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Tipo do documento: Dissertação
Título: Craniotomia versus craniectomia em cirurgias de tumores da fossa posterior: revisão sistemática e metanálise
Título(s) alternativo(s): Craniotomy versus craniectomy in posterior fossa tumor surgery: a systematic review and meta-analysis
Autor: Correa, Eduardo Mendes 
Primeiro orientador: Pinto, Pedro Henrique da Costa Ferreira
Primeiro coorientador: Nigri, Flávio
Primeiro membro da banca: Simões, Elington Lannes
Segundo membro da banca: Bernardo-Filho, Mario
Terceiro membro da banca: Correa, Jose Fernando Guedes
Resumo: A cirurgia para tumores da fossa posterior está associada a elevado risco de complicações relacionadas ao líquido cefalorraquidiano (LCR), especialmente fístula liquórica e pseudomeningocele, eventos que aumentam a morbidade pós-operatória, prolongam o tempo de internação hospitalar e elevam os custos assistenciais. Apesar dos avanços nas técnicas de fechamento dural, permanece controvérsia quanto à superioridade entre craniotomia, caracterizada pela reposição do retalho ósseo, e craniectomia, definida pela remoção óssea sem reposição, na prevenção dessas complicações. O objetivo deste estudo foi comparar, através de uma revisão sistemática e meta-análise, os desfechos pós-operatórios entre craniotomia e craniectomia em cirurgias para ressecção de tumores da fossa posterior, com foco nas complicações liquóricas, infecções e tempo de internação hospitalar. Foi realizada revisão sistemática com meta-análise de acordo com as diretrizes PRISMA, com protocolo registrado no PROSPERO (CRD420251038861). As bases pesquisadas foram: PubMed, Embase e Web of Science, na data de 31 de março de 2025, sendo incluídos estudos comparativos que relataram pelo menos um dos seguintes desfechos: fístula de LCR, pseudomeningocele, hidrocefalia, infecção de ferida operatória, infecção do sistema nervoso central ou tempo de internação. O risco de viés foi avaliado pela escala de Newcastle–Ottawa e a certeza da evidência pelo sistema GRADE. Quatro estudos, totalizando 385 pacientes, foram incluídos. A craniotomia associou-se a menor risco de fístula de LCR (OR = 0,19; IC95%: 0,07–0,48) e pseudomeningocele (OR = 0,27; IC95%: 0,13–0,57), com redução absoluta do risco de 11% e número necessário para tratar de 9. O tempo médio de internação hospitalar foi 3,35 dias menor no grupo craniotomia (IC95%: –5,71 a –0,99). Não foram observadas diferenças significativas quanto à hidrocefalia ou infecções. A certeza da evidência foi moderada para os desfechos liquóricos e para o tempo de internação. Conclui-se que a craniotomia está associada a menor incidência de complicações liquóricas e menor tempo de internação hospitalar quando comparada à craniectomia em cirurgias de tumores da fossa posterior, embora a evidência disponível seja limitada pela predominância de estudos observacionais.
Abstract: Surgery for posterior fossa tumors carries a high risk of cerebrospinal fluid (CSF)-related complications, particularly CSF leak and pseudomeningocele, which increase morbidity, prolong hospital length of stay, and raise healthcare costs. Despite advances in dural closure techniques, uncertainty remains regarding the comparative effectiveness of craniotomy with bone flap replacement versus craniectomy without replacement. This study compared postoperative outcomes between these techniques, focusing on CSF-related complications, infection, and hospital length of stay. A systematic review and meta-analysis were conducted according to PRISMA guidelines, with the protocol registered in PROSPERO (CRD420251038861). PubMed, Embase, and Web of Science were searched through March 2025. Comparative studies reporting CSF leak, pseudomeningocele, hydrocephalus, wound or central nervous system infection, or hospital length of stay were included. Risk of bias was assessed using the Newcastle–Ottawa Scale and certainty of evidence using the GRADE framework. Four studies comprising 385 patients met the inclusion criteria. Craniotomy significantly reduced the risk of CSF leak (odds ratio [OR] = 0.19; 95% confidence interval [CI]: 0.07–0.48) and pseudomeningocele (OR = 0.27; 95% CI: 0.13–0.57), corresponding to an absolute risk reduction of 11% and a number needed to treat of 9. Hospital length of stay was reduced by a mean of 3.35 days in the craniotomy group (95% CI: –5.71 to –0.99). No significant differences were observed for hydrocephalus or infection outcomes. Certainty of evidence was moderate for CSF-related outcomes and hospital length of stay and low for infection-related outcomes. In conclusion, craniotomy is associated with fewer CSF-related complications and shorter hospital length of stay than craniectomy in posterior fossa tumor surgery, although the available evidence is limited by the observational nature of the included studies.
Palavras-chave: Fossa posterior
Craniotomia – Estatística e dados numéricos
Craniectomia
Fístula liquórica
Pseudomeningocele
Tempo de internação
Posterior fossa
Craniotomy
Cerebrospinal fluid leak
Pseudomeningocele
Hospital length of stay
Neoplasias infratentoriais – Cirurgia
Complicações pós-operatórias – Líquido cefalorraquidiano
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Citação: CORREA, Eduardo Mendes. Craniotomia versus craniectomia em cirurgias de tumores da fossa posterior: Revisão sistemática e metanálise. 2026. 57 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25555
Data de defesa: 22-Jan-2026
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Médicas



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