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Tipo do documento: Dissertação
Título: Tradição, escrita e intoxicação: os fantasmas de Virginia Woolf
Título(s) alternativo(s): Tradition, writing and intoxication: Virginia Woolf's ghosts
Autor: Sousa, Victor Santiago 
Primeiro orientador: Pinho, Davi Ferreira de
Primeiro membro da banca: Chiara, Ana Cristina de Rezende
Segundo membro da banca: Santos, Marcelo dos
Resumo: A presente dissertação tem por objetivo pensar a vida e a obra da escritora Virginia Woolf dissociadas de concepções que a colocam como uma mulher deprimida e suicida. Partindo do pressuposto de que o eu-empírico do autor não pode ser alcançado e definido a não ser pelas ferramentas da ficção e da fabulação -, utiliza-se a depressão de Woolf como metáfora não de um corpo doente, mas de uma escrita feminina doente e claudicante que é oprimida por uma tradição masculina. Tendo em vista que as mulheres ainda lutam por espaços de afirmação e inscrição, pretende-se repensar esta lógica do pensamento repressor e propor uma nova estética do pensamento através do conceito de intoxicação; como um corpo doente que intoxica o pensamento atual e torna-se outro. Deste modo, tradição, escrita e intoxicação serão tratados como fantasmas que possuem uma dupla potência assombrar e ser assombrado e estão para além de uma lógica opressora de poderio masculino, pois a escrita feminina surge como uma experiência sensível capaz de reorganizar e reestruturar o pensamento. Este trabalho, portanto, está dividido em duas partes que colocam em xeque estes fantasmas. Primeiramente, discute-se a impossibilidade de se acessar o eu biográfico de Woolf, tendo por base o ensaio The Art of Biography (1939). Em seguida, a doença de Woolf é utilizada de forma metafórica para se pensar em uma escrita feminina e doente. Contudo, a partir do ensaio On Being Ill (1930), concebe-se esta enfermidade de modo afirmativo e potente. Então, o conceito de intoxicação a partir dos entendimentos de Derrida (2005) sobre o aspecto indecidível do phármakon, ao mesmo tempo remédio e veneno do discurso - é trazido à baila, a fim de se refletir acerca da écriture féminine (CIXOUS, 1975) como potência intoxicante e transformadora da lógica do pensamento
Abstract: The present dissertation aims at thinking through Virginia Woolf s life and literary work apart from conceptions that place her as a depressive and suicidal woman. Taking into account that the author s empirical self may not be achieved and defined except by the tools of fiction and imagination -, Woolf s mental illness is going to be used as a metaphor, not for an ill body, but for an ill and limping feminine writing which is oppressed by a male tradition. Taking into account that women still fight for fields of assertion and inscription, it is intended to rethink this logic of a repressive thought in order to propose a new aesthetics of thought through the concept of intoxication; as an ill body that can intoxicate the current modes of thinking and become something else. Thus, tradition, writing and intoxication are going to be treated as ghosts that have a double potentiality haunting and being haunted and are beyond an oppressive logic of a male primacy, for the feminine writing arises as a sensuous experience capable of reorganizing and restructuring thought. This work, therefore, is divided into two parts which call into question these ghosts. To start with, it is going to be discussed the impossibility of accessing Woolf s biographical self, based on her essay The Art of Biography (1939). Then, Woolf s illness is going to be used in a metaphorical way in order to think through an ill feminine writing. However, regarding the essay On Being Ill (1930), her disease will be conceived in an affirmative and potent way. So, the concept of intoxication considering Derrida s (2005) understandings on the undecidable aspect of phármakon, both remedy and poison of speech, are going to be brought to reflect upon écriture feminine (CIXOUS, 1975) as an intoxicating and transforming potentiality of the logic of thought
Palavras-chave: Ghosts
Tradition
Writing
Intoxication
Woolf, Virginia, 1882-1941 Crítica e interpretação
Feminilidade na literatura
Escritoras inglesas Séc. XX
Influência (Literária, artística, etc.)
Virginia Woolf
Fantasmas
Tradição
Escrita
Intoxicação
Área(s) do CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Citação: SOUSA, Victor Santiago. Tradição, escrita e intoxicação: os fantasmas de Virginia Woolf. 2018. 102 f. Dissertação (Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa; Literatura Brasileira; Literatura Portuguesa; Língua Portuguesa; Ling) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6916
Data de defesa: 1-Fev-2018
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras

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