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Tipo do documento: Dissertação
Título: Avaliação comparativa dos custos de rastreamento do câncer de colo uterino segundo as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde para o município do Rio de Janeiro
Título(s) alternativo(s): Comparative assessment of cervical cancer screening costs according to the Ministry of Health and World Health Organization guidelines for the city of Rio de Janeiro
Autor: Monteiro, Mônica Barbosa 
Primeiro orientador: Brollo, Leila Cristina Soares
Primeiro membro da banca: Amadeu, Thaís Porto
Segundo membro da banca: Miranda, Fátima Regina Dias
Terceiro membro da banca: Barreto, Ana Paula Menna
Resumo: O câncer de colo uterino é um problema de saúde pública, sendo a quarta principal causa de óbitos femininos no Brasil, com cerca de 16 mil novos casos e 6 mil óbitos anualmente. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento por citologia a cada três anos. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que lançou um novo protocolo em 2020, propõe o teste molecular para o rastreio do HPV, que pode ser coletado por um profissional de saúde ou por autocoleta, com uma periodicidade de cinco ou dez anos. Essa mudança de protocolo motivou a presente investigação para analisar a sua vantagem financeira em comparação com o protocolo nacional e as práticas atuais no município do Rio de Janeiro. Para a metodologia, foram criados quatro grupos de análise: um que avaliou a quantidade de exames realizados entre 2005 e 2019 e outros três que estimaram a quantidade ideal de rastreios para o mesmo período, com base nos diferentes protocolos. Os custos foram somados considerando o tipo de teste, a frequência, o material e a mão de obra. Como resultado, estimou-se que seriam necessárias 11.901.201 colpocitologias, mas apenas 3.530.126 foram efetivamente realizadas. O custo do rastreamento real atingiu R$ 93.336.531,44, enquanto o custo ideal, segundo o Ministério da Saúde, seria de R$ 317.642.307,32. Já o protocolo da OMS, com intervalo de 5 anos, apresentou um custo de R$ 587.176.534,12 (com profissional) e R$ 545.735.329,26 (com autocoleta). Para o intervalo de 10 anos, os custos foram de R$ 388.298.367,40 (com profissional) e R$ 360.893.402,70 (com autocoleta). Em conclusão, a quantidade de citologias realizadas foi significativamente inferior à estimada, o que sugere a necessidade de revisão do protocolo do MS. Além disso, apesar de o custo inicial do protocolo da OMS ser maior que o do MS, o estudo considera sua adoção financeiramente vantajosa a longo prazo, pois o teste HPV-DNA é mais eficaz e pode resultar em uma redução de custos com tratamento posterior.
Abstract: Cervical cancer is a public health issue and the fourth leading cause of female deaths in Brazil, with approximately 16,000 new cases and 6,000 deaths annually. The Ministry of Health currently recommends cytology-based screening every three years. In contrast, the World Health Organization (WHO), which launched a new protocol in 2020, proposes molecular testing for HPV, which can be collected by a healthcare professional or through self-sampling, with a periodicity of five or ten years. This protocol change motivated the present investigation to analyze its financial advantage compared to the national protocol and current practices in the city of Rio de Janeiro. For the methodology, four analysis groups were created: one that evaluated the number of exams performed between 2005 and 2019, and three others that estimated the ideal number of screenings for the same period based on the different protocols. Costs were calculated by considering the type of test, frequency, materials, and labor. The results showed that an estimated 11,901,201 Pap tests would have been necessary, but only 3,530,126 were effectively performed. The actual screening cost reached R$ 93,336,531.44, while the ideal cost, according to the Ministry of Health, would be R$ 317,642,307.32. The WHO protocol, with a 5-year interval, presented a cost of R$ 587,176,534.12 (with a professional) and R$ 545,735,329.26 (with self-sampling). For the 10-year interval, the costs were R$ 388,298,367.40 (with a professional) and R$ 360,893,402.70 (with self-sampling). In conclusion, the number of cytology tests performed was significantly lower than estimated, which suggests the need for a revision of the Ministry of Health's protocol. Furthermore, although the initial cost of the WHO protocol is higher than that of the Ministry of Health, the study considers its adoption to be financially advantageous in the long term, as the HPV-DNA test is more effective and can result in a reduction of subsequent treatment costs.
Palavras-chave: Câncer de colo uterino
Displasia cervical
Programas de rastreamento
Organização Mundial da Saúde
Política de saúde
Cervical cancer
Cervical dysplasia
Screening programs
World Health Organization
Health policy
Neoplasias do colo do útero – Prevenção e controle
Neoplasias do colo do útero – Economia
Análise custo-benefício – Economia
Programas de rastreamento – Economia
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::GINECOLOGIA E OBSTETRICIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Citação: MONTEIRO, Mônica Barbosa. Avaliação comparativa dos custos de rastreamento do câncer de colo uterino segundo as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde para o município do Rio de Janeiro. 2025. 60 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24910
Data de defesa: 2-Set-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Médicas



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