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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25079| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | “Criança laudada tem cor? Um estudo sobre racismo, poder psiquiátrico e educação” |
| Título(s) alternativo(s): | “Lauded child have colour? A study on racism, psychiatric power, and education” |
| Autor: | Veiga, Nathalia Mazolli ![]() |
| Primeiro orientador: | Lima, Rossano Cabral |
| Primeiro membro da banca: | Mendonça, André Luís de Oliveira |
| Segundo membro da banca: | Fragelli, Ilana Katz Zagury |
| Resumo: | A partir de uma abordagem genealógica foucaultiana, nosso estudo traça a trajetória da psiquiatria na construção da infância como alvo de normalização, intervenção e controle, articulando essa análise à produção do fracasso escolar e à conformação do campo desenvolvimentista contemporâneo. Em seguida, mobiliza a teoria do dispositivo de racialidade de Sueli Carneiro e referenciais decoloniais para compreender a racialização das infâncias e sua relação com processos de exclusão no ambiente escolar. Analisamos cinco crianças laudadas, além de registros de rodas de conversa com profissionais da educação. A figura da criança laudada, analisada sob o conceito de extimidade de Erica Burman, evidencia um sujeito situado em um lugar liminar: incluído sob vigilância permanente, sem nunca ser plenamente reconhecido como pertencente ao espaço escolar. Os resultados apontam que os laudos não apenas descrevem crianças, mas as produzem como sujeitos medicalizados e racializados, justificando itinerários de adaptação e acompanhamento contínuos que, na prática, reforçam um modelo educacional excludente. Concluímos que a medicalização da criança laudada negra deve ser compreendida não apenas como um fenômeno que pode ser isolado, mas como um mecanismo de regulação racial e relações mútuas que pode perpetuar desigualdades. Ao tensionar as fronteiras entre saúde mental e educação, a pesquisa propõe um deslocamento epistemológico que possibilite horizontes emancipatórios. |
| Abstract: | Based on a Foucauldian genealogical approach, our study traces the trajectory of psychiatry in the construction of childhood as a target for normalisation, intervention, and control, linking this analysis to the production of academic failure and the shaping of the contemporary developmentalist field. It then mobilises Sueli Carneiro's theory of the raciality apparatus and decolonial references to understand the racialisation of childhoods and its relationship with processes of exclusion in the school environment. We analyse five praised children, as well as records of conversation circles with education professionals. The figure of the child with a medical report, analysed under Erica Burman's concept of extimacy, highlights a subject situated in a liminal place: included under permanent surveillance, without ever being fully recognised as belonging to the school space. The results indicate that the reports not only describe children, but also produce them as medicalised and racialised subjects, justifying continuous adaptation and monitoring itineraries that, in practice, reinforce an exclusionary educational model. We conclude that the medicalisation of black children in reports should be understood not only as an isolated phenomenon, but as a mechanism of racial regulation and mutual relations that can perpetuate inequalities. By highlighting the boundaries between mental health and education, the research proposes an epistemological shift that enables emancipatory horizons. |
| Palavras-chave: | Racismo Saúde Mental Medicalização - estudantes - crianças Educação - Instituições Acadêmicas Política Pública Psiquiatria Psicologia Educacional Infâncias Educação Racismo Childhood Mental Health Medicalisation Education Racism |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Citação: | VEIGA, Nathalia Mazolli. “Criança laudada tem cor? Um estudo sobre racismo, poder psiquiátrico e educação”. 2025. 136 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25079 |
| Data de defesa: | 25-Fev-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Saúde Coletiva |
Arquivos associados a este item:
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| Dissertação - Nathalia Mazolli Veiga - 2025 - Completa.pdf | 1,73 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
| Termo - Nathalia Mazolli Veiga - 2025.pdf | 303,23 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
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