Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24950
Tipo do documento: Tese
Título: Responsabilização eleitoral na Argentina e no Brasil: mais do que economia, uma questão de preferência política
Título(s) alternativo(s): Electoral accountability in Argentina and Brazil: more than the economy, a matter of political preference
Autor: Silva, Carolini Gabriel da 
Primeiro orientador: Guarnieri, Fernando Henrique Eduardo
Primeiro membro da banca: Schaefer, Bruno Marques
Segundo membro da banca: Ribeiro, Daniela Campello da Costa
Terceiro membro da banca: Veiga, Luciana Fernandes
Quarto membro da banca: Dias, Marcia Ribeiro
Resumo: Esta tese tem dois objetivos. O primeiro é investigar se e como a preferência partidária influencia a relação entre as avaliações dos eleitores acerca do desempenho do governo e o voto. E o segundo objetivo é discutir se os vínculos partidários interferem no processo de atribuição de responsabilidade, ou seja, na capacidade dos eleitores de atribuir responsabilidade ao presidente por um feito e sancioná-lo ou não. Para tais análises, são testados dois modelos teóricos e metodológicos em cenários argentino e brasileiro: o modelo de avaliação seletiva e o modelo de atribuição de responsabilidade seletiva. A partir do modelo de avaliação seletiva, testo a hipótese de que, ao adotar uma avaliação seletiva, o eleitor partidário do governo se torna impermeável à performance de políticas públicas. E esse comportamento não seria exclusivo dos governistas. O eleitor partidário da oposição teria raciocínio semelhante no que diz respeito à conservação de suas preferências e desconsideraria os feitos do governo, ainda que fossem positivos. A partir do modelo de atribuição de responsabilidade seletiva, testo a hipótese de que o cálculo de responsabilidade não seja feito em todas as ocasiões. Entre os partidários do governo, reconhecer que o presidente tem mais ou menos responsabilidade sobre os resultados da economia seria pouco ou nada relevante para o voto diante da mobilização da heurística do afeto. Por outro lado, os partidários da oposição teriam maior probabilidade de executar o cálculo de responsabilidade. Ambos os modelos são testados com dados de surveys do LAPOP (2006-2014) e dados de survey experimento. Em suma, concluo que os eleitores partidários conciliam suas preferências políticas e suas percepções sobre os fatos. Entre os partidários do governo, a conciliação passa por não mobilizar os atributos do voto econômico, seja a avaliação subjetiva seja a responsabilização. Já entre os partidários da oposição, a conciliação implica na rejeição em relação ao candidato do partido governista, oriunda das preferências políticas, e na execução do cálculo de recompensa ou punição se a intenção é votar nos demais candidatos.
Abstract: This thesis has two objectives. The first is to investigate whether and how party preference influences the relationship between voters’ assessments of government performance and their vote. The second objective is to discuss whether party preference interfere in the process of attribution of responsibility, that is, in voters’ ability to attribute responsibility to the president for an act and to sanction it or not. For such analyses, two theoretical and methodological models are tested in Argentinean and Brazilian scenarios: the selective evaluation model and the selective attribution of responsibility model. Based on the selective evaluation model, I test the hypothesis that, by adopting a selective evaluation, the government's party voter becomes impervious to the performance of public policies. And this behavior would not be exclusive to government supporters. The opposition's party voters would have a similar judgment regarding the preservation of their preferences and would disregard the government's achievements, even if they were positive. Based on the selective responsibility attribution model, I test the hyphotesis that the responsibility calculation should not be made on all occasions. Among government supporters, recognizing that the president has responsibility for the results of the economy would have little or no relevance for voting, given the mobilization of the affect heuristic. On the other hand, opposition supporters would be more likely to perform the responsibility calculation. Both models are tested with survey data from LAPOP (2006-2014) and experimental survey data. In short, I conclude that party voters reconcile their political preferences and their perceptions of the facts. Among government supporters, the conciliation involves not mobilizing the attributes of the economic vote, whether subjective evaluation or responsibility. Among opposition supporters, the conciliation implies rejection of the candidate of the governing party, arising from political preferences, and the execution of the calculation of reward or punishment if the intention is to vote for the other candidates.
Palavras-chave: Party identification
Economic voting
Experiment
Brazil
Eleições
Brasil
Argentina
Partidos políticos
Política econômica
Ideologia
Identificação partidária
Voto econômico
Survey experimento
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::COMPORTAMENTO POLITICO
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e Políticos
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciência Política
Citação: SILVA, C. G. Responsabilização eleitoral na Argentina e no Brasil: mais do que economia, uma questão de preferência política. Orientador: Fernando Henrique Eduardo Guarnieri. 2025. 184f. Tese (Doutorado em Ciência Política) - Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24950
Data de defesa: 14-Ago-2025
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciência Política



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.