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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25053| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | O Museu Nacional, o Império e a conquista dos povos indígenas: história, ciência e poder na Exposição Antropológica Brasileira de 1882 |
| Título(s) alternativo(s): | Le Musée National, l'Empire et la conquête des peuples indigènes: l’histoire, la science et le pouvoir dans l'Exposition Anthropologique Brésilienne de 1882 |
| Autor: | Agostinho, Michele de Barcelos ![]() |
| Primeiro orientador: | Gonçalves, Márcia de Almeida |
| Primeiro coorientador: | Pereira, Edmundo Marcelo Mendes |
| Primeiro membro da banca: | Guimarães, Lúcia Maria Paschoal |
| Segundo membro da banca: | Almeida, Maria Regina Celestino de |
| Terceiro membro da banca: | Soares, Mariza de Carvalho |
| Resumo: | A tese trata da Exposição Antropológica Brasileira realizada no ano de 1882 no Museu Nacional do Rio de Janeiro. O evento exibiu centenas de objetos indígenas, remanescentes humanos, além dos próprios indígenas que por lá passaram antes, durante e depois da Exposição. Essas pessoas foram expostas para diversão pública, bem como examinadas, medidas e escrutinadas pelos naturalistas. As práticas de colecionamento que originaram as coleções figuradas na Exposição e depois transformadas em acervo do Museu Nacional, o planejamento e a organização expositiva, a circulação dos indígenas no espaço museal e a exclusão dos objetos africanos da mostra são analisadas neste estudo. Destaque para a atuação de Ladislau Netto, diretor do Museu Nacional que viabilizou a realização da Exposição e articulou diferentes atores para a execução do seu projeto de fortalecimento das ciências antropológicas e da sua comunicação com o público. Nesse tempo, vale destacar, as exposições de modo geral eram eventos de afirmação dos Estados Nacionais, a antropologia se consolidava como disciplina e as teorias raciais tomavam força. A pesquisa mostrou, com base numa documentação diversificada que incluiu textos, imagens e objetos, uma grande trama política que conectou ciência, imaginário social, disputa territorial e exercício do poder naquele espaço de representação dos oitocentos. Mostrou também o quanto os documentos museológicos carregam silenciamentos que necessariamente precisam ser desnudados e problematizados nos processos investigativos. |
| Abstract: | Le sujet de cette thèse est l'Exposition Anthropologique Brésilienne qui s'est tenue au Musée National de Rio de Janeiro en 1882. L'événement a exposé des centaines d'objets indigènes, des restes humains, en plus des indigènes eux-mêmes qui y sont passés. Ces personnes ont été exposées pour l’amusement public ainsi que examinées, mesurées et scruté par des naturalistes. Les pratiques de reunir des objets qui ont donnés lieu à l'origine des collections présentées dans l'Exposition et qui après ont eté transformées en collection du Musée National, la planification et l'organisation expositive, la circulation des indigènes dans l'espace muséal et l'exclusion des objets africains de l'Exposition sont analysés dans cette étude. Nous soulignons le travail de Ladislau Netto, directeur du Musée national qui a rendu possible l'Exposition et articulé différents acteurs pour la réalisation de son projet de renforcement des sciences anthropologiques et de sa communication avec le public. À cette époque, il convient de le mentionner, les expositions en général étaient des événements d'affirmation des États nationaux, l'anthropologie s'est consolidée en tant que discipline et les théories raciales gagnaient en force. Nous démontrons avec cette recherche, sur la base d'une documentation diversifiée comprenant des textes, des images et des objets, l’existence d’une grande trame politique qui relie la science, l'imagerie sociale, les conflits territoriaux et l'exercice du pouvoir dans cet espace de représentation du 19ème siècle. Également, nous révélons à quel point les documents muséologiques portent des silences qui doivent nécessairement être exposés et questionnés dans les processus d'enquête. |
| Palavras-chave: | Exposição Antropologia Museu Nacional Colecionismo Século XIX Exposition Anthropologie Musée National Collectionner XIXème siècle |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DO BRASIL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em História Social |
| Citação: | AGOSTINHO, Michele de Barcelos. O Museu Nacional, o Império e a conquista dos povos indígenas: história, ciência e poder na Exposição Antropológica Brasileira de 1882. 2020. 281 f. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2020. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25053 |
| Data de defesa: | 4-Set-2020 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em História Social |
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| Tese - Michele de Barcelos Agostinho - 2020 - Completa.pdf | Documento principal | 9,15 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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