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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25020| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | A Formação Territorial do Brasil e o Ensino de Geografia: A Invizibilização das Territorialidades Indígenas nos Livros Didáticos |
| Título(s) alternativo(s): | The Brazilian territorial formation and geography teaching: making indigenous territorialities unfeasibility in textbooks |
| Autor: | Teodoro, Rafael Macedo de Oliveira ![]() |
| Primeiro orientador: | Carvalho, Marcos Cesar Araújo |
| Primeiro membro da banca: | Bezerra, Amelia Cristina Alves |
| Segundo membro da banca: | Oliveira, Denilson Araujo de |
| Terceiro membro da banca: | Correa, Gabriel Siqueira |
| Resumo: | O presente trabalho busca compreender como as territorialidades indígenas estão inseridas nos livros didáticos de geografia, referente ao conteúdo de formação territorial do Brasil presente nos livros do sétimo ano do ensino fundamental. A geografia do Brasil que se ensina nesses difusores de conteúdo possui diferentes problemas, um deles é a inserção da temática indígenas (seus territórios e territorialidades) de forma precária, preconceituosa, fugindo da complexidade teórico conceitual da temática. Mas sobretudo refere-se à concepção de território usada pelos autores do livro, uma concepção de território estadocêntrica, hegemônica que se diz uni funcional, dos ciclos econômicos e dos empreendimentos. Propõe-se aqui então um paradigma contra hegemônico da leitura do conceito, que pressupõe a multiplicidade de territórios e territorialidades que coexistem e são plurais nas em suas formas de constituição e apropriação. A pesquisa apresenta que tais problemas são herdados desde a origem do ensino de geografia e das ciências sociais modernas, constituídas a partir de um padrão de poder que possui a raça como padrão de classificação social. A seleção dos livros seguiu o critério das coleções mais adquiridas pelo estado brasileiro. Entre elas a mais vendida “Araribá Mais” e a segunda, da mesma editora, “Expedições Geográficas”. O Edital lançado em 2018 aprovou doze coleções vigentes para os próximos quatro anos a partir de 2020 já de acordo com a Base Nacional Comum Curricular. A metodologia de análise é formada a partir de um bloco temático formado por questões, que não necessariamente são respondidas separadamente, mas que conduzem a análise dos livros. Nelas é problematizado a concepção de território e territorialidade discutida nos conteúdos de formação territorial do Brasil. Que a concepção hegemônica no livro silencia e invizibiliza as territorialidades indígenas, seus territórios e suas estratégias de luta e resistência. Esses povos são tratados como isolados, povos do passado e sempre necessitando da tutela do Estado e de organizações não-governamentais. E é proposto lançar mão dos conceitos de interculturalidade crítica e a ecologia de saberes como alternativa ao debate da temática que remete aos povos indígenas. Compreendendo que a resistência, política, epistêmica, cultural e territorial é constante no cotidiano desses povos. E a articulação entre diferentes etnias e povos que sofrem algum tipo exploração e dominação ao longo processo de formação territorial do Brasil sempre foi algo constante e uma importante estratégia desses povos. |
| Abstract: | The present work seeks to understand how indigenous territories are inserted in geography textbooks, referring to the content of territorial formation in Brazil present in books of the seventh year of elementary school. The geography of Brazil that is taught in these content diffusers has different problems, one of which is the insertion of the indigenous theme (their territories and territorialities) in a precarious, prejudiced way, escaping from the conceptual theoretical complexity of the theme. But above all, it refers to the conception of territory used by the authors of the book, a conception of statocentric, hegemonic territory that claims to be functional, of economic cycles and enterprises. A paradigm against hegemonic reading of the concept is therefore proposed here, which presupposes the multiplicity of territories and territorialities that coexist and are plural in their forms of constitution and appropriation. The research shows that such problems are inherited from the origin of the teaching of geography and modern social sciences, constituted from a pattern of power that has race as a standard of social classification. The selection of books followed the criteria of the collections most acquired by the Brazilian state. Among them, the most sold “Araribá Mais” and the second, from the same publisher, “Expedições Geográficas”. The Public Notice launched in 2018 approved twelve collections in force for the next four years starting in 2020 already in accordance with the Common National Curricular Base. The analysis methodology is formed from a thematic block formed by questions, which are not necessarily answered separately, but which lead to the analysis of the books. In them, the concept of territory and territoriality discussed in the contents of territorial formation in Brazil is problematized. That the hegemonic conception in the book silences and makes indigenous territories, their territories and their strategies of struggle and resistance impossible. These peoples are treated as isolated, peoples of the past and always in need of the protection of the State and non-governmental organizations. And it is proposed to make use of the concepts of critical interculturality and the ecology of knowledge as an alternative to the debate on the theme that refers to indigenous peoples. Understanding that resistance, political, epistemic, cultural and territorial is constant in the daily lives of these peoples. And the articulation between different ethnicities and peoples that suffer some type of exploitation and domination throughout the process of territorial formation in Brazil has always been something constant and an important strategy for these peoples. |
| Palavras-chave: | Formação territorial do Brasil Ensino de geografia Territorialidade indígena Geography teaching Brazilian territorial formation Indigenous territorialities |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA HUMANA::GEOGRAFIA POLITICA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Geografia - Faculdade de Formação de Professores (FFP) |
| Citação: | TEODORO, Rafael Macedo de Oliveira. A Formação Territorial do Brasil e o Ensino de Geografia: a invizibilização das territorialidades indígenas nos livros didáticos. 2020. 139 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2020. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25020 |
| Data de defesa: | 31-Jul-2020 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Geografia - Faculdade de Formação de Professores (FFP) |
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| Dissertação - Rafael Macedo de Oliveira Teodoro - 2020 - Completa.pdf | Documento principal | 4,1 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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