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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25688| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Corpos como projeto: queerizando práticas de representação |
| Título(s) alternativo(s): | Bodies as a project: queering practices of body representation |
| Autor: | Oliveira, Felipe Grassine de ![]() |
| Primeiro orientador: | Altmayer, Carlos Guilherme Mace |
| Primeiro membro da banca: | Anastassakis, Zoy |
| Segundo membro da banca: | Martins, Bianca Maria Rêgo |
| Terceiro membro da banca: | Azevedo, Adriana Pinto Fernandes de |
| Quarto membro da banca: | Serpa, Bibiana Oliveira |
| Resumo: | Esta pesquisa propõe investigar, a partir das ementas das disciplinas de ergonomia dos cursos de Design de universidades brasileiras, como os corpos são representados, tanto imageticamente quanto textualmente, nas bibliografias de maior incidência. Parte-se do entendimento de que, ao longo da história, o corpo tem sido objeto de estudo, classificação e normatização, mesmo antes da consolidação da antropologia como campo científico no final do século XIX. Exemplos como o Homem Vitruviano evidenciam como determinadas concepções de proporção, simetria e ideal corporal foram historicamente mobilizadas para definir padrões de humanidade, funcionalidade e beleza. As tensões em torno do corpo, portanto, não são recentes. Corpos dissidentes têm sido historicamente submetidos a processos de controle, apagamento e retaliação, muitas vezes sustentados por justificativas religiosas, médicas e biologizantes. No entanto, a articulação contemporânea dos movimentos sociais, em diálogo com a produção acadêmica, tem provocado tensionamentos sobre aquilo que, por muito tempo, foi ocultado, silenciado ou narrado por olhares externos às próprias experiências corporais dissidentes. No contexto da ocidentalidade, foram criadas ferramentas de mensuração, classificação e representação que ainda hoje contribuem para a manutenção de uma ideia normativa de corpo. A ergonomia e a antropometria, quando incorporadas ao campo do Design, podem ser instrumentos importantes para a elaboração de projetos mais adequados às pessoas. Contudo, quando fundamentadas em modelos corporais restritos, também podem reforçar perspectivas binárias, cisgêneras e, por vezes, sexistas nas formas de representar o corpo humano, suas medidas, capacidades e usos. A partir desse problema, a pesquisa articula conceitos de gênero, sexualidade e corporeidade para discutir possibilidades de construção de novos imaginários corporais no Design. Para isso, inicia-se pela apresentação do campo da ergonomia física, com especial atenção à antropometria, compreendendo-a como ferramenta historicamente relevante, mas atravessada por escolhas políticas, epistemológicas e visuais. Em seguida, analisa as ementas das disciplinas de ergonomia, refletindo criticamente sobre como esse campo tem produzido determinadas representações de corpo. Por fim, aproxima-se de práticas dissidentes e queerizadas, apontando caminhos para a construção de um léxico visual e textual mais inclusivo, capaz de reimaginar a antropometria como ferramenta ampliada para projetos em Design comprometidos com a pluralidade corporal. |
| Abstract: | This study aims to investigate, based on the syllabi of ergonomics courses in design programs at Brazilian universities, how bodies are represented—both visually and textually—in the most frequently cited bibliographies. It is based on the understanding that, throughout history, the body has been the subject of study, classification, and standardization, even before the consolidation of anthropology as a scientific field in the late 19th century. Examples such as the Vitruvian Man demonstrate how certain conceptions of proportion, symmetry, and the ideal body have historically been mobilized to define standards of humanity, functionality, and beauty. Tensions surrounding the body, therefore, are not recent. Dissident bodies have historically been subjected to processes of control, erasure, and retaliation, often supported by religious, medical, and biologizing justifications. However, the contemporary collaboration between social movements and academic research has brought to light issues that were long hidden, silenced, or narrated from perspectives external to the dissident bodily experiences themselves. Within the context of Western culture, tools for measurement, classification, and representation were created that still contribute today to the perpetuation of a normative idea of the body. Ergonomics and anthropometry, when incorporated into the field of design, can be important tools for developing projects that are better suited to people. However, when based on restrictive body models, they can also reinforce binary, cisgender, and, at times, sexist perspectives in the ways the human body, its measurements, capabilities, and uses are represented. Building on this issue, the research brings together concepts of gender, sexuality, and corporeality to explore how to construct new bodily imaginaries in design. To this end, it begins by introducing the field of physical ergonomics, with a particular focus on anthropometry, understanding it as a historically significant tool that is nonetheless shaped by political, epistemological, and visual choices. Next, it analyzes the syllabi of ergonomics courses, critically reflecting on how this field has produced certain representations of the body. Finally, it explores dissident and queer practices, pointing toward ways to construct a more inclusive visual and textual lexicon, capable of reimagining anthropometry as an expanded tool for design projects committed to bodily plurality. |
| Palavras-chave: | Desenho industrial Teoria Queer Gênero Design e gênero Ergonomia Física Desenho do corpo Práticas coletivas queerizadas Design and gender Physical ergonomics Body design Queer collective practices |
| Área(s) do CNPq: | CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DESENHO INDUSTRIAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro de Tecnologia e Ciências::Escola Superior de Desenho Industrial |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Design |
| Citação: | OLIVEIRA, Felipe Grassine de. Corpos como projeto: queerizando práticas de representação. 2026. 407 f. Tese (Doutorado em Design) - Escola Superior de Desenho Industrial, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25688 |
| Data de defesa: | 25-Mai-2026 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Design |
Arquivos associados a este item:
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| Tese - Felipe Grassine de Oliveira - 2026 - completa.pdf | 26,89 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar | |
| Termo - Felipe Grassine de Oliveira - 2026.pdf | 525,43 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia | |
| CRN - Felipe Grassine de Oliveira - 2026.pdf | 811,49 kB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar Solictar uma cópia |
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