Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24909
Tipo do documento: Tese
Título: Perfil dos hormônios tireoidianos em mulheres durante o tratamento de reprodução assistida (fertilização in vitro) e a gestação
Título(s) alternativo(s): Thyroid hormone profile in women during assisted reproduction treatment (in vitro fertilization) and pregnancy
Autor: Oliveira, Yuri Ian Lima Alves de 
Primeiro orientador: Tavares, Ana Beatriz Winter
Primeiro coorientador: Leão, Lenora Maria Camarate Silveira Martins
Primeiro membro da banca: Oliveira, Marco Aurélio Pinho de
Segundo membro da banca: Kendler, Daniel Barretto
Terceiro membro da banca: Teixeira, Patrícia de Fátima dos Santos
Quarto membro da banca: Lima, Giovanna Aparecida Balarini
Resumo: A disfunção tireoidiana é comum em mulheres em idade reprodutiva e pode afetar a fertilidade e os desfechos gestacionais. Os dados sobre a estimulação ovariana controlada (EOC) e fertilização in vitro (FIV) na função tireoidiana são heterogêneos e discordantes. Este projeto teve como objetivo avaliar se há variações significativas na função tireoidiana durante a EOC e FIV em ciclos com transferência de embriões congelados até o final do primeiro trimestre, além de investigar se a detectabilidade (e não apenas a positividade) de autoanticorpos antitireoidianos se relaciona com a reserva ovariana em mulheres atendidas numa clínica de fertilidade. Foram avaliadas 453 mulheres submetidas à EOC para análise da associação entre anticorpos antitireoidianos e reserva ovariana, por meio dos níveis de anti-Mülleriano (AMH) e contagem de folículos antrais (CFA). Os anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO) e anti-tireoglobulina (anti-Tg) foram classificados em indetectáveis, pouco detectáveis, moderadamente detectáveis e positivos. Das participantes, 24,4% apresentaram pelo menos um dos anticorpos positivos. A detecção dos autoanticorpos em baixos níveis foi a mais prevalente: 42,3% para anti-TPO, e 66,9% para anti-Tg. No entanto, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os níveis de autoanticorpos e os parâmetros de reserva ovariana (AMH < ou ≥ 1,1 ng/mL; CFA < ou ≥ 7 folículos), nem correlação entre TSH e estes marcadores. Também estudamos prospectivamente 275 mulheres eutireoideas para avaliar alterações nos níveis de TSH, T4 livre e total durante a EOC, FIV e o primeiro trimestre da gestação. As participantes usaram FSH/LH recombinante e progesterona para bloqueio hipofisário, seguidos por agonista de GnRH e congelamento total de embriões. A função tireoidiana foi monitorada em sete momentos, do início da EOC até 90 dias após a transferência embrionária. Observou-se aumento transitório de TSH após a EOC (de 1,47±0,47 para 1,82±0,79 mUI/L; p=0,001), com pico na confirmação da gestação (1,86±0,74 mUI/L); apenas 2,8% ultrapassaram 4,0 mUI/L. Os níveis basais de TSH foram semelhantes aos do final do primeiro trimestre (1,47±0,47 x 1,36±0,61 mUI/L; p=0,108). T4 livre e total não se correlacionaram com TSH em nenhum momento. A positividade de autoanticorpos antitireoidianos foi baixa: anti-TPO (4,9%), anti-Tg (1,7%) e ambos (2,9%), sem impacto relevante sobre os níveis de TSH ou desfechos gestacionais no primeiro trimestre. Concluímos que, embora detectáveis em parte das mulheres, os autoanticorpos antitireoidianos não se associaram à reserva ovariana. A função tireoidiana sofre alterações transitórias durante a EOC e o início da gestação, mas os níveis de TSH não diferem significativamente ao final do primeiro trimestre quando comparados ao basal. Como o pico de TSH ocorreu na confirmação da gravidez, sugerimos sua avaliação antes da EOC, no dia da confirmação da gestação em ciclos “freeze-all” e ao final do primeiro trimestre.
Abstract: Thyroid dysfunction is common among women of reproductive age and can affect fertility and pregnancy outcomes. The detectability of thyroid autoantibodies in this population had not been previously studied. Data on ovarian stimulation (OS) and in vitro fertilization (IVF) in the context of thyroid function are heterogeneous and inconsistent. This study aimed to assess whether thyroid function varies significantly during OS and IVF cycles involving frozen embryo transfer (FET) up to the end of the first trimester, and whether detectability—not just positivity—of thyroid autoantibodies correlates with ovarian reserve in women treated at a fertility clinic. We evaluated 453 women undergoing OS to investigate associations between thyroid autoantibodies and ovarian reserve, assessed via anti-Müllerian hormone (AMH) levels and antral follicle count (AFC). Anti-thyroid peroxidase antibody (TPOAb) and antithyroglobulin antibody (TgAb) were categorized as undetectable, minimally, moderately detectable, or positive. 24.4% of participants had at least one positive antibody. Most patients had detectable autoantibodies at low levels (42.3% for TPOAb and 66.9% for TgAb), but no statistically significant differences were found between antibody levels and ovarian reserve (AMH < or ≥ 1.1 ng/mL; AFC < or ≥ 7 follicles). TSH levels did not show correlation with ovarian reserve markers. In a prospective study, 275 euthyroid women were monitored for changes in TSH, free T4, and total T4 during OS, IVF, and early pregnancy. Participants received recombinant FSH/LH and progesterone for pituitary suppression, followed by GnRH agonist for final maturation and total embryo freezing. Thyroid function was assessed at seven time points, from OS initiation to 90 days post-embryo transfer. A transient TSH increase was observed after OS (1.47±0.47 to 1.82±0.79 mIU/L; p=0.001), peaking at pregnancy confirmation (1.86±0.74 mIU/L), with only 2.8% exceeding 4.0 mIU/L. Baseline and first-trimester TSH levels were similar (1.47±0.47 vs. 1.36±0.61 mIU/L; p=0.108). Free and total T4 levels did not correlate with TSH. Thyroid autoantibody prevalence was low—TPOAb (4.9%), TgAb (1.7%), both (2.9%)—with no significant effect on TSH or pregnancy outcomes. In conclusion, thyroid autoantibodies were not associated with ovarian reserve. Despite transient fluctuations in thyroid function during OS and early pregnancy, TSH levels did not demonstrate difference at the end of the first trimester compared to baseline. Given the TSH peak at pregnancy confirmation, TSH should be assessed before OS, at pregnancy confirmation in "freeze-all" cycles, and at the end of the first trimester.
Palavras-chave: Infertilidade
Hormônios tireoidianos
Fertilização in vitro
Indução da ovulação
Infertility
Thyroid hormones
In vitro fertilization
Ovulation induction
Hormônios Tireóideos
Infertilidade Feminina
Fertilização in vitro
Indução da Ovulação
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::GINECOLOGIA E OBSTETRICIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental
Citação: OLIVEIRA, Yuri Ian Lima Alves de. Perfil dos hormônios tireoidianos em mulheres durante o tratamento de reprodução assistida (fertilização in vitro) e a gestação. 2025. 79 f. Tese (Doutorado em Fisiopatologia Clínica e Experimental) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24909
Data de defesa: 5-Ago-2025
Aparece nas coleções:Doutorado em Fisiopatologia Clínica e Experimental



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.