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Tipo do documento: Dissertação
Título: Avaliação quantitativa da fibrose miocárdica pela ressonância magnética cardíaca nas cardiomiopatias não isquêmicas utilizando o método semi-quantitativo visual: Comparação com a quantificação por planimetria
Título(s) alternativo(s): Quantitative evaluation of myocardial fibrosis by CMR in non-ischemic heart disease using a semi-quantitative visual analysis technique: comparison with standard semiautomated thresholding techniques
Autor: Castro, Lívia Marques de 
Primeiro orientador: Azevedo Filho, Clerio Francisco de
Primeiro membro da banca: Brandão, Andréa Araujo
Segundo membro da banca: Correa Filho, Wilson Braz
Terceiro membro da banca: Lima, Ronaldo de Souza Leão
Resumo: A avaliação da fibrose miocárdica através da imagem de ressonância magnética cardíaca (RMC) mostrou fornecer informações prognósticas em pacientes com cardiomiopatias não isquêmicas (CNI). Atualmente, a análise quantitativa da fibrose miocárdica baseia-se em técnicas demoradas que utilizam limiar semiautomático (planimetria digital) e requer a utilização de softwares comercialmente disponíveis. Neste trabalho, desenvolveu-se um novo método de quantificação da fibrose miocárdica utilizando uma análise semi-quantitativa visual de imagens do realce tardio em pacientes com CNI e avaliou-se a concordância entre esta técnica e algumas das técnicas da planimetria digital. A RMC com contraste foi realizada em 90 pacientes com CNI, divididos em 3 grupos: cardiomiopatia hipertrófica (CMH, n = 30), cardiomiopatia dilatada (CMD, n = 30) e miocardite (n = 30). A quantificação da fibrose miocárdica foi realizada utilizando o método de análise semi-quantitativo visual. Para isso, foram adquiridos 8 cortes cobrindo todo o ventrículo esquerdo (VE). Os cortes foram divididos em 44 segmentos (2 cortes apicais com 4 segmentos cada, 3 cortes médios com 6 segmentos cada e 3 cortes basais com 6 segmentos cada). A quantidade de realce tardio em cada corte foi determinada usando uma escala de 6 pontos: 0 - sem realce; 1- realce de > 0% a &#8804;5%; 2- realce de > 5% a &#8804;25%; 3- realce de > 25% a &#8804;50%; 4- realce de > 50% a &#8804;75%; e 5- realce > 75%. A totalidade de realce tardio foi calculada como a soma das pontuações de todos os 8 cortes divididos por 220 (pontuação máxima possível: 5 * 44 = 220) e foi relatada como porcentagem de massa de VE. A quantificação da fibrose miocárdica também foi realizada utilizando 4 diferentes técnicas de limiar semiautomático: 2 desvio padrão (p2DP); 6 desvio padrão (p6DP); limiar manual (pManual); e Largura à Meia Altura (pFWHM). A concordância entre o método semi-quantitativo visual e as técnicas de planimetria digital foi avaliado pelo coeficiente de correlação de concordância (CCC) e pela análise de Bland-Altman. A quantidade de fibrose miocárdica pelo método Visual (15,8 ± 9,7%) foi semelhante aos métodos pManual (15,8 ± 10,5%, p=0,85) e pFWHM (16,2 ± 10,1%, p=0,27), foi ligeiramente superior a p6DP (14,4 ± 10,5%, p=0,002) e significativamente inferior ao p2DP (39,6 ± 14,5%, p<0,001). Observou-se excelente concordância entre o método Visual e os métodos de limiar semiautomático, exceto com o p2DP, o qual superestimou significativamente a quantidade de realce tardio. As variabilidades inter e intra-observadores foram pequenas para todas as medidas. O tempo por paciente para realizar o método visual (1 'e 35' ') foi significativamente menor que a pManual (9' e 12 '', p<0,001), pFWHM (9 'e 19' ', p<0,001) e p2DP / p6DP (9 'e 55' ', p<0,001). O método semi-quantitativo visual apresentou boa concordância e correlação com as técnicas da planimetria o que nos permite apresentar o método como alternativa mais rápida e prática para a quantificação da fibrose miocárdica nos pacientes portadores de cardiomiopatias não isquêmicas.
Abstract: The assessment of myocardial fibrosis (MF) by CMR using late gadolinium enhancement (LGE) has been shown to provide valuable prognostic information in patients with non-ischemic heart diseases (NIHD). Currently, quantitative assessment of MF requires time-consuming analyses using commercially available dedicated software. We describe a new method of MF quantification using a semi-quantitative visual analysis of LGE images and evaluate its agreement with frequently used thresholding techniques. Contrast-enhanced CMR was performed in 90 patients with NIHD (hypertrophic cardiomyopathy [n=30]; non-ischemic dilated cardiomyopathy [n=30]; and acute myocarditis [n=30]). Only patients with identifiable regions of LGE were included. In order to quantify MF by the semi-quantitative visual analysis technique (Visual), LGE slices were segmented into 44 segments (2 apical slices with 4 segments each, 3 mid-ventricular slices with 6 segments each and 3 basal slices with 6 segments each). The amount of LGE in each segment was scored using a 6-point scale: 0-no LGE; 1->0% and &#8804;5%; 2->5% and &#8804;25%; 3->25% and &#8804;50%; 4->50% and &#8804;75%; and 5->75%. The total amount of LGE was calculated as the sum of the scores of all 8 slices divided by 220 (maximum possible score: 5*44=220) and was reported as a percent of LV mass. MF quantification was also performed using 4 different semiautomated thresholding techniques: 2SD of remote (2SD); 6SD of remote (6SD); manual threshold (Manual); and full width at half maximum (FWHM). The amount of MF quantified by Visual (15.8±9.7%) was similar to that quantified by Manual (15.8±10.5%, p=0.85) and FWHM (16.2±10.1%, p=0.27), was slightly higher than 6SD (14.4±10.5%, p=0.002) and was significantly lower than 2SD (39.6±14.5%, p<0.001). There was good agreement between Visual and all thresholding techniques, except 2SD, which significantly overestimated the amount of LGE. When we evaluated the agreement within each disease subgroup the pattern was similar to that observed for the entire population. Inter- and intraobserver variabilities were small for all measurements. Importantly, the average time/patient for the Visual technique (1 and 35 ) was significantly shorter than Manual (9 and 12 , p<0.001), FWHM (9 and 19 , p<0.001) and 2SD/6SD (9 and 55 , p<0.001). Quantification of MF by the novel semi-quantitative visual technique demonstrated good agreement with standard thresholding methods. Our results indicate that it could represent a faster and more practical alternative for the post-processing analyses of LGE images in patients with NIHD.
Palavras-chave: Non-ischemic heart diseases
Cardiac magnetic resonance imaging
Myocardial fibrosis
Thresholding techniques
Semi-quantitative visual analysis
Cardiomiopatias não isquêmicas
Ressonância Magnética Cardíaca
Fibrose miocárdica
Planimetria
Método semi-quantitativo visual
Miocárdio
Miocárdio Doenças
Fibrose
Imagem por ressonância magnética
Cardiomiopatia
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::CARDIOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UERJ
Departamento: Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Citação: CASTRO, Lívia Marques de. Avaliação quantitativa da fibrose miocárdica pela ressonância magnética cardíaca nas cardiomiopatias não isquêmicas utilizando o método semi-quantitativo visual: Comparação com a quantificação por planimetria. 2017. 75 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8780
Data de defesa: 3-Out-2017
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Médicas

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