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Tipo do documento: Dissertação
Título: O Sarau Janelas Floridas: a tecitura de um lugar de reexistência com a Escola Pública
Título(s) alternativo(s): The Janelas Floridas Soiree: sewing of a place of reexistence with the Public School
Autor: Barboza, Jacqueline Lemos 
Primeiro orientador: Alves, Luciana Pires
Primeiro membro da banca: Bezerra, Nielson da Rosa
Segundo membro da banca: Silva, Nancy Lamenza Sholl da
Resumo: A presente pesquisa se debruça sobre a experiência do Sarau Janelas Floridas como prática de enfrentamento e produção de reexistência brincante e o seu percurso como forma de luta. Aqui, a festa, a brincadeira, a alegria não são tomadas como antagonistas da seriedade e do rigor de luta pela escola pública popular e pela invenção de modos de conhecer, legítimos aos olhos e sentidos das crianças, professoras e demais compartilhantes da trajetória da pesquisadora. A escrita em primeira pessoa assume aqui a dimensão coletiva de si, como espaço da escritura onde se encontram fios urdidos na poética da relação com o espaço singular de uma escola centenária, palco de tantas histórias e elemento de tantas lutas. Nesse processo, é assumido também o exercício de ampliar o existir nas tramas do cotidiano com os diferentes viventes desse espaço, como a dimensão vegetal da vida. As plantas, as flores, as árvores não são cenários, mas sim presenças próximas e essenciais para reexistir, o que aproxima a pesquisa da virada vegetal intensificada pela COVID-19, quando as plantas retomaram espaços de onde haviam sido brutalmente removidas e tornaram a encher de cor e vida o espaço da escola, onde o processo de aniquilação, promovido pelo Capital já deixava seu rastro de destruição. Criar coletivamente uma forma de reinventar nossa existência, resistindo para reexistir, o Sarau inicia como um coletivo de pessoas que dispunham de compromisso com o patrimônio e sonhos. Assumir a narrativa deste movimento é um compromisso com o passado e o futuro da escola. Impactada a comunidade escolar, por um projeto de desmonte do espaço público de educação para a construção de um empreendimento cujo objetivo é atender à voracidade do Mercado, soubemos, desde sempre, que seria necessário criar formas inventivas de resistência e reexistência, já que esse projeto cuidava de condenar este lugar de memória, quando não pela destruição das máquinas e tratores, mais flagrantemente pelo abandono a que era relegada a estrutura física do espaço que lutamos para transformar por meio de decreto em patrimônio da cidade. Nessa composição dialógica de mundo, o Sarau, que recebe o nome “Janelas Floridas” em menção a uma das práticas da fundadora da Escola, vem acrescentando novas proposições e finalidades e a cada edição mostra uma organização e uma vertente em constante modificação, propondo novos objetivos e firmando-se como prática escolar coletiva, ao mesmo tempo em que denuncia o plano de ação do Capital em conluio com os poderes governamentais da cidade.
Abstract: This research focuses on the experience of the Sarau Janelas Floridas as a practice of confrontation and production of playful re-existence and its trajectory as a form of struggle. Here, the party, the game, the joy are not taken as antagonists to the seriousness and rigor of the struggle for the popular public school and for the invention of ways of knowing, legitimate in the eyes and senses of the children, teachers and other sharers of the researcher’s trajectory. The writing in the first person assumes here the collective dimension of itself, as a space of writing where threads are woven, in the poetics of the relationship with the singular space of a century-old school, stage of so many stories and element of so many struggles. In this process, the exercise of expanding existence in the plots of everyday life with the different inhabitants of this space is also assumed, as the vegetal dimension of life. Plants, flowers, and trees are not settings, but rather close and essential presences for re-existing, which brings the research closer to the vegetal turn, intensified by COVID-19, when plants reclaimed spaces from which they had been brutally removed and once again filled the school space with color and life, where the process of annihilation, promoted by Capital, had already left its trail of destruction. Collectively creating a way to reinvent our existence, resisting in order to re-exist, Sarau began as a collective of people who were committed to heritage and dreams. Taking on the narrative of this movement is a commitment to the past and future of the school. The school community was impacted by a project to dismantle the public educational space to build a project whose goal is to meet the greed of the market. We knew from the beginning that it would be necessary to create inventive forms of resistance and re-existence, since this path was designed to condemn this place of memory, if not by destroying the tractors, but more blatantly by the abandonment to which the physical structure of the space that we fought to transform by decree into the city’s heritage was relegated. In this dialogical composition of the world, the Sarau, which is called Janelas Floridas (Florida Windows), in reference to one of the practices of the school’s founder, has been adding new propositions and purposes. And with each edition, it shows a organization and a trend that is constantly changing, proposing new objectives and establishing itself as a collective school practice, while at the same time denouncing the action plan of Capital, in collusion with the city’s governmental powers.
Palavras-chave: soiree
art
inventive re-existence
experience
narrative
Sarau
Arte
reexistência inventiva
experiência
narrativa
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação da Baixada Fluminense
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação
Citação: BARBOZA, Jacqueline Lemos. O Sarau Janelas Floridas: a tecitura de um lugar de reexistência com a Escola Pública. 2025. 148 f. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24883
Data de defesa: 16-Jun-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação



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