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Tipo do documento: Dissertação
Título: Excisão cirúrgica circular versus excisão fusiforme no tratamento do câncer da pele não melanoma
Título(s) alternativo(s): Circular surgical excision versus fusiform excision in the treatment of non-melanoma skin cancer
Autor: Sousa, Nathalie Andrade 
Primeiro orientador: Barcaui, Carlos Baptista
Primeiro membro da banca: Nunes, Rodolfo Acatauassú
Segundo membro da banca: Alves, Maria de Fatima Guimarães Scotelaro
Terceiro membro da banca: Barcaui, Elisa de Oliveira
Resumo: O câncer da pele é o tumor maligno mais comum no Brasil e no mundo. 1,2,3 Embora haja uma variedade de modalidades terapêuticas disponíveis, a excisão cirúrgica com margens preconizadas na literatura é considerada o padrão ouro de tratamento. 3 Muitas técnicas são descritas para a exérese de tais lesões, sendo a excisão elíptica ou fusiforme a mais utilizada na prática médica devido à praticidade de sua execução. 9 Porém, estudos mostraram que essa técnica parece sacrificar uma grande área de pele sadia, uma vez que o fuso deve ter de 3 a 4,5 vezes o tamanho da área a ser excisada (tamanho tumoral mais a margem cirúrgica preconizada) para seu adequado fechamento, o que pode levar a formação de cicatrizes cirúrgicas grandes e inestéticas. 9,10 Portanto, aventa-se na literatura que a excisão circular seja uma alternativa à excisão fusiforme, pois parece preservar uma maior área de pele normal, levando a uma cicatriz cirúrgica menor e melhor orientada ao longo das linhas de tensão da pele. 9,10 O objetivo deste estudo foi comparar as técnicas de excisão fusiforme e circular no tratamento do câncer da pele não melanoma e determinar qual dessas duas técnicas apresenta melhor resultado, avaliando o comprimento e a orientação final da cicatriz, com ênfase nos desfechos estéticos e oncológicos. Para isso, foram recrutados 67 pacientes do ambulatório de dermatologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) idade ≥ 18 anos e lesões primárias suspeitas de carcinoma basocelular ou de células escamosas, com diâmetro ≤ 2 cm, localizadas em tronco ou membros. No ato cirúrgico, todas as lesões suspeitas foram submetidas a marcação circular da margem estabelecida pela literatura médica, a partir da qual foi posteriormente desenhado o fuso, seguindo a proporção comprimento: largura de 3:1, paralelamente às linhas de tensão da pele. Todas as lesões foram então excisadas de forma circular na sua margem cirúrgica com posterior correção ou não das possíveis “orelhas de cachorro”, que são excessos de pele que podem se formar com o fechamento cutâneo primário. Por fim comparou-se a cicatriz cirúrgica final com o desenho fusiforme preconizado quanto ao tamanho e sua orientação. Todos os dados foram analisados pelos testes T de Student e correlação não paramétrica de Spearman. Das 67 cirurgias realizadas, 63 foram compatíveis com carcinoma basocelular ou de células escamosas e todas apresentaram margens livres. Ainda, em 100% dos casos formou-se uma cicatriz cirúrgica menor que o diâmetro do fuso programado e em 19 (29,7%) casos houve mudança na orientação final da cicatriz. Portanto, os resultados indicam que a excisão circular forma uma cicatriz menor e muitas vezes (em 30% dos casos) melhor orientada, quando comparada com a excisão fusiforme, garantindo um melhor resultado cicatricial sem comprometer o tratamento oncológico.
Abstract: Skin cancer is the most common malignant tumor in Brazil and in the world. 1,2,3 Although there are a variety of therapeutic modalities available, surgical excision with recommended margins in the literature is considered the gold standard of treatment. 3 Many techniques are described for the excision of such lesions, with elliptical or fusiform excision being the most used in medical practice due to the practicality of its execution. 9 However, studies have shown that this technique appears to sacrifice a large area of healthy skin, since the fusiform excision must be 3 to 4.5 times the size of the area to be excised (tumor size plus the recommended surgical margin) for adequate closure, which can lead to formation of large and unaesthetic surgical scars. 9,10 Therefore, it is suggested in the literature that circular excision is an alternative to fusiform excision, as it seems to preserve a larger area of normal skin, leading to a smaller surgical scar that is better oriented along the skin's tension lines. 9,10 The objective of this study was to compare the fusiform and circular excision techniques in the treatment of non-melanoma skin cancer and determine which of these two techniques presents the best results, evaluating the length and final orientation of the scar, with an emphasis on aesthetic and oncological outcomes. For this, 67 patients were recruited from the dermatology outpatient clinic of Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) aged ≥ 18 years and with primary lesions suspected of basal cell or squamous cell carcinoma, with a diameter ≤ 2 cm, located on the trunk or limbs. During surgery, all suspected lesions were submitted to circular marking of the margin established by the medical literature, from which the ellipsis was subsequently drawn, following the length: width ratio of 3:1, parallel to the skin tension lines. All lesions were then excised in a circular manner at their surgical margin with subsequent correction or not of possible “dog ears”, which are excess skin that can form with primary cutaneous closure. Finally, the final surgical scar was compared with the recommended fusiform design in terms of size and orientation. All data were analyzed using Student's T tests and Spearman's non-parametric correlation. Of the 67 surgeries performed, 63 were compatible with basal cell or squamous cell carcinoma and all had free margins. Furthermore, in 100% of cases a surgical scar was formed smaller than the diameter of the programmed ellipsis and in 19 (29.7%) cases there was a change in the final orientation of the scar. Therefore, the results indicate that circular excision forms a smaller and often (in 30% of cases) better oriented scar, when compared to fusiform excision, guaranteeing a better healing result without compromising the oncological treatment.
Palavras-chave: Técnicas de excisão
Excisão fusiforme
Excisão circular
Câncer da pele não melanoma
Cicatriz
Excision techniques
Fusiform excision
Circular excision
Non-melanoma skin cancer
Scar
Neoplasias cutâneas – Cirurgia
Procedimentos cirúrgicos dermatológicos – Métodos
Cicatrização – Cirurgia
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::DERMATOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Citação: SOUSA, Nathalie Andrade. Excisão cirúrgica circular versus excisão fusiforme no tratamento do câncer da pele não melanoma. 2025. 53 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24941
Data de defesa: 26-Mai-2025
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Médicas



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