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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24830| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Políticas de currículo para Geografia: uma abordagem discursiva sobre a centralidade do raciocínio geográfico na BNCC |
| Título(s) alternativo(s): | Curriculum polices for Geography: a discursive approach to the centrality of geographical reasoning in the BNCC |
| Autor: | Silva, Matheus Lucas dos Santos ![]() |
| Primeiro orientador: | Costa, Hugo Heleno Camilo |
| Primeiro membro da banca: | Pereira, Talita Vidal |
| Segundo membro da banca: | Rocha, Ana Angelita Costa Neves da |
| Resumo: | Esta pesquisa aborda sentidos que se articulam na hegemonização do raciocínio geográfico na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental Anos Finais (EFAF). Busca-se tensionar as tentativas de padronização envolvidas no processo de ensino e aprendizagem de Geografia na educação básica ao defenderem um único tipo de raciocínio geográfico como legítimo. Assim, o estudo questiona: quais sentidos de Geografia estão sendo articulados por meio da hegemonia do significante raciocínio geográfico na construção da política de currículo da BNCC para o Ensino Fundamental? O objetivo geral consiste em investigar os processos envolvidos na hegemonização de discursos em torno do Raciocínio Geográfico na BNCC. Como objetivos específicos: I) Problematizar a BNCC de Geografia considerando-a como uma política de controle de subjetividades; II) Discutir a atuação do Povo Disciplinar de Geografia na construção da política de currículo; III) Compreender a formação de hegemonias na educação geográfica e os diferentes discursos que se constituem como fixadores de sentidos do campo curricular. Tendo como estratégia interpretativa a Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe (2015), a perspectiva desconstrucionista de Jacques Derrida (2002) e os estudos do campo do currículo de Alice Lopes e Elizabeth Macedo (2011), o trabalho propõe pensar a BNCC de Geografia como um momento de uma política curricular mais ampla, mas que tende a fechar o fluxo de significação de maneira provisória e contextual. Assim, marca-se a discussão em um registro pós-estrutural e pós-fundacional ao lidar com a linguagem como opaca, em que são produzidos discursos por processos de tradução na relação com a alteridade. A abordagem discursiva é subsidiada pela pesquisa documental e bibliográfica, utilizando-se as noções de tradução, discurso, hegemonia, articulação, antagonismo e exclusão como possíveis operadores interpretativos da política curricular de Geografia. Chama atenção para uma leitura precária e provisória do raciocínio geográfico na disputa pela hegemonização de sentidos fixos para a Geografia escolar. Como resultados, considera-se que a hegemonia do raciocínio geográfico da BNCC se constitui pela articulação de perspectivas comportamentais e cientificistas que auxiliam em uma suposta resolução de problemas cotidianos, ao mesmo tempo em que atende às demandas do mundo do trabalho. Tais defesas em torno do raciocínio geográfico da BNCC enfatizam a Educação Geográfica como um campo subordinado à epistemologia científica, ao deslegitimar outras formas de produção de conhecimento geográfico, bem como o contexto sócio-histórico da Geografia como uma disciplina produzida pelos contextos escolares dotada de uma cultura própria. Portanto, esta pesquisa defende pensar o currículo de Geografia como texto, em que desenvolvemos nossas próprias práticas espaciais de significação ao negociar a leitura espacial num por vir. |
| Abstract: | This research addresses the meanings articulated in the hegemonization of geographical reasoning within the Base Nacional Comum Curricular (BNCC) for Lower Secondary Education (Ensino Fundamental Anos Finais – EFAF). It seeks to problematize the attempts at standardization involved in the teaching and learning process of Geography in basic education, insofar as they defend a single type of geographical reasoning as legitimate. Thus, the study asks: what meanings of Geography are being articulated through the hegemony of the signifier “geographical reasoning” in the construction of the BNCC’s curriculum policy for Lower Secondary Education? The general objective is to investigate the processes involved in the hegemonization of discourses around Geographical Reasoning in the BNCC. The specific objectives are: (i) to problematize the Geography BNCC by considering it as a policy of subjectivity control; (ii) to discuss the role of the Disciplinary Community of Geography in the construction of curriculum policy; and (iii) to understand the formation of hegemonies in geographical education and the different discourses that constitute themselves as meaning-fixers of the curricular field. As its interpretative strategy, the research draws on Ernesto Laclau and Chantal Mouffe’s (2015) Discourse Theory, Jacques Derrida’s (2002) deconstructionist perspective, and the studies of Alice Lopes and Elizabeth Macedo (2011) in the field of curriculum. The work proposes to think of the Geography BNCC as a moment within a broader curricular policy, one that tends to provisionally and contextually close the flow of signification. In this sense, the discussion is framed within a post-structural and post-foundational register, dealing with language as opaque, in which discourses are produced through translation processes in relation to alterity. The discursive approach is supported by documentary and bibliographical research, employing the notions of translation, discourse, hegemony, articulation, antagonism, and exclusion as possible interpretative operators of Geography curriculum policy. It calls attention to the precarious and provisional reading of geographical reasoning in the struggle for the hegemonization of fixed meanings for school Geography. As results, it is considered that the hegemony of geographical reasoning in the BNCC is constituted by the articulation of behavioral and scientistic perspectives that support a supposed resolution of everyday problems while simultaneously meeting the demands of the labor market. Such defenses around geographical reasoning in the BNCC emphasize Geographical Education as a field subordinated to scientific epistemology, delegitimizing other forms of geographical knowledge production, as well as the socio-historical context of Geography as a discipline produced within schools and endowed with its own culture. Therefore, this research argues for thinking of the Geography curriculum as text, in which we develop our own spatial practices of signification by negotiating a spatial reading of a yet-to-come. |
| Palavras-chave: | Currículos Ensino de geografia Raciocínio geográfico Pós-estruturalismo Base Nacional Comum Curricular Curriculum Geography teaching Geographical reasoning Post-structuralism National Common Curricular Base |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Educação |
| Citação: | SILVA, Matheus Lucas dos Santos. Políticas de currículo para Geografia: uma abordagem discursiva sobre a centralidade do raciocínio geográfico na BNCC. 2025. 113 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24830 |
| Data de defesa: | 6-Mai-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Educação |
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| Dissertação - Matheus Lucas dos Santos Silva - 2025 - Completa.pdf | 1,07 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
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