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Tipo do documento: Dissertação
Título: Mortalidade de pacientes oncológicos com sepse como ferramenta para prática de enfermagem em terapia intensiva: estudo de coorte
Título(s) alternativo(s): Mortality of oncology patients with sepsis as a tool for intensive care nursing practice: cohort study
Autor: Eloi, Giullia Victoria Menezes de Aquino 
Primeiro orientador: Henrique, Danielle de Mendonça
Primeiro membro da banca: Silva, Marcelle Miranda da
Segundo membro da banca: Camerini, Flávia Giron
Resumo: Este estudo tem como objeto a mortalidade de pacientes oncológicos com diagnóstico de sepse como ferramenta para monitoramento e orientação da prática de enfermagem em unidades de terapia intensiva. Pacientes oncológicos apresentam maior probabilidade de desenvolver sepse em comparação com a população geral. Os mecanismos subjacentes ao aumento da mortalidade em pacientes com câncer e sepse são de natureza multifatorial. O tratamento oncológico pode alterar a resposta imunológica do hospedeiro, o que pode resultar em uma maior predisposição à infecção. Quando correlacionada com pacientes oncológicos, o risco de sepse pode ser potencializado em dez vezes, quando comparado aos pacientes sem câncer. Objetivo: Analisar a mortalidade de pacientes oncológicos diagnosticados com sepse em comparação aos sem sepse internados entre os anos de 2020 a 2023 na unidade de terapia intensiva na perspectiva da prática de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo observacional com desenho de coorte, realizado a partir de dados da Unidade de Terapia Intensiva de um hospital Universitário localizado no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foi considerado como critério de inclusão os pacientes com idade igual ou superior a 18 anos, com diagnóstico de tumor sólido, hematológico e ou metástase e. Demonstrado a caracterização sociodemográfica e clínicas através da frequência absoluta (n) e relativa (%). A coleta de dados entre fevereiro e maio de 2024. Este estudo foi aprovado pelo Comite de Ética e Pesquisa (CEP). Resultados: Foram analisados 1249 pacientes oncológicos, destes 866 (69,33%) não apresentaram diagnóstico de sepse e 382 (30,67%) tiveram sepse descrita em prontuário. A taxa de mortalidade na população geral de pacientes oncológicos, foi calculada em 26,60%, quando esse desfecho foi observado em relação a presença de sepse, foi observado que nos pacientes oncológicos com sepse a taxa de mortalidade foi de 52,62%. A relação das comorbidades e mortalidade de pacientes oncológicos, identificou maior chance de óbito na vigência de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Odds Ratio 79.3%) e tabagismo (Odds Ratio 76.9%). Pacientes dialíticos têm 2.4 vezes maior chance de óbito independente da presença de sepse.Diabetes Melitus foi evidenciada como uma comorbidade que aumenta a chance de óbito em pacientes oncológicos com sepse em 46.3%. Conclusão: Nas unidades de terapia intensiva, a enfermagem desempenha um papel crucial na detecção precoce da sepse. O monitoramento constante dos sinais específicos do paciente, a avaliação de parâmetros laboratoriais e a observação cuidadosa das alterações clínicas. Apesar de melhoras na sobrevida de pacientes oncológicos, a mortalidade para aqueles que possuem o diagnóstico de sepse ainda é significativamente elevada. A detecção precoce e tomada de decisão rápida interferem no prognostico do paciente.
Abstract: This study focuses on the mortality of cancer patients diagnosed with sepsis as a tool for monitoring and guiding nursing practice in intensive care units. Cancer patients are more likely to develop sepsis compared to the general population. The mechanisms underlying increased mortality in patients with cancer and sepsis are multifactorial in nature. Cancer treatment can alter the host's immune response, which can result in a greater predisposition to infection. When correlated with cancer patients, the risk of sepsis can be increased tenfold when compared to patients without cancer. Objective: To analyze the mortality of cancer patients diagnosed with sepsis compared to those without sepsis admitted between 2020 and 2023 in the intensive care unit from the perspective of nursing practice. Method: This is an observational study with a cohort design, carried out using data from the Intensive Care Unit of a University hospital located in Rio de Janeiro, RJ, Brazil. The inclusion criteria were patients aged 18 years or over, diagnosed with a solid, hematological and/or metastasis tumor. The sociodemographic and clinical characterization was demonstrated through absolute (n) and relative frequency (%). Data collection between February and May 2024. This study was approved by the Research Ethics Committee. Results: 1249 cancer patients were analyzed, of which 866 (69.33%) did not have a diagnosis of sepsis and 382 (30.67%) had sepsis described in their medical records. The mortality rate in the general population of cancer patients was calculated at 26.60%. When this outcome was observed in relation to the presence of sepsis, it was observed that in cancer patients with sepsis the mortality rate was 52.62%. The relationship between comorbidities and mortality in cancer patients identified a greater chance of death in the presence of Chronic Obstructive Pulmonary Disease (Odds Ratio 79.3%) and smoking (Odds Ratio 76.9%). Dialysis patients have a 2.4 times greater chance of death regardless of the presence of sepsis. Diabetes Melitus was evidenced as a comorbidity that increases the chance of death in cancer patients with sepsis by 46.3%. Conclusion: In intensive care units, nursing plays a crucial role in the early detection of sepsis. Constant monitoring of patient-specific signs, evaluation of laboratory parameters and careful observation of clinical changes. Despite improvements in the survival of cancer patients, mortality for those diagnosed with sepsis is still significantly high. Early detection and quick decision-making affect the patient's prognosis.
Palavras-chave: Oncologia
Sepse
Enfermagem
Unidade de terapia intensiva
Mortalidade
Oncology
Sepsis
Nursing
Intensive care unit
Mortality
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
Programa: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Citação: ELOI, Giullia Victoria Menezes de Aquino. Mortalidade de pacientes oncológicos com sepse como ferramenta para prática de enfermagem em terapia intensiva: estudo de coorte. 2025. 95 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Enfermagem, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24826
Data de defesa: 27-Mar-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Enfermagem



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