| Compartilhamento |
|
Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24962| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | “Deus nos salve o cruzeiro das almas, meu povo bantu”: O jongo e a unidade territorial de matriz africana de Santa Rita do Bracuí (RJ) |
| Título(s) alternativo(s): | “Deus nos salve o cruzeiro das almas, meu povo bantu”: El jongo y la unidad territorial de matriz africana de Santa Rita do Bracuí (RJ) |
| Autor: | Cafezeiro, Fausto Gadelha ![]() |
| Primeiro orientador: | Santos, Renato Emerson Nascimento dos |
| Primeiro membro da banca: | Correa, Gabriel Siqueira |
| Segundo membro da banca: | Oliveira, Denilson Araujo de |
| Terceiro membro da banca: | Maia, Eduardo José Pereira |
| Resumo: | O presente trabalho trata da recomposição étnica levada a cabo pela comunidade quilombola de Santa Rita do Bracuí (Angra dos Reis-RJ). A análise contempla os elementos de tal recomposição étnica: o território, termo que vem sendo tratado pela academia, pelos movimentos sociais e pelo Estado; e o jongo, prática cultural tradicional na comunidade registrada como patrimônio imaterial do Brasil pelo IPHAN e que parece ter papel importante na afirmação da negritude nos casos. A própria ideia de quilombo é aqui trabalhada, para que se tenha ciência do que quer dizer ser quilombola e quais as implicações políticas disto. Para dar conta desta categoria, a pesquisa aponta três correntes discursivas que se complementam e podem nos trazer entendimento a respeito: (i) o discurso panafricanista ou quilombista, para o qual o quilombo é uma metonímia acerca de uma ligação da diáspora com a África, o quilombo sendo um termo definidor de um conjunto de lutas sociais no Brasil e uma instituição para a (re)criação de laços identitários em África e no Brasil; (ii) o discurso ambientalista, que em sua análise epistemológica da relação sociedade-natureza formula uma crítica ao paradigma cartesiano-newtoniano e aponta a existência de sociedades com outros paradigmas para esta relação, inclusive os quilombolas, e (iii) o discurso da reforma agrária, que, apontando os conflitos no meio rural brasileiro, trazem, às vezes implícita e outras vezes explicitamente, os conflitos causados pelo uso do território por sujeitos não hegemônicos. No que diz respeito ao território, será feita uma leitura baseado na proposta de que ele pode assumir três mantos discursivos: (i) o de categoria analítica, quando analisado pelos intelectuais e pesquisadores; (ii) o de categoria da prática, quando enunciado pelos movimentos sociais para nomear suas relações com o espaço físico; e (iii) o de categoria da norma quando agenciado pelo Estado e pelas corporações, empresas e organismos que o constituem (HAESBAERT, 2014). A parte empírica compõe-se em dois momentos: um é de entrevistas dirigidas ao Pontão de Cultura do Jongo-Caxambu, projeto de extensão da Universidade Federal Fluminense (UFF) que, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e com 17 comunidades jongueiras, apoia a execução da salvaguarda patrimonial. A outra parte é de trabalho de campo na comunidade apontada. |
| Abstract: | El presente trabajo trata de la recomposición étnica llevada a cabo por la comunidad quilombola de Santa Rita do Bracuí (Angra dos Reis-RJ). El análisis contempla los elementos de tal recomposición: el territorio, término que viene siendo tratado por la academia, por los movimientos sociales y por el Estado; y el jongo, práctica cultural tradicional, registrada como patrimonio inmaterial de Brasil por el IPHAN y que parece tener un papel importante en la afirmación de la negritud en el caso. La propia idea de quilombo es aquí trabajada, para que se tenga claridad de lo que quiere decir ser quilombola y cuales las implicaciones políticas de esto. Para dar cuenta de esta categoría, la investigación apunta ter corrientes discursivas que se complementan y pueden traernos entendimiento al respecto: (i) el discurso panafricanista o quilombista, para el cual el quilombo es una metonimia sobre un vínculo de la diáspora con África, el quilombo siendo un término definidor de un conjunto de luchas sociales en Brasil y una institución para la (re) creación de lazos identitarios en África y en Brasil; (ii) el discurso ambientalista, que em su análisis epistemológico de la relación sociedad-naturaleza formula una crítica al paradigma cartesiano-newtoniano y apunta la existencia de sociedades con otros paradigmas para esta relación, incluso los quilombolas, y (iii) el discurso de la reforma que, apuntando a los conflictos em el medio rural brasileño, traen, a veces implícita y otras veces explícitamente, los conflictos causados por el uso del territorio por sujetos no hegemónicos. Em lo que se refiere al territorio, se hará una lectura basada en la propuesta de que él puede assumir tres mantos discursivos: (i) el de categoría analítica, cuando analizado por los intelectuales e investigadores; (ii) el de categoría de la práctica, cuando enunciado por los movimientos sociales para nombrar sus relaciones con el espacio físico; y (iii) el de categoría de la norma cuando es agitado por el Estado y por las corporaciones, empresas y organismos que lo constituyen (HAESBAERT, 2014). La parte empírica se componen dos momentos: uno es de entrevistas dirigidas al Pontón de Cultura del Jongo-Caxambu, proyecto de extensión de la Universidad Federal Fluminense (UFF) que, em asociación con el Instituto del Patrimonio Histórico y Artístico Nacional (IPHAN) y con 17 comunidades jongueiras, apoya la ejecución de la salvaguardia patrimonial. La otra parte es de trabajo de campo em la comunidad apuntada. |
| Palavras-chave: | Quilombo Território Recomposição Étnica Luta Política Quilombo Territorio Recomposición Étnica Lucha Política |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA HUMANA::GEOGRAFIA AGRARIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Geografia |
| Citação: | CAFEZEIRO, Fausto Gadelha. “Deus nos salve o cruzeiro das almas, meu povo bantu”: O jongo e a unidade territorial de matriz africana de Santa Rita do Bracuí (RJ). 2018. 131 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2018. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/24962 |
| Data de defesa: | 8-Out-2018 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Geografia - Faculdade de Formação de Professores (FFP) |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Dissertação - Fausto Gadelha Cafezeiro - 2018 - Completa.pdf | Documento principal | 1,07 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.

