento e uma ruptura com qualquer proposta fundacionista. Na nossa leitura, buscaremos sustentar que esse movimento de ruptura e descontinuidade existente entre os textos da década de 1960 e aqueles de 1954 deve ser esclarecido à luz daquilo que o filósofo identificou na modernidade como sono antropológico. Se nos textos de 1954 a relação entre loucura e verdade deveria se afirmar na psicologia mediante a elaboração de um saber fundamental sobre o homem; agora, a partir da década de 1960, a proposta fundacionista cede lugar a uma perspectiva crítica na qual a relação entre loucura e verdade na psicologia passa a ser compreendida em termos de ilusão antropológica. Tal conceito constitui elemento central para a compreensão do desenvolvimento da filosofia foucaultiana além de apontar para o caminho que teria conduzindo-o até a formulação da crítica presente em História da Loucura, obra que estreia a Arqueologia propriamente dita. |
| Abstract: | We intend to reflect briefly on the relationships drawn between truth, madness and psychology from the work of Michel Foucault, specifically the texts from the 1950’s to de History of madness of 1961. We believe that Foucault’s thinking, starting in the 1960’s, elaborates a critique of the traditional notion of the subject, understood as the foundation of knowledge. However, in the little-known texts of 1954, Introduction (In: Binswanger) and Maladie mentale et personnalité, we can witness attempts to justify psychology through what we intend to elucidate as the outline of a fundamental anthropology (an elaboration of a “science of man” in its most extensive philosophical sense) of phenomenological and marxist inspiration. Already in the texts that go to the archeological thought of the beginning of the 1960’s, as his secondary thesis of doctoral published under the title Genesis and structure of Kant’s Anthropology, there arises a distancing and a rupture with any foundation proposal. In our reading, we will try to maintain that this movement of rupture and discontinuity existing between the texts of the 1960s and those of 1954 should be clarified in the light of what the philosopher identified in the modernity as an anthropological sleep. If in the 1954 texts the relation between madness and truth should be affirmed in psychology by the elaboration of a fundamental knowledge of man; now, from the 1960s, the foundationalist proposal gives way to a critical perspective in which the relation between madness and truth in psychology comes to be understood in terms of anthropological illusion. This concept, anthropological illusion, constitutes a central element for the understanding of the development of foucaultian philosophy, as well as pointing to the part that would have led to the formulation of the present criticism in History of madness, a work that premiered Archeology itself. |
| Palavras-chave: | Loucura Psicologia Verdade Homem Antropologia fundamental Ilusão antropológica Madness Psychology Truth Man Fundamental Anthropology Anthropological illusion |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Citação: | PEGDEN, Raphael Thomas Ferreira Mendes. Verdade e loucura nos primeiros escritos de Michel Foucault. 2019. 252 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24670 |
| Data de defesa: | 30-Jul-2019 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Filosofia |
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