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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24800| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Iniquidades em gestações de alto risco no Brasil, análise interseccional: Pesquisa Nacional de Saúde (2013-2019) |
| Título(s) alternativo(s): | Inequities in high-risk pregnancies in Brazil, intersectional analysis: National Health Survey (2013-2019) |
| Autor: | Melo-Ferreira, Vanessa de ![]() |
| Primeiro orientador: | Leon, Antônio Carlos Monteiro Ponce de |
| Primeiro coorientador: | Werneck, Guilherme Loureiro |
| Primeiro membro da banca: | Reichenheim, Michael Eduardo |
| Segundo membro da banca: | Verly Junior, Eliseu |
| Terceiro membro da banca: | Goes, Emanuelle Freitas |
| Quarto membro da banca: | Barber, Sharrelle |
| Resumo: | Este estudo pretendeu analisar como barreiras interseccionais ao cuidado obstétrico são estruturadas por marcadores sociais como raça, gênero, classe e território, com base em um ajuste do modelo teórico-conceitual adaptado de Góes (2018), fundamentado na teoria ecossocial de Krieger (2002). As condições autorreferidas de diabetes gestacional (DADG) e hipertensão gestacional (DAHG) foram utilizadas como medidas proxy de gestações de alto risco, devido à limitação de mensuração de todas as condições obstétricas relevantes. O objetivo foi avaliar iniquidades assistenciais no pré-natal e no parto de alto risco, sob uma perspectiva interseccional, com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 e 2019. A população estudada corresponde a 3.903.309 pessoas, segundo a PNS-2013 (n = 1.918), e a 4.163.574 na PNS-2019 (n = 2.245). Os resultados são apresentados em dois artigos. O primeiro identificou aumento da prevalência de DADG no período: de 1,74% (IC95%: 1,72%–1,75%) em 2013 para 2,82% (IC95%: 2,81%–2,84%) em 2019. O maior incremento ocorreu entre mulheres e outras pessoas que gestam pretas, com aumento de 1,99 pontos percentuais (0,33% em 2013; 2,32% em 2019). As maiores prevalências foram observadas entre pessoas com 40 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e na macrorregião Sul, que viviam com companheiro(a), receberam orientação sobre maternidade de referência e realizaram monitoramento glicêmico recente. Em ambas as edições da PNS, pessoas pardas apresentaram os piores indicadores de cuidado, com maior proporção de atendimentos pré-natal e parto inadequados, tanto no grupo com DADG quanto na população sem esse diagnóstico. O segundo artigo analisou a experiência de pessoas com DAHG. A análise estatística identificou interações estatisticamente significativas entre raça, escolaridade e urbanidade em desfechos relacionados à inadequação do cuidado. Na PNS-2019, pessoas pretas residentes em áreas urbanas apresentaram um RERI de 1,66 (IC95%: 0,07–3,25) quanto ao desfecho de inadequação de acesso ao pré-natal oportuno e completo (início até a 12ª semana + ≥7 consultas), com RR (Razão de Risco) de 2,14 (IC95%: 0,75-6,13), indicando interação aditiva relevante, embora sem significância estatística isolada na RR. Na PNS-2013, pessoas pardas com baixa escolaridade apresentaram um RERI de 1,07 (IC95%: 0,14–2,00) e RR de 1,35 (IC95%: 0,56–3,24) no desfecho de incompletude na realização de exames laboratoriais básicos (hemograma, VDRL, HIV, urina), indicando maior dificuldade no acesso a testes essenciais. No desfecho de inadequação quanto à orientação sobre a maternidade de referência para o parto, na PNS-2019, observou-se RERI de 1,75 (IC95%: 0,90–2,59) entre respondentes pretas urbanas, apesar do RR de 0,98 (IC95%: 0,35–2,72), sugerindo lacuna de acesso à informação. Os achados reforçam a necessidade de incorporar as interseccionalidades entre marcadores sociais nas políticas de atenção pré-natal, a fim de enfrentar iniquidades estruturais e avançar na construção de futuros mais equânimes no âmbito dos serviços de saúde no Brasil. |
| Abstract: | This study aimed to analyze how intersectional barriers to obstetric care are structured by social markers such as race, gender, class and territory, based on an adjusted version of the theoretical-conceptual model adapted from Góes (2018), grounded in Krieger’s ecosocial theory (2002). Self-reported conditions of gestational diabetes mellitus (srGDM) and gestational hypertension (srGH) were used as proxy measures for high-risk pregnancies, due to limitations in measuring all relevant obstetric conditions. The objective was to assess healthcare inequities in high-risk prenatal and delivery care from an intersectional perspective, based on data from the Brazilian National Health Survey (PNS) for the years 2013 and 2019. The study population consisted of 3,903,309 individuals in the PNS-2013 (n = 1,918) and 4,163,574 individuals in the PNS-2019 (n = 2,245). The results are presented in two manuscripts. The first identified an increase in the prevalence of srGDM over the study period: from 1.74% (95% CI: 1.72%–1.75%) in 2013 to 2.82% (95% CI: 2.81%–2.84%) in 2019. The most significant increase was observed among Black women and other Black pregnant people, with a 1.99 percentage point rise (0.33% in 2013; 2.32% in 2019). Higher prevalence rates were found among individuals aged 40 or older, those living in urban areas and in the South macro-region, those with a partner, those who received guidance about referral maternity hospitals, and those who had recently monitored their blood glucose. In both PNS editions, Brown (“Parda”) respondents showed the poorest care indicators, with higher proportions of inadequate prenatal and delivery care, both among those with srGDM and among those without the condition. The second manuscript examined the experience of respondents with srGH. The statistical analysis identified statistically significant interactions between race, education level, and urban residency in relation to inadequate care outcomes. In PNS-2019, Black urban residents had a Relative Excess Risk due to Interaction (RERI) of 1.66 (95% CI: 0.07–3.25) for the outcome of inadequate access to timely and complete prenatal care (initiation by the 12th gestational week and ≥7 consultations), with a Risk Ratio (RR) of 4.71 (95% CI: 0.49–44.99), indicating relevant additive interaction despite the RR not being statistically significant on its own. In PNS-2013, Brown (“Parda”) individuals with low education levels showed a RERI of 1.07 (95% CI: 0.14–2.00) and RR of 1.35 (95% CI: 0.56–3.24) for incomplete completion of basic laboratory tests (such as blood count, VDRL, HIV, and urinalysis), indicating greater difficulty in accessing essential tests. Regarding inadequate guidance on the referral maternity hospital for delivery, PNS-2019 data revealed a RERI of 1.75 (95% CI: 0.90–2.59) among urban Black respondents, although the RR was 0.98 (95% CI: 0.35–2.72), suggesting a gap in access to information. The findings underscore the need to incorporate the intersectionality of social markers into prenatal care policies in order to address structural inequities and advance toward building a more equitable future within Brazil’s healthcare services. |
| Palavras-chave: | Gravidez de alto risco Enquadramento interseccional Desigualdade de saúde Cuidado pré-natal Diabetes gestacional Hipertensão induzida pela gravidez Interseccionalidade Racismo Gestação de Alto Risco Hipertensão Gestacional Intersectional Framework Racism Pregnancy, High-Risk Gestational Diabetes Gestational Hypertension |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Citação: | MELO-FERREIRA, Vanessa de. Iniquidades em gestações de alto risco no Brasil, análise interseccional: Pesquisa Nacional de Saúde (2013-2019). 2025. 227 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Embargado |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24800 |
| Data de defesa: | 17-Mar-2025 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Saúde Coletiva |
Arquivos associados a este item:
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| CRN - Vanessa de Melo Ferreira - 2025.pdf | 315,43 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| Termo - Vanessa de Melo Ferreira - 2025.pdf | 1,49 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| Tese - Vanessa de Melo Ferreira - 2025 - Completa.pdf | 4,99 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia |
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