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http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4402| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Residência médica e os sistemas de saúde: o caso do Distrito Federal |
| Título(s) alternativo(s): | Medical residency and health systems: the case of the Federal District |
| Autor: | Campos, Vanessa Dalva Guimarães ![]() |
| Primeiro orientador: | Dal Poz, Mario Roberto |
| Primeiro membro da banca: | Aguiar, Adriana Cavalcanti |
| Segundo membro da banca: | Lima, José Carlos de Souza e |
| Resumo: | Desde 1963 funcionam no DF programas de Residência Médica, com a criação da primeira Comissão de Residência em 1964 (Comissão de Internos, Residentes e Estagiários - CINRE), precursora da COREME, regulamentada pela CNRM em 1987. A SES-DF é responsável pela gestão de 5 Hospitais-Ensino, 34 mil servidores, um complexo hospitalar, bem como pelo investimento de 120 milhões de reais a cada 2 anos em RM. Apesar disto, os PRMs tem sido questionados pelas diligências do MEC. Na busca por analisar os PRMs inseridos no cenário de prática do SUS local no ano de 2015, foi realizado estudo quanti-quantitativo por meio de entrevista estruturada com 47 MRs de 3 hospitais-ensino. Os dados estatisticamente significativos foram: dedicação exclusiva das mulheres ao PRM (p=0,03), maior investimento dos médicos homens no trabalho para o SUS (p=0,025) e maior pretensão de carga horária de trabalho para os profissionais das especialidades clínicas que os das cirúrgicas, após o término da RM (p=0,02). A maioria deseja permanecer na região centro-oeste, reforçando a RM como fator de fixação de médicos; 45,8% dos profissionais pretendem cumprir semanalmente 40 horas semanais de trabalho, com pretensão de jornada de 20 horas em hospital público e 20 horas em vínculo privado; a principal expectativa de local de trabalho é o hospital público (85,4%); 25% pretendem atuar na APS. Na analise qualitativa, segundo os MRs, no SUS há carência de: recursos, profissionais, infraestrutura, exames, medicações, protocolos, leitos, condições mínimas de trabalho, gestão, administração, padronização de condutas, tratamentos complexos, pagamento, estímulo à produção científica. Os pontos negativos em se realizar a RM no SUS foram: infraestrutura, valor da bolsa-residência, preceptoria, atuação inapropriada de alguns servidores públicos da saúde, rodízios obrigatórios determinados pelo MEC, escassez de tempo para estudos e congressos, carga horária exaustiva, bem como incentivo insuficiente à pesquisa e aos trabalhos científicos. Os pontos positivos estiveram associados ao grande volume de pacientes, com casos complexos, à heterogeneidade de quadros clínicos, que em contraponto também leva à superlotação, reforçando o modelo assistencial curativo, biomédico e hospitalocêntrico, predominante no DF. O despreparo do SUS para atender à tripla carga de doenças, o aumento da demanda assistencial pela RIDE, a baixa cobertura e resolubilidade da APS local, bem como a capacidade administrativa deficiente do sistema tornam o cenário de prática hostil ao ensino e desfavorecem o desenvolvimento de atributos técnicos e relacionais pelos MRs. O baixo investimento do setor público em saúde, superado pelo gasto do sistema privado nesta área, não garante a universalidade de acesso, a integralidade e equidade do cuidado. Caso não ocorra aumento do financiamento e da eficiência do gasto público, com avaliação de custo-efetividade dos serviços, controle e monitoramento dos índices de saúde, a entrada dos pacientes no SUS continuará ocorrendo nas fases finais das doenças crônicas, sem garantir que seus princípios sóciossanitários sejam assegurados, contribuindo para a redução da qualidade dos Programas de Residência . |
| Abstract: | In 1963, residency programs started at Federal District, in Brasília, with creation of the first Residency Commission in 1964 (CINRE), a precursor to COREME, regulated by National Comission of Medical Residency (CNRM) in 1987. SES-DF is responsible for the management of 5 Teaching-Hospitals, 34 thousand health workers, a hospital complex, as well as for the investment of 120 million reais every 2 years in Medical Residency. Despite this, Medical Residency Programs (MRP) have been questioned by MEC. In the search to analyze the PRMs inserted in the local SUS, a quantitativequantitative study was conducted through a structured interview with 47 MRs from 3 teaching hospitals. Statistically significant data were: exclusive dedication of women to the Programs (p=0.03), greater investment of male physicians in the work for SUS (p=0.025) and greater pretension of work hours for professionals of clinical specialties than the surgical ones, after the end of the specialization (p=0.02). Most of medical residentes want to stay in the central-west region, reinforcing MR as a fixation factor for physicians; 45.8% of the professionals intend to complete weekly 40 hours of work, with 20 hour working in a public hospital and 20 hours in a private relationship; the main expectation of work place is the public hospital (85.4%); 25% intend to work in Primary Health Care. According to residents, there is a shortage of resources, professionals, infrastructure, examinations, medications, beds, minimum working conditions, management, administration, standardization of protocols, complex treatments, payment, stimulation of scientific production. The most negative points of the Medical Residency at Unified Health System were: infrastructure, the value of the scholarship, preceptory, the public health workers, the compulsory interships determined by MEC, the shortage of time for studies and congresses, the exhaustive workload, insufficient incentive to research and scientific work. The positive aspects were associated with the large volume of patients with complex cases and the heterogeneity of clinical conditions, which in turn also leads to overcrowding, reinforcing the curative, biomedical and hospital-centered care model prevalent at Federal District. SUS s inability to cope with triple burden of diseases, increased demand for care by RIDE, low coverage and resolutiveness of local Primary Care, as well as poor administrative capacity of the system make the practice scenario hostile to education and disadvantage the development of technical and relational attributes by medical residents. The low investment of the public health sector, surpassed by the private system s spending in this area, does not guarantee universality of access, integrality and equity of care. If there is no increase in financing and efficiency of public spending, with costeffectiveness evaluation of services, control and monitoring of health indices, patients entry into SUS will continue to occur in the final stages of chronic diseases, without guaranteeing that SUS principles are ensured and contributing to the loss of the quality of Medical Residency Programs. |
| Palavras-chave: | Medical residency Unified Health System Public health management Residência médica Sistema Único de Saúde Gestão pública em saúde |
| Área(s) do CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | BR |
| Instituição: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UERJ |
| Departamento: | Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Citação: | CAMPOS, Vanessa Dalva Guimarães. Residência médica e os sistemas de saúde: o caso do Distrito Federal. 2017. 111 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4402 |
| Data de defesa: | 11-Out-2017 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Saúde Coletiva |
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