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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25586| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Cibercorpos juvenis femininos em “dancinhas” compartilhadas no TikTok: por uma educação ciberfeminista |
| Título(s) alternativo(s): | Young female cyberbodies in "dance videos" shared on TikTok: toward a cyberfeminist education |
| Autor: | Silva, Jéssica Coelho Parreira da ![]() |
| Primeiro orientador: | Couto Junior, Dilton Ribeiro do |
| Primeiro membro da banca: | Nolasco-Silva, Leonardo |
| Segundo membro da banca: | Seixas, Luciana Velloso da Silva |
| Terceiro membro da banca: | Carvalho, Felipe |
| Resumo: | A pesquisa de mestrado investiga os sentidos dos cibercorpos femininos em “dancinhas” produzidas e compartilhadas no TikTok. Para isso, filio-me ao pós-estruturalismo com a intenção de ensaiar novas possibilidades e percursos metodológicos a partir do desejo de construir/experimentar caminhos. Adoto a cartografia online (Felipe Carvalho e Fernando Pocahy) no trabalho de campo conduzido no TikTok e centralizo minhas reflexões teóricas a partir, principalmente, dos conceitos de cibercultura (Edméa Santos, André Lemos e Lúcia Santaella), cibercorpo (Leonardo Nolasco-Silva e Tania Lucía Maddalena), juventude (Paulo Carrano e Juarez Dayrell) e heteronormatividade (Guacira Louro, Paul Preciado e Judith Butler). Entre abril de 2023 e março de 2025, cartografei vídeos e comentários produzidos e disseminados por internautas no TikTok, reconhecendo que são um convite a pensar nas disputas de sentidos sobre os corpos femininos em tempos de cibercultura. A partir do mapeamento de campo, ressalto ainda as poucas pesquisas voltadas para o interesse de se explorar o potencial formativo da plataforma na constituição de novos modos de pensar/olhar para a juventude em articulação com os marcadores sociais de gênero, sexualidade e corporalidade. Nesse contexto, tenho investigado vídeos de dança produzidos e compartilhados por jovens e acompanhando também os comentários feitos pelas/os internautas sobre essa produção. O material empírico foi organizado e analisado a partir de quatro categorias: 1) sexualização e assédio; 2) desqualificação estética e intelectual; 3) monitoramento religioso; e 4) proibição do uso do celular na escola. A pesquisa identificou quanto os cibercorpos femininos são bombardeados por normas regulatórias de gênero, tornando-se alvos frequentes de comentários hipersexualizantes e assediadores. Além de serem objetificados, esses cibercorpos têm suas estéticas questionadas e são lidos como corpos que “apenas dançam, mas não pensam”, reforçando a dicotomia entre corpo e intelecto, contribuindo para a negação da agência dessas jovens. Soma-se a isso, a vigilância que incide sobre suas performances, muitas vezes pautadas em valores morais e religiosos. Identifiquei também a urgência de fomentar debates sobre os usos dos dispositivos móveis dentro-fora da escola, reconhecendo seu potencial comunicacional e o modo como esses artefatos culturais mediam as relações sociais e atravessam a constituição das subjetividades juvenis. Diante disso, reconheço a necessidade de investirmos em uma educação ciberfeminista que desestabilize a heteronormatividade e valorize a multiplicidade das existências/experiências juvenis em tempos de cibercultura. |
| Abstract: | The master's research investigates the meanings of feminine cyberbodies in “dancinhas” (short dance videos) produced and shared on TikTok. For this purpose, I align myself with post-structuralism, aiming to explore new possibilities and methodological paths inspired by the desire to build/experiment with alternative routes. I adopt online cartography (Felipe Carvalho and Fernando Pocahy) in the fieldwork conducted on TikTok, and I center my theoretical reflections mainly around the concepts of cyberculture (Edméa Santos, André Lemos, and Lúcia Santaella), cyberbody (Leonardo Nolasco-Silva and Tania Lucía Maddalena), youth (Paulo Carrano and Juarez Dayrell), and heteronormativity (Guacira Louro, Paul Preciado, and Judith Butler). Between April 2023 and March 2025, I mapped videos and comments produced and disseminated by users on TikTok, recognizing them as an invitation to reflect on the contested meanings of female bodies in the age of cyberculture. Based on this field mapping, I also emphasize the scarcity of research that explores the educational potential of the platform in shaping new ways of thinking/looking at youth in connection with the social markers of gender, sexuality, and corporality. In this context, I have been investigating dance videos produced and shared by young people, while also analyzing the comments posted by users regarding this content. The empirical material was organized and interpreted using four categories: (1) sexualization and harassment; (2) aesthetic and intellectual devaluation; (3) religious surveillance; and (4) prohibition of mobile phone use in schools. The research revealed how feminine cyberbodies are constantly targeted by gender regulatory norms, becoming frequent subjects of hypersexualized and harassing comments. Besides being objectified, these cyberbodies have their aesthetics questioned and are perceived as bodies that “only dance, but do not think,” reinforcing the body-intellect dichotomy and contributing to the denial of these young women’s agency. Additionally, their performances are subject to surveillance often rooted in moral and religious values. I also identified the urgency of fostering debates on the use of mobile devices in and out of school, recognizing their communicative potential and how these cultural artifacts mediate social relationships and influence the construction of youth subjectivities. In light of this, I recognize the need to invest in a cyberfeminist education that challenges heteronormativity and values the multiplicity of youth existences and experiences in times of cyberculture. |
| Palavras-chave: | TikTok Cibercultura Ciberfeminismo Heteronormatividade Educação Cyberculture Cyberfeminism Heteronormativity Education |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Educação |
| Citação: | SILVA, Jéssica Coelho Parreira da. Cibercorpos juvenis femininos em “dancinhas” compartilhadas no TikTok: por uma educação ciberfeminista. 2025. 141 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25586 |
| Data de defesa: | 13-Jun-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Educação |
Arquivos associados a este item:
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| Termo - Jéssica Coelho Parreira da Silva - 2026.pdf | 404,15 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| CRN - Jéssica Coelho Parreira da Silva - 2026.pdf | 203,26 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| Dissertação - Jéssica Coelho Parreira da Silva - Completa.pdf | 2,68 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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