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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25011| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Políticas públicas e substâncias controversas na COVID-19: a construção das recomendações de uso de cloroquina e hidroxicloroquina nos dois primeiros anos da pandemia |
| Título(s) alternativo(s): | Public Policies and Controversial Substances in COVID-19: the construction of recommendations for the use of chloroquine and hydroxychloroquine in the first two years of the pandemic |
| Autor: | Sampaio, Pamella da Silva ![]() |
| Primeiro orientador: | Zorzanelli, Rafaela Teixeira |
| Primeiro membro da banca: | Azize, Rogério Lopes |
| Segundo membro da banca: | Matos, Guacira Correa de |
| Terceiro membro da banca: | Gonçalves, Leandro Augusto Pires |
| Resumo: | Este trabalho analisa os processos que possibilitaram a incorporação da cloroquina e da hidroxicloroquina como políticas públicas de enfrentamento à COVID-19 no Brasil, mesmo diante da ausência de comprovação científica de eficácia. A pesquisa fundamenta-se nos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia e adota uma abordagem qualitativa de análise documental, baseada em um conjunto de documentos composto por pareceres institucionais, vídeos, pronunciamentos públicos e protocolos oficiais. Por meio da utilização do software ATLAS.ti, os documentos foram organizados e categorizados com códigos que permitiram identificar as estratégias discursivas que sustentaram a manutenção dessas substâncias. Nesse processo, teve destaque a atuação do grupo Médicos pela Vida, que desempenhou papel central na defesa do tratamento precoce e na mobilização de argumentos de autoridade médica. A pesquisa evidencia como práticas discursivas, alianças institucionais e performances da autoridade científica produziram um regime de verdade que ressignificou esses medicamentos como símbolos políticos, articulando ciência, moralidade e interesses econômicos. A análise mostra que a controvérsia científica foi instrumentalizada para manter aberta a possibilidade de uso desses medicamentos, convertendo incertezas em ação política. Argumenta-se que a permanência dessas substâncias nos protocolos reflete uma forma de governabilidade baseada na exceção e na performance científica, em que a emissão de protocolos não depende da evidência, mas da capacidade de mobilização afetiva e simbólica. O caso brasileiro, assim, ilustra os riscos de se normalizar práticas políticas que fragilizam a regulação científica e os compromissos com a saúde pública. |
| Abstract: | This study analyzes the processes that enabled the incorporation of chloroquine and hydroxychloroquine as public policies for addressing COVID-19 in Brazil, despite the lack of scientific evidence of their efficacy. The research is grounded in Science and Technology Studies and adopts a qualitative approach to documentary analysis, based on a set of documents that includes institutional reports, videos, public statements, and official protocols. Using the ATLAS.ti software, these documents were organized and coded, allowing the identification of discursive strategies that supported the continued use of these substances. In this process, the role of the group Médicos pela Vida (Doctors for Life) stood out, as it played a central role in defending early treatment and mobilizing arguments based on medical authority. The research highlights how discursive practices, institutional alliances, and performances of scientific authority produced a regime of truth that redefined these medications as political symbols, articulating science, morality, and economic interests. The analysis shows that scientific controversy was instrumentalized to keep the possibility of using these drugs open, turning uncertainty into political action. It is argued that the persistence of these substances in official protocols reflects a form of governance based on exception and scientific performance, in which the issuance of guidelines does not rely on evidence, but on affective and symbolic mobilization. The Brazilian case thus illustrates the risks of normalizing political practices that undermine scientific regulation and commitments to public health. |
| Palavras-chave: | Medicamentos COVID-19 Política de Saúde Protocolos clínicos Tratamento farmacológico de COVID-19 Cloroquina Hidroxicloroquina Controvérsias científicas Políticas públicas Regulação sanitária Chloroquine Hydroxychloroquine COVID-19 Public policy Scientific controversies Health regulation |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Citação: | SAMPAIO, Pamella da Silva. Políticas públicas e substâncias controversas na COVID-19: a construção das recomendações de uso de cloroquina e hidroxicloroquina nos dois primeiros anos da pandemia. 2025. 150 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25011 |
| Data de defesa: | 26-Jun-2025 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Saúde Coletiva |
Arquivos associados a este item:
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| Tese - Pamella da Silva Sampaio - 2025 - Completa.pdf | 2,53 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
| Termo - Pamella da Silva Sampaio - 2025.pdf | 1,04 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
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