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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25044| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Corpos Marcados e Crimes Silenciados: a violência sexual no conflito armado colombiano |
| Título(s) alternativo(s): | Marked Bodies and Silenced Crimes: Sexual Violence in the Colombian Armed Conflict |
| Autor: | Nogueira, Alice de Carvalho ![]() |
| Primeiro orientador: | Tabak, Jana |
| Primeiro membro da banca: | Oliveira, Alana Camoça Gonçalves de |
| Segundo membro da banca: | Campos, Paula Drumond Rangel |
| Resumo: | Esta dissertação busca investigar como as condições estruturais de gênero na sociedade colombiana produzem e legitimam o uso da violência sexual durante o conflito armado, com foco na atuação do grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) entre 1997 e 2002. A pesquisa parte do argumento de que masculinidades militarizadas, marcadas pela agressividade e controle sobre corpos feminilizados, utilizam a violência sexual como instrumento de poder, controle social e humilhação do inimigo, contribuindo para ganhos econômicos e fortalecimento das hierarquias internas do grupo. A metodologia adotada baseia-se na Economia Política Feminista, que analisa as interseções entre desigualdades político-econômicas, militarização e identidades de gênero, em níveis local, nacional e global. A dissertação articula abordagens feministas pós-estruturais e decoloniais para compreender o gênero como estrutura discursiva produtora de violência e segurança no contexto da guerra. O trabalho se desenvolve em três capítulos: inicialmente, discute-se a construção de masculinidades hegemônicas e discursos militaristas que associam virilidade ao uso da força, consolidando papéis de gênero hierárquicos. Em seguida, examinam-se as dinâmicas do conflito colombiano, destacando a convergência de interesses entre elites agrárias, agentes estatais e o capital extrativista, que utilizam a violência sexual como ferramenta de expropriação territorial e controle social. Por fim, analisa-se a violência sexual praticada pelas AUC como e seus fins militares e econômicos, evidenciando seu papel na reprodução de uma ordem social marcada por gênero, raça e classe. Os resultados demonstram que a violência sexual é uma prática institucionalizada e instrumentalizada, sustentada por arranjos de poder que atravessam a colonialidade, o racismo e o patriarcado militarizado. A pesquisa contribui para ampliar os debates ao situar a América Latina no centro das análises sobre violência sexual em guerra, enfatizando a necessidade de abordagens interseccionais que considerem sexualidade, raça e classe como dimensões co-constitutivas da economia bélica. |
| Abstract: | This dissertation seeks to investigate how the structural gender conditions in Colombian society produce and legitimize the use of sexual violence during the armed conflict, focusing on the actions of the paramilitary group Autodefensas Unidas de Colombia (AUC) between 1997 and 2002. The research starts from the argument that militarized masculinities, marked by aggressiveness and control over feminized bodies, use sexual violence as an instrument of power, social control, and humiliation of the enemy, contributing to economic gains and the strengthening of the group’s internal hierarchies. The adopted methodology is based on Feminist Political Economy, which analyzes the intersections between political-economic inequalities, militarization, and gender identities at local, national, and global levels. The dissertation articulates post-structuralist and decolonial feminist approaches to understand gender as a discursive structure that produces violence and security in the context of war. The work unfolds in three chapters: initially, it discusses the construction of hegemonic masculinities and militarist discourses that associate virility with the use of force, consolidating hierarchical gender roles. Next, it examines the dynamics of the Colombian conflict, highlighting the convergence of interests among agrarian elites, state agents, and extractive capital, who use sexual violence as a tool for territorial expropriation and social control. Finally, it analyzes the sexual violence perpetrated by the AUC and its military and economic purposes, evidencing its role in reproducing a social order marked by gender, race, and class. The results demonstrate that sexual violence is an institutionalized and instrumentalized practice, sustained by power arrangements that traverse coloniality, racism, and militarized patriarchy. The research contributes to expanding the debates by placing Latin America at the center of analyses on sexual violence in war, emphasizing the need for intersectional approaches that consider sexuality, race, and class as co-constitutive dimensions of the war economy. |
| Palavras-chave: | Violência sexual Militarismo Conflito armado Colômbia Sexual violence Militarism Armed conflict |
| Área(s) do CNPq: | OUTROS::RELACOES INTERNACIONAIS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais |
| Citação: | NOGUEIRA, Alice. Corpos Marcados e Crimes Silenciados: a violência sexual no conflito armado colombiano. 2025. 100 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais ) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25044 |
| Data de defesa: | 23-Set-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Relações Internacionais |
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| Dissertação - Alice de Carvalho Nogueira - 2025 - Completa.pdf | 1,23 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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