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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24911| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Estudo retrospectivo de infecção por citomegalovírus através das técnicas automatizadas de imuno-histoquímica e hibridização in situ em biópsias de enxerto renal de pacientes transplantados do Hospital Universitário Pedro Ernesto no período de 2019 a 2023 |
| Título(s) alternativo(s): | Retrospective study of cytomegalovirus infection through automated immunohistochemistry and in situ hybridization techniques in renal allograft biopsies from transplanted patients at Pedro Ernesto University Hospital between 2019 and 2023 |
| Autor: | Ferreira, Juliana Vitor Rangel ![]() |
| Primeiro orientador: | Costa, Andrea Monte Alto |
| Primeiro coorientador: | Pôrto, Luís Cristóvão de Moraes Sobrino |
| Primeiro membro da banca: | Amadeu, Thaís Porto |
| Segundo membro da banca: | Bastos, Nina Carrossini |
| Resumo: | O citomegalovírus humano (HCMV) é um vírus DNA pertencente à família dos beta-herpesvírus, que se replica no núcleo da célula infectada. Após a infecção primária, o HCMV pode permanecer latente por toda a vida do hospedeiro e se reativar em indivíduos imunossuprimidos, como pacientes transplantados, devido à redução das defesas imunológicas. Em receptores de transplante renal, a reativação do HCMV pode contribuir para a rejeição do aloenxerto e comprometer tanto a sobrevida do paciente quanto a do enxerto. O diagnóstico da infecção pode ser realizado por métodos como antigenemia pp65, reação em cadeia da polimerase (PCR) e, em casos de suspeita de doença invasiva, por biópsias renais, nas quais a presença viral pode ser evidenciada por inclusões virais intranucleares e citoplasmáticas ou pela detecção direta de antígenos por meio da imuno-histoquímica (IHQ) ou ácidos nucleicos virais através da técnica de hibridização in situ cromogênica (CISH). Estas técnicas histológicas são altamente específicas e permitem determinar o envolvimento direto do HCMV no tecido examinado. Este estudo teve como objetivo avaliar a presença do HCMV em biópsias renais de pacientes transplantados por meio das técnicas automatizadas de IHQ e CISH, comparar as duas técnicas, e realizar a padronização e implementação dessas metodologias no laboratório de Anatomia Patológica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Trata-se de um estudo retrospectivo, no qual foram analisadas 33 amostras de biópsias de enxerto renal fixadas em formalina e incluídas em parafina, provenientes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), coletadas entre 2019 e 2023. Adicionalmente, foram utilizadas 10 amostras de diferentes tecidos para validação dos protocolos das duas técnicas. Ambas as metodologias demonstraram sensibilidade e especificidade satisfatórias e os protocolos foram validados. Entre as amostras de biópsia renal 18 amostras foram positivas para CISH e somente 1 amostra foi positiva em ambas as técnicas. Os resultados indicam que a técnica de CISH foi mais sensível que a IHQ na detecção de células infectadas por HCMV, especialmente em casos com número reduzido de células infectadas ou padrões morfológicos não clássicos. A partir dos achados, foi possível implementar e padronizar ambas as técnicas automatizadas para uso diagnóstico assistencial e em pesquisa, beneficiando pacientes transplantados renais e outros grupos de pacientes com suspeita clínica ou histológica de infecção por HCMV, proporcionando um aprimoramento diagnóstico da Disciplina de Anatomia Patológica da UERJ e as metodologias desenvolvidas poderão ser aplicadas na investigação de outras doenças infecciosas. |
| Abstract: | Human cytomegalovirus (HCMV) is a DNA virus belonging to the beta-herpesvirus family that replicates in the nucleus of the infected cell. After primary infection, HCMV can remain latent throughout the host's lifetime and reactivate in immunosuppressed individuals, such as transplant recipients, due to reduced immune defenses. In renal transplant recipients, HCMV reactivation may contribute to allograft rejection and compromise both patient and graft survival. Diagnosis can be performed using methods such as pp65 antigenemia, polymerase chain reaction (PCR), and, in cases of suspected invasive disease, renal biopsies, in which viral presence can be evidenced by intranuclear and cytoplasmic viral inclusions or by direct detection of antigens via immunohistochemistry (IHC) or viral nucleic acids through chromogenic in situ hybridization (CISH) technique. These histological techniques are highly specific and allow determination of the direct involvement of HCMV in the examined tissue. This study aimed to evaluate the presence of HCMV in renal biopsies of transplant patients using automated IHC and CISH techniques, to compare the two methods, and to standardize and implement these methodologies in the Pathology Laboratory at the Rio de Janeiro State University (UERJ). This retrospective study, in which 33 formalin-fixed, paraffin-embedded (FFPE) kidney graft biopsy samples collected between 2019 and 2023 from the Pedro Ernesto University Hospital (HUPE) were analyzed. Additionally, 10 samples from different tissues were used to validate the protocols of both techniques. Both methodologies demonstrated satisfactory sensitivity and specificity, and the protocols were successfully validated. Among the renal biopsy samples, 18 were positive by CISH, and only one sample was positive by both techniques. The results indicate that CISH was more sensitive than IHC in detecting HCMV-infected cells, especially in cases with a low number of infected cells or non-classical morphological patterns. Based on these findings, it was possible to implement and standardize both automated techniques for diagnostic and research use, benefiting renal transplant patients and other patient groups with clinical and/or histological suspicion of HCMV infection. |
| Palavras-chave: | Citomegalovírus Biópsia de enxerto renal Imuno-histoquímica – Métodos Hibridização in situ – Métodos Técnicas automatizadas Cytomegalovirus Kidney graft biopsy Immunohistochemistry In situ hybridization Automated techniques Infecções por citomegalovirus – Diagnóstico Técnicas de laboratório clínico – Métodos |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS BIOLOGICAS::MORFOLOGIA::ANATOMIA::ANATOMIA HUMANA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense |
| Citação: | FERREIRA, Juliana Vitor Rangel. Estudo retrospectivo de infecção por citomegalovírus através das técnicas automatizadas de imuno-histoquímica e hibridização in situ em biópsias de enxerto renal de pacientes transplantados do Hospital Universitário Pedro Ernesto no período de 2019 a 2023. 2025. 69 f. Dissertação (Mestrado profissional em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense) – Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24911 |
| Data de defesa: | 27-Ago-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado Profissional em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense |
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| Dissertação - Juliana Vitor Rangel Ferreira - 2025 - Completa.pdf | 2,51 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
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